Mostrando postagens com marcador Advento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Advento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O tempo do Advento


     Algumas orientações para uma melhor compreensão e celebração do Advento, retirado do blog: Salvem a liturgia:
       “Rezam as Normas para o Ano Litúrgico e o Calendário Romano:
       O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa." (NALC, 39)
      Nesse sentido, o roxo é a cor ditada pelas rubricas, como de espera penitencial, ainda que não tão rigorosa quanto a da Quaresma. De fato, o Advento é uma "pequena Quaresma" em preparação ao Natal. Preparando-nos para celebrar a primeira vinda de Cristo no Natal, aguardamos, neste exílio, pela segunda, em que Ele deve nos achar livres do pecado. O chamado à santidade é também a tônica, pois, do Advento.
     Algumas anotações oficiais, tiradas do Diretório Litúrgico da CNBB, para o Advento que começa amanhã, nos ajudam a que as celebrações seja conforme as rubricas e a tradição do rito romano:
1. O órgão e os outros instrumentos musicais devem usar-se, e o altar orna-se com flores, com aquela moderação que convém ao caráter próprio deste tempo, de modo q não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. No Domingo Guadete (3º do Advento), pode-se usar a cor-de-rosa (CB, n. 236).
2. Na celebração do matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, dá-se sempre a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos e a se absterem do pompa demasiada.
3. Até o dia 16, inclusive, não se permitem as Missas para diversas circunstâncias, votivas ou cotidianas pelos defuntos, a não ser que a utilidade pastoral o exija (IGMR, n. 333). Mas podem ser celebradas as Missas das memórias que ocorrem, ou dos Santos inscritos no Martirológio nos respectivos dias (IGMR, n. 316b)”.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E por sua esperança o homem se reconhece, diz o Papa

     
      No início do advento, belíssimas palavras de Bento XVI sobre a esperança, na oração do Ângelus, neste domingo, na Praça de São Pedro:
       "Caros irmãos e irmãs!
      Hoje, primeiro domingo do Advento, a Igreja inicia um novo Ano litúrgico, um novo caminho de fé, que, de uma parte, faz memória do evento de Jesus Cristo e, de outra, abre-se ao seu cumprimento final. E justamente desta dupla perspectiva vive o Tempo do Advento, olhando tanto para a primeira vinda do Filho de Deus, quando nasce da Virgem Maria, como para o seu retorno glorioso, quando virá para “julgar os vivos e os mortos”, como dizemos no Credo. Sobre esse sugestivo tema da “espera” eu gostaria de refletir brevemente agora, porque se trata de um aspecto profundamente humano, em que a fé se torna, por assim dizer, una em nossa carne e nosso coração.
      A espera, o aguardar, é uma dimensão que atravessa toda a nossa existência pessoal, familiar e social. A espera é presente em milhares de situações, das menores e mais banais às mais importantes, que nos comprometem totalmente e no profundo. Pensemos na espera de um filho da parte dos pais; a de um parente ou de um amigo que vem nos visitar de longe; pensemos, para um jovem, na espera do êxito de um exame decisivo, ou de uma entrevista de trabalho; nas relações afetivas, a espera do encontro com a pessoa amada, da resposta a uma carta, ou da acolhida de um pedido de perdão... Pode-se dizer que o homem está vivo enquanto espera, enquanto em seu coração é viva a esperança. E por sua esperança o homem se reconhece: a nossa “estatura” moral e espiritual se pode medir por aquilo que esperamos, por aquilo em que temos esperança.
      Cada um de nós, portanto, especialmente neste Tempo que prepara o Natal, pode-se perguntar: que coisa eu espero? O que, neste momento de minha vida, clama em meu coração? E essa mesma pergunta se pode colocar no âmbito da família, da comunidade, da nação. O que aguardamos, em conjunto? Que une nossas aspirações, o que nos junta? No tempo precedente do nascimento de Jesus, era fortíssima em Israel a espera do Messias, ou seja, de um Consagrado, descendente do rei Davi, que libertaria finalmente o povo da escravidão moral e política e instauraria o Reino de Deus. Mas ninguém poderia imaginar que o Messias pudesse nascer da uma jovem humilde como era Maria, esposa prometida do justo José. Nem mesmo ela poderia pensar, apenas no seu coração a espera do Salvador era tão grande, a sua fé e a sua esperança eram tão ardentes que Ele pôde encontrar nela uma mãe digna.
      Além disso, o próprio Deus a havia preparado, antes dos séculos. Há uma misteriosa correspondência entre a espera de Deus e a de Maria, a criatura “plena de graça”, totalmente transparente ao plano de amor do Altíssimo. Aprendamos dela, Mulher do Advento, a viver o dia a dia com um espírito novo, com o sentimento de uma espera profunda, que só a vinda de Deus pode preencher."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A igreja na Arábia Saudita




Nesses últimos dias do advento acompanhamos a situação de sofrimento e perseguição em que a igreja em alguns paises está passando. Na postagem do dia 17 de dezembro falamos sobre a igreja no Iraque, no dia 18 na China, no dia 19 na Índia, e por fim no dia 21 sobre a igreja na Venezuela.


Hoje comentaremos a situação da igreja na Arábia Saudita. Neste país são proibidos por lei qualquer tipo de expressão de fé cristã e aqueles que desobedecem essa lei sofrem punições que vão desde a flagelação pública a decapitação, aqueles que desejam participar da missa, precisam ir escondidos para participar das celebrações que são feitas nas embaixadas dos paises ocidentais, o que há de bonito nesta história é que alguns padres para poder dar um suporte pastoral aos cristãos, são contratados para trabalhar em empresas que prestam serviços ao país sem revelar a sua identidade sacerdotal, passam o dia trabalhando nessas empresas e exercem o seu ministério sigilosamente à noite, para, desse modo, assistir a quase um milhão de cristãos que apesar de toda proibição e perseguição vivem na Arábia Saudita.


Neste advento tivemos a oportunidade de conhecer a situação da igreja em vários países e percebemos que por meio dela Jesus ainda procura um lugar para nascer como a quase 2 mil anos atrás, que a nossa oração e comunhão de fé com a igreja perseguida no mundo seja uma forma de nos preparar para o Natal de Jesus

domingo, 13 de dezembro de 2009

3º Domingo do Advento

Talvez algumas pessoas, na missa do 3º domingo do Advento (hoje), tenham ficado curiosas ao ver em alguns lugares o sacerdote usando os paramentos de cor rosa. Isto acontece porque há a possibilidade de usar essa cor neste domingo, para marcar a alegria. Essa cor nasce da mistura do roxo da penitência com o branco do Natal.

Essa cor dos paramentos pode ser usada tanto no 3º domingo do Advento como no 4º domingo da Quaresma. Pode ser usada hoje para revelar o tom de alegria por estar cada vez mais perto a vinda do Senhor. Esse tom de alegria é dado de forma especial pela segunda leitura de hoje, tirada da carta de São Paulo aos Filipenses, que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!” (Fl 4,4).