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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pesquisador perde emprego por negar-se a investigar células de bebês assassinados em abortos




Roma, 21 Ago. 12 / 09:56 am (ACI).- O Dr. Thomas Sardella, especialista em Ciências Biológicas, licenciado na Universidade de Roma - Tor Vergata, perdeu seu emprego na Universidade de Glasgow (Reino Unido) como assistente de pesquisa, depois de negar-se a participar de um estudo que usava células de uma criança abortada.
Em uma entrevista realizada pelo John Smeaton a Sociedade para a Proteção dos Nascituros (SPUC, por suas siglas em inglês), publicada em 17 de agosto, o Dr. Sardella assinalou que ante o requisito de utilizar o tecido de crianças abortadas na oitava semana para um estudo científico, "decidi perder meu emprego".
"Como podia me convencer que estes seres humanos de oito semanas não tinham o direito de viver, e que minha carreira, meu salário e minha família eram mais importantes que suas vidas?" questionou-se.
Depois de um corte no pressuposto, o grupo do Dr. Sardella se uniu a outra equipe de pesquisa de San Diego (Estados Unidos). O estudo conjunto daria ao cientista mais seis meses de estabilidade trabalhista.
"Ainda me lembro de quando li o e-mail enviado de San Diego sobre o requisito do aborto humano nesta colaboração. Sentei-me na cadeira com um sentimento de repulsa e me disse a mim mesmo que não podia fazer isto nem o faria", disse o cientista a John Smeaton.
O Dr. Sardella assinalou que ele "não ia estar diretamente envolvido no aborto, mas como ia poder olhar pelo microscópio esquecendo que essas células foram tiradas de uma criança junto com a vida dele ou dela?".
O médico recordou que na tarde do dia em que recebeu a informação sobre o que seria a pesquisa conjunta com o grupo americano, consultou a sua esposa, que estudou Bioética e textos a respeito e confirmou que sua posição estava certa.
"Consultamos livros italianos de bioética que asseguravam que se ajudasse na pesquisa seria colaborador passivo e remoto do procedimento abortivo; por isso não conseguia deixar de me sentir tão mal", assinalou.
"Se estamos de acordo que está mal matar a um ser humano, um membro da espécie homo sapiens, então temos que nos perguntar quando é que nos fazemos homo sapiens. Para cada organismo do reino animal é a mesma resposta: quando uma célula de esperma fertiliza ao óvulo da mesma espécie, qualquer zoólogo ou embriologista afirmará que um novo organismo é concebido", disse.
O cientista explicou que "quando um óvulo humano é fertilizado por uma célula de esperma humana não podemos fazer mais nada para parar ao novo embrião de ser parte de nossa espécie. O novo indivíduo deve ser considerado um ser humano".
Depois de perder seu emprego, o Dr. Sardella se dedicou a dar palestras em distintos âmbitos sobre a realidade do aborto, e se surpreendeu que muitos jovens "verdadeiramente não tinham nem ideia do que é um aborto e de como se faz".
"Alguns alunos também vieram me falar que a sua opinião sobre o aborto mudou totalmente, assim que, me disse a mim mesmo que ‘se perdi o emprego para salvar uma vida, então valeu a pena’", assinalou.
O cientista lamentou que muitas pessoas, incluindo colegas deles, "consideram à ciência como uma entidade superior e motor immobilis que guia as decisões do gênero humano".
"Ciência é somente uma palavra, do latim scientia que significa conhecimento. O conhecimento não possui uma consciência. É o cientista o que tem uma consciência e uma ética que guia seus pensamentos e decisões", sublinhou.
O Dr. Sardella sublinhou que "primeiro vem a vida, e depois em segundo lugar vem as melhorias à mesma. É inadmissível considerar uma vida humana como um produto e utilizá-la em programas de investigação para o hipotético melhoramento das vidas de outros".
O cientista, emocionado, assegurou que apesar das dificuldades econômicas que enfrentaram, "uma simples eleição foi uma revisão da minha vida e das minhas crenças, um momento de verdadeira unidade com minha esposa e família".
"Se a gente escolhe branco, embora pareça irracional nesse momento, embora a montanha que a gente tenha que escalar pareça tão alta, a gente está abrindo os braços a uma felicidade muitíssimo maior do que a que poderia planejar".



