Mostrando postagens com marcador João da Cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador João da Cruz. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de dezembro de 2013

São João da Cruz

No dia 14 de dezembro a Igreja celebra São João da Cruz, um grande santo, poeta, místico e doutor da Igreja. Ele nasceu no ano de 1542 em Ávila, na Espanha. Teve uma infância pobre. Em 1563 entra na Ordem camelitana e no ano de 1567 tem seu primeiro encontro com Santa Teresa de Ávila, que, na época, estava empreendendo a reforma do Carmelo. Este encontro vai marcar a sua vida, porque a partir de então João fará parte, de forma decisiva, da reforma carmelitana. Morreu aos 49 anos, no ano de 1591.
João da Cruz é um grande artista, com uma sensibilidade especial para colocar em poesia sua experiência com Deus e sua teologia. Escreve também obras que são consideradas até hoje de insuperável profundidade mística. Suas grandes obras são: A noite escura, Subida ao Monte Carmelo, Chama viva de amor e Cântico espiritual.
Para mim, de forma direta, a vida e a obra de São João da Cruz marcaram muito a minha caminhada e até hoje tem uma grande influência na minha vida e, como consequência disto, uma forte influência no Movimento da Transfiguração.
Dentre as muitas influências, quero destacar duas: a primeira delas é o desejo de união com Jesus, que ultrapassa a simples tentativa de segui-lo como um modelo, mas de sim de ter uma comunhão com a pessoa de Jesus. João da Cruz vai chamar este caminho de divinização por participação, o que influenciou bastante, no Movimento da Transfiruguração, o caminho pedagógico da transfiguração do coração, em que a conversão nasce de uma experiência de encontro com Cristo e transforma o coração, transbordando aos poucos para a vida.
A segunda, é a relação íntima que João da Cruz tem com a Palavra de Deus. Ele cita a Bíblia, nas suas obras, 1653 vezes. E ele fazia isto sem fazer consulta direta ao texto bíblico, demonstrando, assim, sua grande intimidade com a Palavra de Deus. Junto com isto, me marcou bastante a forma espiritual e simbólica com que ele interpretava e aplicava para o tempo presente os textos bíblicos. Isto influenciou a minha forma de ler e atualizar a Palavra de Deus.
Por tudo isso e muito mais, desejo demonstrar minha devoção e gratidão a este grande santo e místico, rezando junto com toda a Igreja, dizendo:
Ó Deus, que inspiraste ao presbítero São João da Cruz extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Peregrinação Santuários Europeus - 5º dia - Segóvia

No período de 21 de setembro a 6 de outubro, o Movimento da Transfiguração organizou mais uma peregrinação, desta vez aos Santuários Europeus.
No quinto dia da nossa Peregrinação viajamos para Segóvia, cidade fundada pelos romanos e que ainda possui um aqueduto de 1900 anos, que tivemos oportunidade de visitar. Depois visitamos o centro histórico da cidade, com sua belíssima Catedral.
A visita a Segóvia culminou com a celebração da missa no convento construído por São João da Cruz, onde ele também foi superior da casa. Hoje seus restos mortais estão na capela deste convento, que está ao lado do Castelo de Alcazar.
Veja as fotos abaixo:



Vista externa da Catedral de Segóvia




Orgão de tubo da Catedral de Segóvia


Coro da Catedral


Vista do Castelo de Alcazar

Convento construído por São João da Cruz


Capela onde se encontra o túmulo de São João da Cruz









Para ver as fotos dos outros dias, clique abaixo:

Peregrinação Santuários Europeus - 1º dia - Lisboa

Peregrinação Santuários Europeus - 2º dia - Fátima

Peregrinação Santuários Europeus - 3º dia - Santiago de Compostela

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dons do Espírito Santo III – O Dom da Fortaleza

"Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência, por aquilo que ele sofreu. Mas, quando levou a termo sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem." (Hb 5,8-9)

O dom da fortaleza é uma forma de partilhar daquela força que fez Jesus subir a Jerusalém e lá tomar sua cruz e dar sua vida por nós. Esta força é completamente despida de violência e cheia de ternura.
O dom da fortaleza une, em nós, duas virtudes que na natureza humana andam separadas: a virtude da força para realizar o que nos é proposto – que nos faz passar por cima de qualquer coisa para atingirmos nosso objetivo – e a virtude da doçura e bondade, que é aquela que nos faz ter atenção e cuidado com todos aqueles que convivemos. Na nossa experiência diária essas duas virtudes estão bem separadas. As pessoas fortes, decididas e empreendedoras tendem a ser pouco sensíveis em relação àqueles que estão no seu caminho, justamente para cumprir suas metas. E as pessoas amáveis e atenciosas com os outros tendem a ter mais dificuldade de usar a força no momento necessário e, consequentemente, têm dificuldades de atingir seus objetivos.
O dom da fortaleza nos unifica interiormente para que a força e a ternura operem com a intensidade que cada situação necessita. Desta forma, podemos realizar com precisão e eficácia a vontade de Deus na nossa vida.
Outra característica do dom da fortaleza é que ele nos possibilita passar pelos momentos difíceis e sofridos sem abatimento, ao contrário, com coragem e determinação; e mais ainda, sem guardar ressentimentos das pessoas e dos acontecimentos, e sim vendo nisso uma oportunidade de unir-se a Jesus na sua paixão. Tudo isso com paz no coração e ternura nas atitudes.

