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domingo, 18 de março de 2012

Morre o Patriarca dos Coptas Ortodoxos

Faleceu na tarde de hoje(17) aos 88 anos o Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa, Papa Shenouda III (foto). Os coptas ortodoxos compreendem cerca de 10 milhões da população do Egito.
Segundo algumas fontes, também o Patriarca da Igreja Copta Católica, Cardeal Antonios I Naguib de 77 anos, está muito adoentado; os coptas católicos são pouco mais de 160 mil dos egípcios.
Perdem os ortodoxos do Egito o seu principal líder religioso e os católicos seguem com preocupação a saúde de seu patriarca nesta hora em que o cristianismo se vê ameaçado pelo "inverno" árabe, sob comando dos muçulmanos radicais.
 
Fonte: Oblatvs

domingo, 8 de maio de 2011

Consagração de um Bispo Ortodoxo

Retirado do blog: blogonicvs
Nesta semana o Patriarca Kirill (ou Cirilo, na versão aportuguesada) de Moscou, Igreja Ortodoxa Russa, consagrou (eles não usam o termo "ordenou") um novo bispo.
Como a Igreja Ortodoxa Russa é sinodal, ou seja, todas as decisões são tomadas pelo Sínodo, a consagração de um novo bispo é também uma decisão tomada em conjunto. Isso explica a presença maciça de bispos e metropolitas durante a consagração da cada um dos novos bispos. Explica também o costume do Patriarca, cabeça do Sínodo, ser sempre ou quase sempre o consagrante principal.
Infelizmente o site da IOR não deixou muitas fotos disponíveis, mas as que coloquei abaixo são interessantes e ofereço um breve comentário.
O bispo eleito. Reparem que ele usa mitra, provavelmente por direito concedido pelo Sínodo. Os arquimandritas, equivalente ao nosso Monsenhor, usam cruz peitoral e, em alguns casos, mitra
Como já escrevi anteriormente, os ortodoxos não usam a mesma lógica nas cores que nós, latinos. O Patriarca está parementado de vermelho, cor litúrgica da páscoa, assim como todos os outros clérigos presentes. O bispo eleito está de branco, mas poderia estar usando amarelo ou outra cor.


Aqui ele já se encontra paramentado como bispo, com seu omophoriom (parecido com o pallium) e com a mitra com uma cruz, característica da mitra episcopal. Os ortodoxos têm dois tipos de mitra, a episcopal encimada por uma cruz e a sacerdotal, sem cruz
Aqui o Patriarca cercado pelo clero e por um diácono

quarta-feira, 30 de março de 2011

Papa abraça novo arcebispo greco-católico da Ucrânia

 Bento XVI saudou hoje, ao final da audiência geral, o arcebispo maior de Kiev e novo líder da Igreja greco-católica da Ucrânia, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, cuja entronização suscitou esperanças ecumênicas.
Durante a saudação em diversos idiomas, na praça de São Pedro, o Papa se dirigiu em ucraniano ao novo prelado, de apenas 40 anos, e que tomou posse no dia 27 de março.
“Asseguro minha constante oração para que a Santíssima Trindade conceda abundância de bens, confirmando na paz e na concórdia a amada nação ucraniana”, disse o Papa ao prelado.
Depois, em italiano, o Papa se dirigiu a Shevchuk, recordando-lhe que “o Senhor o chamou ao serviço e à guia desta nobre Igreja, parte daquele povo que há mais de mil anos recebeu o Batismo em Kiev”.
“Estou seguro de que, iluminado pela ação do Espírito Santo, presidirá sua Igreja guiando-a na fé em Cristo Jesus segundo sua própria tradição e espiritualidade, em comunhão com a Sé de Pedro, que é vínculo visível desta unidade pela qual tantos filhos não duvidaram em oferecer inclusive sua própria vida.”
Por último, o Papa enviou uma “agradecida recordação” ao predecessor do novo arcebispo, o cardeal Lubomyr Husar.
O novo arcebispo, que até agora atendia os fiéis desta Igreja ‘sui iuris’ na Argentina, foi eleito pelo Sínodo da Igreja greco-católica da Ucrânia no dia 23 de março e recebeu a comunhão eclesial do Papa no dia 25 de março.
Na sua entronização, dia 27 de março, ele pôde abraçar os bispos das três Igrejas ortodoxas da Ucrânia.
Como representante do patriarcado ortodoxo de Moscou, participou Hilary de Makariv, vigário da diocese de Kiev. A Igreja ortodoxa ucraniana (patriarcado de Kiev) foi representada por seu primaz, Filarete.
O metropolita Vladimir, cabeça da Igreja ortodoxa ucraniana, dependente do patriarcado de Moscou, escreveu uma carta de felicitação a Dom Shevchuk. Ele afirma que espera que em seu ministério se desenvolvam fraternas relações entre as duas Igrejas e que “o período difícil de nossa relação fique no passado