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nota sobre o Aborto


DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Nota Pastoral

“Mais uma vez a questão do aborto”
“Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus.” (São Mateus 5,19)
Caros Diocesanos de Frederico Westphalen, irmãos e irmãs que compreendem o valor da vida humana.
Mais uma vez o Bispo Diocesano sente-se no dever, derivado de seu Ministério Episcopal, de vir a público e manifestar-se em relação ao tema do aborto. Mais especificamente, às veladas e covardes ações levadas a cabo por autoridades, que deveriam zelar pela defesa da vida, mas que “na calada da noite” estão empenhadas em implantar a prática do aborto em nossa Pátria, passando por cima da vontade da grande maioria da população que é contrária a esta prática.
Poucos dias atrás, os jornais “Folha de São Paulo”, “O Estado de São Paulo” e “Correio Brasiliense”, traziam, em suas primeiras páginas, notícias de ações que visam, na prática a implantação do aborto no país.
Somente a título de exemplo, para justificar esta preocupação em relação à introdução velada da prática do aborto, cito, em primeiro lugar “A Folha de São Paulo”. Em reportagem de capa afirmava que, segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães: O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO PASSARÁ A ACOLHER AS MULHERES QUE DESEJAM FAZER ABORTO E ORIENTÁ-LAS SOBRE COMO USAR CORRETAMENTE OS MÉTODOS EXISTENTES PARA ABORTAR. CENTROS DE ACONSELHAMENTO INDICARÃO QUAIS SÃO, EM CADA CASO, OS MÉTODOS ABORTIVOS MAIS SEGUROS DO QUE OUTROS.
A Folha afirmava ainda que o modelo será copiado do Uruguai, que o adota desde o ano de 2004.
A PROPOSTA, diz a FOLHA, FOI ABORDADA NA ÚLTIMA SEMANA DE MAIO PELA MINISTRA ELEONORA MENICUCCI, QUE AFIRMOU ‘SOMENTE SER CRIME PRATICAR O PRÓPRIO ABORTO, MAS QUE O GOVERNO ENTENDE QUE NÃO É CRIME ORIENTAR UMA MULHER SOBRE COMO PRATICAR O ABORTO’.
Depois de orientada sobre como praticar o aborto, uma vez consumado o delito, a mulher passaria por uma nova consulta para evitar maiores conseqüências pós aborto. Ainda segundo a Folha, PARA OS QUE DESENVOLVERAM A POLÍTICA, ELA NÃO SÓ É UMA ATITUDE LEGAL, COMO É ÉTICA E DE DIREITO HUMANO BÁSICO.
É preciso recordar que a matéria veiculada pela “Folha de São Paulo” traz dados inverídicos em relação aos números do aborto do Brasil. A “Folha” acolhe os números do governo, que afirma que há mais de um milhão de abortos por ano, no Brasil. Os números reais são bem outros. Hoje, no Brasil, acontecem cerca de cem mil abortos por ano, e este número está diminuindo pouco a pouco. Isto é o que pode se concluir dos próprios dados do Ministério da Saúde, que mostram que o número de internações por aborto no Brasil, nos últimos quatro anos, está diminuindo à taxa de 12% ao ano, todos os anos. Na matéria veiculada pelo jornal paulistano, não são apresentados os números reais, por exemplo, das internações por razões de aborto. Ao afirmar que são cerca de duzentas mil as internações por causa do aborto, o jornal não leva em consideração que destas duzentas mil, cerca de cinquenta mil são por causa do aborto provocado. As outras cento e cinquenta mil são devidas ao aborto espontâneo. Ou seja, há um propósito do governo, secundado pela “Folha de São Paulo” em inflar os números do aborto…
Há uma “Pesquisa Nacional do Aborto”, levada a cabo pela Universidade de Brasília em conjunto com a ANIS, que revela números mais reais: No Brasil, de cada duas mulheres que provocam o aborto, uma é internada. Portanto, se há cinquenta mil internações por ano por aborto provocado, isto significa que são realizados cem mil abortos por ano e não o milhão e meio de abortos provocados, números estes anunciados pelas autoridades.