Um grande santo – São João da Cruz, místico e doutor da Igreja – tinha esse dom de forma admirável. Um homem de vida muito penitente e que sofreu grandes perseguições, inclusive ser preso e chicoteado injustamente semanalmente, sem, com isso, perder a paz e a doçura nas suas palavras e atitudes. Vejamos o que ele diz sobre a busca da fortaleza: “procure sempre inclinar-se não ao mais fácil, senão ao mais difícil. Não ao mais saboroso, senão ao mais insípido. Não ao mais agradável, senão ao mais desagradável. Não ao descanso, senão ao trabalho...abrace de coração essas práticas, procurando acostumar a vontade a elas. Porque, se de coração as exercitar, em pouco tempo achará nelas grande deleite e consolo, procedendo com ordem e descrição”.
Este mesmo santo nos revela outra característica do dom da fortaleza, quando diz: “uma alma apaixonada por Deus é suave, mansa, humilde e paciente”.
O dom da fortaleza deve ser pedido insistentemente na oração. E, aliado a este pedido, devemos exercitar a virtude da perseverança, para que a nossa natureza se disponha a receber este dom. Devemos ter perseverança nos nossos bons propósitos, na nossa vida de oração, no amor fraterno e na penitência. Este exercício deve ser desde as pequenas coisas, como por exemplo a leitura de um livro, até as grandes, como a perseverança num casamento. O fundamental é nunca deixar algo pela metade. Mesmo com sacrifícios, devemos levar a bom termo tudo que iniciamos, sem jamais desistir.
A virtude da perseverança nos preserva de atitudes infantis, que são, fundamentalmente, fazer só o que gostamos, para, assim, como pessoas maduras, nos exercitarmos em fazer aquilo que é preciso e o que é melhor para nós e para os outros.

Para ler as postagens sobre outros dons do Espírito Santo, clique aqui.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

São João da Cruz por Bento XVI



Nesta quarta-feira a audiência de Bento XVI foi sobre o grande místico espanhol: São João da Cruz. Esse grande santo é um amigo na minha caminhada de fé e teve uma profunda influência na minha vida. É por isso que, com grande alegria, coloco abaixo na íntegra a belíssima catequese do Papa:

Queridos irmãos e irmãs,

Há duas semanas, apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus. Hoje, desejo falar de outro importante Santo daquelas terras, amigo espiritual de Santa Teresa, reformador, juntamente com ela, da família religiosa carmelitana: São João da Cruz, proclamado Doutro da Igreja pelo Papa Pio XI, em 1926, e chamado na tradição de Doctor mysticus, “Doutor místico”.
João da Cruz nasceu em 1542, no pequeno vilarejo de Fontiveros, próximo de Ávila, de Vecchia Castiglia, filho de Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. A família era paupérrima, porque o pai, de nobre origem de Toledo, havia sido expulso de casa e deserdado por ter desposado Catalina, uma humilde tecelã de seda. Órfão de pai em tenra idade, João, aos nove anos, transferiu-se, com a mãe e o irmão, a Medina del Campo, próximo a Valladolid, centro comercial e cultural. Ali frequentou o Colegio de los Doctrinos, desempenhando alguns humildes serviços para a Igreja-convento da Madalena. Sucessivamente, dadas as suas qualidades humanas e os seus resultados nos estudos, foi admitido primeiro como enfermeiro no Hospital da Conceição, depois no Colégio dos Jesuítas, recém fundado em Medina del Campo: ali, João entrou aos dezoito anos e estudou, por três anos, ciências humanas, retórica e línguas clássicas. Ao final da formação, ele tinha bem clara a sua vocação: a vida religiosa e, entre tantas ordens presentes em Medina, sentiu-se chamado ao Carmelo.