Fonte: ZENIT

terça-feira, 22 de março de 2011

Quaresma na tradição bizantina

Sacerdote da Igreja Greco Melquita Católica (Eparquia Greco Melquita Católica no Brasil)
A igreja ajuda aos cristãos no seu esforço de jejuar, criando condições, que dispõem ao jejum e à penitencia. Durante a Quaresma, tudo muda na igreja, tudo é incomum: as missas, as orações, os cânticos, as melodias, as prostrações e todo o ambiente. O ambiente festivo e a solenidade são substituídos pelo arrependimento e pela purificação da consciência. Os padres se vestem em vestimentas escuras; a Porta Real se abre com menos freqüência, a iluminação é mais fraca, o sino toca menos, há poucos cânticos e mais leitura de salmos e de outras orações que predispõem à penitencia; as pessoas se ajoelham com mais freqüência.
Durante a Quaresma se repete freqüentemente a oração do Sto. Efrem o Sírio: "Senhor e Mestre da minha vida" com prostrações. A missa liturgica completa, como a mais solene de todas as missas, só é oficiada aos sábados e aos domingos, às 4as e 6as feiras durante toda a Quaresma há missas liturgicas dos Dons Pré-Santificados, que têm o caráter de penitencia.
A primeira semana tem o caráter especialmente rigoroso e suas missas são repletas de uma profundidade espiritual. Na 2a, 3a, 4a e 5a — feiras durante o grande vesperal é lido o cânone de Sto. André de Creta, que é capaz de comover até a alma mais empedernida e conduzi-la à penitencia. No sábado é lembrado o milagre do S. Teodoro de Tiro, o Megalomártir , que com a sua aparição salvou os cristão da profanação pelo sangue derramado em honra dos falsos deuses e ordenou a eles de comer o trigo cozido com mel no lugar da comida impura.
O primeiro domingo da Quaresma se chama de Domingo de Ortodoxia, que foi estabelecido em comemoração da vitória sobre os iconoclastas dos séculos 8 e 9, quando os santos ícones voltaram a ser novamente veneradas. Após a liturgia, é celebrada uma missa especial pedindo a conversão dos enganados.
O terceiro domingo da Quaresma é dedicado à adoração da venerável e vivificante cruz. No sábado, durante a missa vesperal a santa Cruz é levada do altar para o centro da igreja para adoração. Com isto, a Igreja inspira os fiéis para continuarem a jejuar, porque pela cruz Nosso Senhor retirou o poder do diabo e livra-nos dos pecados. A cruz fica no centro da igreja durante toda a quarta semana. Ao adorar a cruz, cantamos ou rezamos: "Adoramos a Tua cruz, Senhor, e glorificamos a Tua santa ressurreição."
Na quarta-feira da quinta semana, à noite, novamente é lido o Grande Cânon do Sto. André de Creta e é oferecida como exemplo a vida da Sta. Maria Egípcia, a qual, sendo uma grande pecadora, após a penitencia, se regenerou e se transformou numa santa igual-aos-apóstolos. Na sexta-feira à noite é oficiado o akáthistos em louvor da Nossa Senhora, A Qual, com a sua perfeição espiritual excedeu todos os homens e se transformou no nosso maior exemplo de inspiração.
Toda a sexta semana da Quaresma é uma preparação para a digna glorificação do Nosso Senhor, Que foi para Jerusalém para voluntariamente sofrer por nós. Na sexta-feira da sexta semana termina a Quaresma, como período designado para a penitencia. No domingo é comemorada a entrada do Nosso Senhor em Jerusalém e começa a Semana Santa — em que são lembrados os últimos dias de vida na terra do Nosso Senhor.
Durante a Quaresma, tudo nos ajuda a corrigir as nossas vidas: a abstinência da comida e de diversões, uma atenção especial nas orações em casa bem como na igreja. Desde os tempos antigos veio o costume de terminar a Quaresma com confissão e comunhão. Cada um de nós deve se preparar para a confissão, confessar sem pressa, com um profundo sentimento de arrependimento e com a intenção de modificar o nosso modo de viver. A comunhão nos proporciona uma enorme força espiritual. Por isso, é recomendável repetir a confissão e a comunhão várias vezes durante a Quaresma.