A realidade mostra não só que os números dos que são contrários ao aborto, entre a população brasileira, estão aumentando. Mas que também as brasileiras estão abortando cada vez menos, no Brasil. Esta é a realidade dos números.
A Matéria de “O Estado de São Paulo”, por sua vez, trata da elaboração, por parte do Ministério da Saúde e de um “grupo de especialistas” de uma “cartilha” que tem como finalidade orientar as mulheres que desejam abortar. “A INTENÇÃO É FECHARMOS O MATERIAL DE ORIENTAÇÃO EM, NO MÁXIMO, UM MÊS”, AFIRMOU O COORDENADOR DO GRUPO DE ESTUDOS SOBRE O ABORTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC), THOMAZ GOLLOP. O FORMATO FINAL DO PROGRAMA SERÁ DEFINIDO PELO MINISTÉRIO. A CARTILHA CONTERIA, POR EXEMPLO, INFORMAÇÕES PARA MULHER ESCOLHER O LUGAR DO PROCEDIMENTO“.
Já o “Correio Brasiliense” noticiava que ao longo do mês de junho uma comissão de trabalho se reunirá com os técnicos do Ministério da Saúde para formular uma norma técnica que servirá de base para um programa de aconselhamento para mulheres com gravidez indesejada. Além disso, o Correio informa que o Ministério da Saúde tem a intenção de liberar a venda de remédios abortivos, hoje de uso reservado à rede hospitalar. Desta maneira, os médicos poderão orientar as mulheres sobre como praticar o aborto seguro e os medicamentos necessários estarão nas farmácias amplamente disponíveis para o público.
Interessante que no decorrer de poucos dias, aparece como que uma onda gigantesca em setores do atual governo a favor, em última instância, do aborto, veiculada por grandes e importantes jornais do país.
Muito mais interessante e importante, seria recordar o compromisso que a atual presidente da República assinou, no dia 16 de outubro de 2010, durante a campanha eleitoral, declarando que: “SOU PESSOALMENTE CONTRA O ABORTO E DEFENDO A MANUTENÇÃO DA LEGISLAÇÃO ATUAL SOBRE O ASSUNTO. ELEITA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, NÃO TOMAREI A INICIATIVA DE PROPOR ALTERAÇÕES DE PONTOS QUE TRATEM DA LEGISLAÇÃO DO ABORTO E DE OUTROS TEMAS CONCERNENTES À FAMÍLIA E À LIVRE EXPRESSÃO DE QUALQUER RELIGIÃO NO PAÍS. [...] COM ESTES ESCLARECIMENTOS, ESPERO CONTAR COM VOCÊ PARA DETER A SÓRDIDA CAMPANHA DE CALÚNIAS CONTRA MIM ORQUESTRADA“.
Assim, apesar de todas as negativas e desculpas, o que se vê, concretamente, é um encaminhamento por baixo dos panos de medidas que visam pura e simplesmente, a prática livre do aborto, já que o grupo que está elaborando, junto com o Ministério da Saúde a nova Norma Técnica que pretende criar em todo o país centros de orientação sobre o aborto, liberalizar a venda de drogas abortivas na rede nacional de farmácias e difundir uma cartilha que ensine as mulheres como e onde praticarem o aborto é exatamente o mesmo Grupo de Estudos sobre o Aborto, coordenado pelo mesmo médico Thomas Gollop, cujo convênio com o Ministério da Saúde estava sendo contratado pelo governo enquanto a atual presidente, na época candidata garantia que jamais promoveria o aborto no Brasil.
Ou seja, hoje, em nossa Pátria está acontecendo na prática um verdadeiro ataque que visa obter à revelia da atual legislação e da imensa maioria do povo brasileiro, a pura e simples liberalização do aborto. Há anos nosso país vem sendo alvo destes ataques, já que há muito dinheiro investido por organizações estrangeiras para obter, por razões ideológicas e de cunho geopolítico, a pura e simples liberalização do aborto no Brasil e demais países da América Latina.