Para ler a Catequese completa, clique aqui

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

São João da Cruz


No dia 14 de dezembro a Igreja celebra São João da Cruz, um grande santo, poeta, místico e doutor da Igreja. Ele nasceu no ano de 1542 em Ávila, na Espanha. Teve uma infância pobre. Em 1563 entra na Ordem camelitana e no ano de 1567 tem seu primeiro encontro com Santa Teresa de Ávila, que, na época, estava empreendendo a reforma do Carmelo. Este encontro vai marcar a sua vida, porque a partir de então João fará parte, de forma decisiva, da reforma carmelitana. Morreu aos 49 anos, no ano de 1591.
João da Cruz é um grande artista, com uma sensibilidade especial para colocar em poesia sua experiência com Deus e sua teologia. Escreve também obras que são consideradas até hoje de insuperável profundidade mística. Suas grandes obras são: A noite escura, Subida ao Monte Carmelo, Chama viva de amor e Cântico espiritual.
Para mim, de forma direta, a vida e a obra de São João da Cruz marcaram muito a minha caminhada e até hoje tem uma grande influência na minha vida e, como consequência disto, uma forte influência no Movimento da Transfiguração.
Dentre as muitas influências, quero destacar duas: a primeira delas é o desejo de união com Jesus, que ultrapassa a simples tentativa de segui-lo como um modelo, mas de sim de ter uma comunhão com a pessoa de Jesus. João da Cruz vai chamar este caminho de divinização por participação, o que influenciou bastante, no Movimento da Transfiruguração, o caminho pedagógico da transfiguração do coração, em que a conversão nasce de uma experiência de encontro com Cristo e transforma o coração, transbordando aos poucos para a vida.
A segunda, é a relação íntima que João da Cruz tem com a Palavra de Deus. Ele cita a Bíblia, nas suas obras, 1653 vezes. E ele fazia isto sem fazer consulta direta ao texto bíblico, demonstrando, assim, sua grande intimidade com a Palavra de Deus. Junto com isto, me marcou bastante a forma espiritual e simbólica com que ele interpretava e aplicava para o tempo presente os textos bíblicos. Isto influenciou a minha forma de ler e atualizar a Palavra de Deus.
Por tudo isso e muito mais, desejo demonstrar minha devoção e gratidão a este grande santo e místico, rezando junto com toda a Igreja, dizendo:
Ó Deus, que inspiraste ao presbítero São João da Cruz extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


domingo, 13 de dezembro de 2009

São João da Cruz


No dia 14 de dezembro a Igreja celebra São João da Cruz, um grande santo, poeta, místico e doutor da Igreja. Ele nasceu no ano de 1542 em Ávila, na Espanha. Teve uma infância pobre. Em 1563 entra na Ordem camelitana e no ano de 1567 tem seu primeiro encontro com Santa Teresa de Ávila, que, na época, estava empreendendo a reforma do Carmelo. Este encontro vai marcar a sua vida, porque a partir de então João fará parte, de forma decisiva, da reforma carmelitana. Morreu aos 49 anos, no ano de 1591.

João da Cruz é um grande artista, com uma sensibilidade especial para colocar em poesia sua experiência com Deus e sua teologia. Escreve também obras que são consideradas até hoje de insuperável profundidade mística. Suas grandes obras são: A noite escura, Subida ao Monte Carmelo, Chama viva de amor e Cântico espiritual.


Para mim, de forma direta, a vida e a obra de São João da Cruz marcaram muito a minha caminhada e até hoje tem uma grande influência na minha vida e, como consequência disto, uma forte influência no Movimento da Transfiguração.

Dentre as muitas influências, quero destacar duas: a primeira delas é o desejo de união com Jesus, que ultrapassa a simples tentativa de segui-lo como um modelo, mas de sim de ter uma comunhão com a pessoa de Jesus. João da Cruz vai chamar este caminho de divinização por participação, o que influenciou bastante, no Movimento da Transfiruguração, o caminho pedagógico da transfiguração do coração, em que a conversão nasce de uma experiência de encontro com Cristo e transforma o coração, transbordando aos poucos para a vida.

A segunda, é a relação íntima que João da Cruz tem com a Palavra de Deus. Ele cita a Bíblia, nas suas obras, 1653 vezes. E ele fazia isto sem fazer consulta direta ao texto bíblico, demonstrando, assim, sua grande intimidade com a Palavra de Deus. Junto com isto, me marcou bastante a forma espiritual e simbólica com que ele interpretava e aplicava para o tempo presente os textos bíblicos. Isto influenciou a minha forma de ler e atualizar a Palavra de Deus.

Por tudo isso e muito mais, desejo demonstrar minha devoção e gratidão a este grande santo e místico, rezando junto com toda a Igreja, dizendo:

Ó Deus, que inspiraste ao presbítero São João da Cruz extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.