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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dons do Espírito Santo V – dom de Ciência


O dom de ciência é uma forma de participar, através da ação do Espírito Santo, do conhecimento das criaturas, das coisas e de sua relação com o criador. Esta é uma forma de conhecimento amoroso, dado pelo Espírito Santo.
O dom de ciência nos possibilita ter um relacionamento com as criaturas e com as coisas com absoluta liberdade e ordem, reconhecendo a relação íntima de todas as coisas com Deus e, consequentemente, sua utilidade.
Este dom nos faz perceber a obra de Deus na criação, gerando um louvor profundo e intenso por cada criatura. Desenvolve em nós o cuidado com a criação, nos ajudando a reconhecer a diferença fundamental entre o ser humano – centro de toda criação – do restante da criação de Deus.
Através desse dom, o Espírito Santo nos faz avaliar o valor de cada coisa a partir da utilidade real para o ser humano, retirando toda supervalorização e apego aos bens materiais, gerando, assim, uma profunda liberdade e gratuidade na forma de lidar com os mesmos.
Um grande santo Italiano, São Francisco de Assis, tinha esse dom de forma muito especial. Ele era completamente desapegado dos bens materiais. Tinha um profundo amor pelas criaturas por elas terem sido criadas por Deus e expressarem Seu  grande amor por nós. Abaixo o cântico das criaturas de São Francisco:


Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente meu senhor o irmão sol
que, com luz, ilumina o dia e a nós.
E ele é belo e radiante com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, carrega significação.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã luz e as estrelas,
no céu as formaste claras e preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento
e pelo ar e nublado e sereno e todo o tempo
pelo qual dás sustento às tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
que é muito útil e humilde e preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
pelo qual iluminas a noite e ele é belo e jucundo e robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra
que nos sustenta e governa e produz diversos frutos
com coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles
que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que sustentam a paz porque por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa morte corporal
da qual nenhum homem vivente pode escapar.
Infelizes aqueles que morrem em pecado mortal;
bem-aventurados aqueles
que se encontram em tua santíssima vontade
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor
e agradecei e servi-o com grande humildade

O dom de ciência deve ser pedido, na oração, ao Espírito Santo. Juntamente com isto, devemos exercitar a virtude do desapego dos bens materiais e procurar não ter como  nossa propriedade algo que não nos é útil, resistindo à tentação do consumismo e da valorização excessiva de algum bem material.
Nossa atitude interior deve ser de louvor a Deus, especialmente pela criação: pela água que usamos, pelo ar que respiramos, pela comida que comemos. Devemos cultivar o hábito de dar graças nos momentos das refeições. Desta forma, estamos reconhecendo a profunda verdade de que tudo vem de Deus!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

São Francisco - O cântico das criaturas

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente meu senhor o irmão sol
que, com luz, ilumina o dia e a nós.
E ele é belo e radiante com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, carrega significação.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã luz e as estrelas,
no céu as formaste claras e preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento
e pelo ar e nublado e sereno e todo o tempo
pelo qual dás sustento às tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
que é muito útil e humilde e preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
pelo qual iluminas a noite e ele é belo e jucundo e robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra
que nos sustenta e governa e produz diversos frutos
com coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles
que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que sustentam a paz porque por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa morte corporal
da qual nenhum homem vivente pode escapar.
Infelizes aqueles que morrem em pecado mortal;
bem-aventurados aqueles
que se encontram em tua santíssima vontade
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor
e agradecei e servi-o com grande humildade

domingo, 3 de outubro de 2010

Transitus de São Francisco de Assis

      Na véspera da festa de São Francisco, que é celebrado no dia 04 de outubro, podemos ver que os franciscanos a celebram de uma forma toda especial. Confira nesta postagem retirada do blog salvem a liturgia.

     "A celebração do Transitus de São Francisco de Assis, tradição das Ordens Franciscanas, encerra o mistério da vida, morte e ressurreição. Conhecedores desta realidade maravilhosa e, ao mesmo tempo, angustiante e cheia de esperança, na tarde de hoje em todo o mundo, os franciscanos, a exemplo do Seráfico Pai, celebram o dom da vida. Desde esta tarde até as segundas Vésperas do dia seguinte (4/10), toda a Liturgia se reveste e é celebrada com o grau e caráter de Solenidade.

                                                                                 
     Quando ouvimos falar em "trânsito" logo pensamos em carro e nos engarrafamentos das grande cidades do Brasil, como Rio de Janeiro ou São Paulo, ou de outros Países, como Nova York, Paris, Madri, Roma ou Lisboa. Mas, aqui no nosso caso, quando falamos em "trânsito" falamos em "passagem", ou seja, da passagem de São Francisco de Assis deste mundo para a eternidade, isto é, de sua morte, acontecida na tarde do dia 3 de outubro de 1226, um sábado. São Franscisco tinha mais ou menos 44 anos de idade. Ele morreu cantando um salmo, na presença de seus confrades.

                                                                              
     No domingo seguinte, 4 de outubro, foi sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis; o cortejo fúnebre passou antes pelo mosteiro de São Damião, para que Santa Clara pudesse se despedir.
    Em quase todos os conventos da Primeira Ordem (OFM, OFMConv e OFMCap) a solene "Páscoa" do Santo de Assis, é celebrada como uma paraliturgia, dentro da celebração do ofício de Vésperas. Portanto, com toda estrutura própria: canto do hino, salmodia, cântico evangélico, preces... acrescido, em alguns lugares de uma "encenação", que recorda os últimos momentos do "Alter Christus" nesta terra dos homens.

                                                                  
     Para a Igreja e para a humanidade, São Francisco tornou-se inspiração daqueles valores mais essenciais do Evangelho. Por isso sua mensagem atravessou os séculos, e continua a despertar no coração da humanidade aquilo que de melhor ela pode realizar."

Por frei Cleiton Robson,OFMConv