É preciso reagir a esta sanha abortista, que navega de velas soltas, alimentada por interesses desumanos, e que contraria o desejo da imensa maioria do povo brasileiro. Calar-se, fingir que o problema não existe e desvincular-se de uma ação de reação a esta sanha, é covardia e traição aos princípios mais elementares da fé cristã que professamos.
Escrevo esta “Nota Pastoral” ainda sob o efeito da tristeza pelo falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo Emérito de Guarulhos (SP), um digno e combativo Bispo da Santa Igreja Católica, que enfrentou com coragem e destemor até mesmo perseguições e calúnias, por sua intransigente defesa da vida.
Há dias, do leito do hospital, Dom Bergonzini escrevia: “Se Ele determinar que eu continue por aqui, todos daremos as mãos e seguraremos nas mãos de Deus para, juntos, combatermos as iniquidades e propagarmos o Evangelho por todos os telhados… e por todos os meios existentes”.
Deus determinou outra coisa, e este seu servo certamente já goza da visão beatífica. Sua dedicação em defesa da vida deve servir-nos de alento neste combate exigente.
Sabedores de que o aborto é um pecado gravíssimo contra Deus e contra a humanidade, venho apresentar algumas indicações práticas, no sentido de que se busque reagir contra esta imposição por parte das autoridades que deveriam cuidar e promover a vida. É preciso frear estes ataques à vida humana. Tais indicações são oferecidas pela Comissão de Defesa da Vida, do regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) e enquadram-se no direito que todos nós, católicos temos, como cidadãos deste país, em nos manifestar.
1. Telefonar, enviar fax e mensagens ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência, mostrando com clareza, ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência que o povo brasileiro compreende exatamente o que nosso governo está fazendo e não está de acordo com a implantação do aborto no país.
2. Pedir em seguida (e isto é importante, já que são aqueles que estão à frente destas ações de violência à vida):
(A) A DEMISSÃO IMEDIATA DA MINISTRA ELEONORA MENICUCCI DA SECRETARIA DAS MULHERES.
(B) A DEMISSÃO IMEDIATA DO SECRETÁRIO DE ATENÇÃO À SAÚDE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, HELVÉCIO MAGALHÃES.
(C) O ROMPIMENTO IMEDIATO DOS CONVÊNIOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE COM O GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE O ABORTO NO BRASIL.
Os contatos para estas manifestações são os seguintes:
- CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA:
GLEISI HELENA HOFFMANN, MINISTRA-CHEFE DA CASA CIVIL
TELEFONES: (61) 3411-1573 (61) 3411-1573, 3411-1935, 3411-5866, 3411-1034
FAX: (61) 3321-1461, 3322-3850
MAILS: casacivil@presidencia.gov.br
- MINISTÉRIO DA SAÚDE:
ALEXANDRE PADILHA , MINISTRO DA SAÚDE
TELEFONES: (61) 3315-2392 (61) 3315-2392, (61)3315-2393 (61)3315-2393, (61) 3315-2788 (61) 3315-2788 (61) 3315-9262
FAXES: (61) 3224-8747 b (61) 3224-8747, (61) 3315-2680 (61) 3315-2680 , (61) 3315-2816 (61) 3315-2816
MAILS: ministro@saude.gov.br
- SECRETÁRIO DE ATENÇÃO À SAÚDE:
HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES
TELEFONES: (61) 3315-2626 3315-2133
FAX: (61) 3225-0054
MAIL: helvecio.junior@saude.gov.br
Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria e nos livre da praga do Aborto.
Frederico Westphalen, 13 de junho de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Resposta a comentário sobre o aborto de anencéfalos