Fonte Blog Luz do oriente

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A visita do presidente Russo ao Papa


A visita que o presidente da Federação Russa, Dimitri Medvedev, realizará na próxima quinta-feira a Bento XVI, no Vaticano, tem gerado muitas expectativas por causa do relacionamento da Igreja Católica, com a Igreja Ortodoxa.
Para nós ocidentais parece estranho este tipo de relação: de uma Igreja que influencia e é influenciada pelo governo, como é a da Igreja ortodoxa. Esta influência, por exemplo, impediu por anos as relações do estado do Vaticano com a Federação Russa. 
O recente estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre o Vaticano e a Federação Russa mostra que, enfim, o patriarcado de Moscou “liberou” o estado Russo para tomar esta atitude, mostrando que o relacionamento Católico/Ortodoxo está cada vez melhor, especialmente após Bento XVI se tornar Papa.
A postura marcadamente mais tradicional do Papa tem atraído uma grande aceitação no mundo Ortodoxo. Juntamente com isso, sua defesa da identidade cristã da Europa tem encontrado no patriarcado de Moscou um forte aliado.
Outro ponto importante, que gera comunhão, é defesa da vida da família composta de um homem e uma mulher e a presença dos símbolos religiosos no meio da sociedade, como no episódio da tentativa de proibição dos crucifixos nas escolas italianas. O governo Russo pediu ao Tribunal Europeu a não proibição dos crucifixos nas escolas estatais.
Os sofrimentos comuns, e as perseguições aos cristãos ao redor do mundo, estão gerando pelo menos um ponto positivo: um desejo maior de unidade entre os cristãos com perseguição explicita por parte dos mulçumanos, nos países em que eles são a maioria; e uma política de esquerda com profundo viés ante clerical, nas nações ocidentais. A unidade deixa de ser uma meta a ser atingida, e torna-se uma questão de sobrevivência.
Rezemos para que a unidade desejada por Jesus possa acontecer o mais rápido possível e, assim, com o nosso testemunho comum, o mundo possa crer.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cantor devolve ícone a Igreja do Chipre

Boy George devolveu esta semana um ícone de Jesus Cristo à Igreja Ortodoxa do Chipre. O cantor decidiu fazer a devolução depois das autoridades eclesiásticas lhe terem feito prova de que o ícone, que tem 300 anos, havia sido roubado de uma Igreja Ortodoxa na parte Norte da Ilha. O Bispo Porfyrios, da Igreja Ortodoxa do Chipre, agradeceu publicamente a devolução e entregou a Boy George um ícone moderno de Cristo. Várias Igrejas do Norte da Ilha foram vandalizadas e pilhadas depois da divisão em 1974, na época da invasão do exército turco. Boy George comprou o ícone roubado em 1985 a um negociante londrino, sem saber que tinha sido roubado. Recentemente, durante uma entrevista televisiva ao cantor, o bispo reparou no ícone por cima da lareira da sua sala e procurou confirmar a sua origem, após o qual contatou o cantor. Em comentários à BBC Boy George mostrou-se satisfeito com o desenrolar da história: “Fico contente por ver que vai voltar à sua casa original e verdadeira. Sempre fui amigo do Chipre, e tenho tomado conta do ícone durante 26 anos”. O bispo Porfyrios disse-se esperançado que outras pessoas que tenham em sua possa objetos de arte sacra roubados sigam agora este exemplo.
Fonte:Ecclesia news

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Festa de Santo André na Igreja Ortodoxa





      Uma delegação da Santa Sé realiza a já tradicional visita ao patriarcado ecumênico de Constantinopla com motivo da festa de Santo André, que se celebra nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.
    A iniciativa marca-se no habitual “intercâmbio de delegações pelas respectivas festas dos santos patronos, a 29 de junho em Roma para a celebração dos santos Pedro e Paulo e a 30 de novembro em Istambul, para a celebração de Santo André”, comunicou nessa segunda-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé.
      A delegação vaticana está guiada pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o cardeal Kurt Koch. O acompanham o secretário do dicastério, bispo Brian Farrell, e o oficial da Seção Oriental do mesmo, Andrea Palmieri. Em Istambul, irá se unir à delegação o núncio apostólico na Turquia, arcebispo Antonio Lucibello.
     O comunicado da Santa Sé explica que “a delegação da Santa Sé participará na solene Divina Liturgia presidida por Bartolomeu I, na igreja patriarcal do Fanal”.