Esta postagem é uma responta ao comentário abaixo sobre sobre o aborto em fetos anencéfalos:

"Sou a favor mesmo, po vamos parar de hipocrisia, querer dar uma de santinho e bla bla bla, estou farto de vcs semi deuses, todos sabem q um feto anacéfalo não sobrevive muito tempo fora da barriga da mãe praticamente ele não terá vida nenhuma, só trará mais sofrimento a familia se durar alguns meses, sou a favor sim do aborto na gestação assim trará uma melhor oportunidade para o casal planejar melhor seus filhos."

A questão de uma mulher que carrega no seu útero um filho que sofre de anencefalia é uma realidade terrível, dolorosa e complexa. Situação esta que, com certeza, não pode ser resolvida por nenhuma solução simplista, entre elas o aborto. Porque a situação dolorosa que ela vive continuará, seja qual for a decisão que ela tome. Se ela decidir levar adiante sua gravidez, sofrerá bastante com esta situação; caso decida abortar, também sofrerá bastante por ter que tomar esta decisão e carregá-la pelo resto de sua vida.
Já tive a oportunidade de conversar com algumas mulheres que fizeram abortos voluntários por diversos motivos. O que vi em comum entre elas foi que, com os anos, aquela decisão não se apaga de sua memória, ao contrário, ganha mais força ao longo do tempo. E isto é um sofrimento dolorosíssimo. É um profundo trauma, que traz problemas conscientes e inconscientes, que irão influenciá-la pelo resto da vida.
Já que não sou um “semi-deus”, e sim um ser humano limitado perante o mistério do sofrimento humano, que ultrapassa minha compreensão, procuro viver esta realidade no silêncio, na oração, dialogando com o único que pode ter uma resposta para esta situação delicadíssima. E quando a providência de Deus me permite entrar em contato direto com uma pessoa que vive em alguma destas situações limites do sofrimento humano, ofereço minha companhia, minha oração e apoio. E se porventura esta pessoa pedir minha opinião, darei a partir da minha compreensão de fé.
Agora, referente ao fato em si, em meio a toda esta questão delicada, uma coisa não deve ser esquecida: é uma vida humana, profundamente limitada, mas continua sendo uma vida humana. E ainda mais: uma vida humana inocente. Mesmo que o sacrifício de uma vida humana inocente resolvesse os problemas de milhões de pessoas que morrem de fome na África, ou desse fim às guerras no mundo todo – com todos os dramas humanos envolvidos –  não poderíamos consentir nesta realidade, porque é o dom de uma vida e os fins não justificam os meios.
No Brasil existe uma pessoa que é conhecida pelo grande público por seu apelido: Fernandinho Beira-mar. Ele não foi uma pessoa que infligiu sofrimento a um casal ou a uma família apenas. Ele é acusado de tirar a vida de várias pessoas, entre elas vários pais e mães de família, deixando filhos órfãos. E também de muitos filhos que os pais até hoje choram. Sem contar na destruição de centenas – ou talvez milhares – de pessoas que usavam as drogas que ele traficava.  Quem conhece a vida de um dependente químico e a de seus familiares, sabe o que estou dizendo.
Por causa dele, o estado brasileiro já gastou milhões para o transporte dele em jatinhos e na escolta da polícia federal, que é maior do que a usada pela presidência da república. Tudo isso para que ele se apresente aos muitos julgamentos que está envolvido. Mas, a Constituição brasileira proíbe a pena de morte, e por isso, todos os brasileiros pagam com seus impostos para que ele tenha toda a estrutura para viver sua pena – numa prisão de segurança máxima de um custo altíssimo –, que no máximo pode atingir trinta anos. Depois deste período ele sairá com plenos direitos de qualquer cidadão brasileiro.
Com tudo isso, penso que o aborto – pena de morte – para uma criança anencéfala, mesmo com todos os sofrimentos que sua presença causa, sem ela ter culpa, é profundamente desproporcional a tudo que nós vemos nas leis brasileiras e na nossa justiça em relação aos assassinos, ladrões e políticos corruptos.
Aos responder seu comentário, a você que é meu irmão e amigo, me questionei profundamente. Creio que neste momento não estou sendo hipócrita, ao contrário, estou usando da mais profunda sinceridade do meu coração e expressando publicamente minha opinião naquilo que entendo e acredito. Não desejo, com esta resposta, começar um debate, porque isso não está a altura do sofrimento real de todas as pessoas envolvidas diretamente com esta situação dolorosíssima e complexa.
Sei que você é um homem de fé, e que seu comentário sincero é fruto de sua sensibilidade humana perante o sofrimento do outro. Mas me permita também dizer algo: desconfie sempre de respostas simples para problemas profundamente complexos. Por fim, peço a você e a todos que lerem este texto, que orem por todos os pais e familiares envolvidos neste doloroso sofrimento de ter um diagnóstico de gravidez de uma criança anencéfala.
Termino professando minha fé no Deus da vida e que a vida é um dom de Deus que devemos proteger desde sua concepção até seu final.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aborto - Anencéfalos

FORTALEZA, 12 Abr. 12 / 06:53 pm (ACI)
Apesar da aprovação do aborto de crianças anencéfalas sancionada hoje pelo Supremo Tribunal Federal, a Consagrada na Comunidade de Aliança Shalom, Ana Cecília Araújo, que em 2000 deu à luz a uma criança com esta enfermidade, ofereceu nesta quinta-feira, 11, um testemunho no qual afirma que a vida sempre vale a pena. A sua filha Maria Tereza foi diagnosticada com a doença ainda no inicio da gestação e viveu 103 dias. Segundo Ana Cecilia, o aborto nunca foi uma opção e afirmou sobre a pequena: “apesar de sua limitação, sua vida anunciava e denunciava que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude”.
“Amei-a com todas as minhas forças, tão profundamente que não tenho palavras para expressar. Amei-a como ela era, não querendo que fosse outra pessoa, mas ela, o ser dela, a alma dela, o corpo dela”, conta a mãe em seu testemunho enviado à redação de ACI Digital.
O caso de Maria Tereza foi considerado altamente grave pelos médicos e, por isso, a criança recebeu o sacramento do batismo imediatamente após o nascimento. Mas, para a surpresa da equipe médica, o bebê reagiu bem aos primeiros dias de internação e com apenas 20 dias recebeu alta do hospital. Ao contrário do argumento de grupos abortistas, Ana Cecília diz que teve uma gravidez tranquila.
“Enquanto muitos médicos recomendam o aborto para esse caso, minha médica, Dra. Francy Emília Moura, honrou sua profissão, zelando pela vida. Acolheu-nos, fazendo tudo para que a gravidez fosse a mais tranqüila possível. E assim aconteceu!”, recorda Ana Cecília, que já era mãe de outros 3 filhos quando nasceu Maria Tereza: Ana Karine, Felipe José e Maria Clara.
Nos dias em que o Supremo Tribunal Federal votava o recurso de lei que legalizou o aborto dos bebês diagnosticados com anencefalia, Ana Cecília afirmou que era capaz de sentir a luta da filha pela vida: “Esta criança quer viver, ela vai viver”. Maria Tereza não desistiu de sua existência (...). Deus realizou algo tão profundo dentro dela que, apesar de sua limitação, sua vida anunciava e denunciava que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude, mesmo que as maiores e mais sinceras justificativas digam que não”.
“Quem somos nós para arbitrar no sagrado dom da existência?”, questionou a mãe que viveu os treze meses de vida da sua pequena como um dom de Deus pelo qual ela agradece.
“Obrigada, Senhor, por a haveres criado! Só alegria brotava dentro do meu coração! Um mistério de amor!”, expressou.
Ana Cecília e seu esposo são do Ceará, no nordeste do Brasil. No seu testemunho ela também afirma no que lembra que encontrou em Deus o sentido para lutar pela vida de sua filha: “Minha dor lentamente se convertia em oferta de amor por todos os homens, pela minha família, pela minha comunidade, por todos que, doando suas vidas, me formaram na vocação Shalom, sendo exemplo de fé e esperança no Deus Vivo.”
“Um dia me perguntava por que Jesus passou ainda quarenta dias com os seus, após sua ressurreição. E, olhando para minha filha, pude compreender que aqueles a quem Jesus amava precisavam experimentar concretamente o poder da ressurreição, a graça do amor gratuito, assim como eu experimentei nos dias em que Maria Tereza passou entre nós”, conta.
“Sinceramente, agradeço a todos que rezaram por nós e foram presença da misericórdia do Deus Justo. Avancemos livremente no amor, pois só ele permanece! (...) Tereza foi concebida na Quaresma, nasceu no Advento e foi para o Pai na Quaresma do ano seguinte. Um ano de bênçãos vivemos ao seu lado. Hoje somos uma família mais feliz, fomos tocamos pela dor e pelo amor”, resume Ana Cecília Araújo.
Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aborto - Madre Tereza de Calcutá


Nestes dias em que se discute o aborto de anencéfalos no Brasil, uma frase da Beata Madre Tereza de Calcutá nos ajuda a compreender o risco cultural que a sociedade ocidental corre ao tomar esta atitude profundamente desumana.

"Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..."

terça-feira, 10 de abril de 2012

Aborto de Anencéfalos - STF


Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, fez um enérgico apelo aos ministros do Supremo para que não aprovem a ADPF 54 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 54), que viria a legalizar o aborto dos bebês diagnosticados com anencefalia durante a gestação. Em entrevista exclusiva a ACI Digital, o arcebispo afirmou aos ministros do STF: “Não cabe aos senhores dar qualquer sentença de morte para um inocente que é doente”.
“Eu quero fazer um apelo veemente aos senhores ministros do STF para que tenham consciência nesse momento para não marcar a História do Brasil com essa mancha da aprovação do aborto dos anencéfalos. Isso é um crime contra os deficientes”, disse Dom Gil à nossa agência este fim de semana.
“As pessoas doentes ou portadoras de deficiência não merecem a pena de morte. Merecem ser tratadas como o que são: seres humanos. A natureza resolva o problema e nós, ajudemos a natureza com nosso espírito de humanidade e com nossa caridade, se temos fé”, afirmou.
“Não façam isso, senhores Ministros! Não cabe aos senhores dar qualquer sentença de morte para um inocente que é doente. Isso não cabe aos senhores. Tenham consciência!”
O prelado também lançou um pedido aos brasileiros em seu diálogo com ACI Digital: “Eu apelo ao povo brasileiro que se una, nesse momento, em favor de todas as pessoas que tenham qualquer deficiência física, qualquer doença. Essas pessoas devem merecer, de nossa parte, a fraternidade e o apoio, não a agressão”.
“Vamos escrever para os senhores Ministros. Vamos fazer o nosso protesto. É hora do protesto, povo brasileiro! Nós não somos um povo assassino! Nós somos um povo que quer criar uma nação onde reine a vida, a fraternidade, o amor, o respeito. Não podemos autorizar aquelas pessoas que estão em altos cargos, agindo em nosso nome, a fazer coisas que não cabem em nossa consciência!”, asseverou.
“Enquanto brasileiros temos todo o direito de defender o ser humano, a dignidade da pessoa humana.
Escreva, meu irmão; escreva, minha irmã. Envie e-mails, faça protestos!”   
“Envie as mensagens para os senhores Ministros do STF para que não extrapolem seu poder nesse momento, mas que defendam desta vez os nossos brasileirinhos que por acaso nasçam com alguma deficiência, seja a anencefalia ou qualquer outra”, animou Dom Gil.   
“Eu digo isso porque hoje aprovam a lei do assassinato de anencéfalos. Isso abre um precedente para amanhã aprovar o aborto em outros casos. Isto não cabe em nossa consciência! Defendamos a vida e não colaboremos com a cultura da morte”, concluiu o arcebispo.
Para aqueles leitores que queiram escrever aos ministros do Supremo Tribunal Federal os endereços eletrônicos são os seguintes;
Ellen Gracie – ellengracie@stf.gov.br
Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br
Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br
Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br
Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br
Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br
Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br
Eros Grau – gaberosgrau@stf.gov.br
Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br
Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br
Menezes Direito – alexandrew@stf.gov.br

Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Constituição da Hungria: É pró-vida e pró-família


Presidente da Hungria, Pal Schmitt
 BUDAPESTE, 19 Jul. 11 / 01:07 pm (ACI/EWTN Noticias)
Steven W. Mosher, presidente do Instituto de Investigação em População (Population Research Institute-PRI), explicou que a Hungria aprovou uma nova Constituição que proíbe o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e protege a vida desde a concepção, um fato sem precedentes e que escandalizou a União Européia (UE).
Esta aprovação realizada em abril, assinala o presidente desta organização sem fins de lucro dedicada a desmontar a falácia da superpopulação no mundo, "provocou uma violenta reação de parte dos grupos a favor do aborto e ativistas homossexuais em todo o mundo".
Sobre o fato, Mosher relata que "rezando ante a tumba do grande Cardeal Mindszenty na Catedral de Esztergom, inteirei-me que sua amada Hungria tinha aprovado uma nova constituição a favor da vida. O Cardeal, quem se refugiou na embaixada dos Estados Unidos durante 16 anos depois de que os tanques soviéticos esmagaram a revolução húngara de 1956, teria ficado mais que orgulhoso".
A nova Constituição, recorda a agência argentina AICA, foi aprovada em abril de 2011 e protege o direito à vida desde o momento da concepção. Também defende o matrimônio, proíbe a eugenesia e se refere abertamente, em seu preâmbulo, ao Cristianismo. A mesma rechaça o comunismo ateu e desafia a versão do humanismo secular da Europa Ocidental.
O documento também realizou mudanças em todos os níveis da estrutura política da Hungria, como as reformas financeiras destinadas a dirigir os déficits globais do país. De acordo com os funcionários húngaros, esta Constituição está desenhada para ser o passo final da tomada de distância do estilo de governo comunista e declarar-se ex-país do bloco soviético.
"Participamos de um momento histórico", declarou o porta-voz do parlamento Laszlo Kover à Associated Press (AP). "A nova constituição se apóia em nosso passado e em nossas tradições, mas busca e contém respostas a problemas atuais enquanto olha ao futuro".
Feroz ataque de abortistas
Diversos grupos a favor do aborto e do homossexualismo promoveram nos meios de comunicação uma campanha contra esta Constituição porque esta defende a vida e o matrimônio natural formado por um homem e uma mulher.
A Aliança LGBT (lésbicas - gays- bissexuais - travestis) húngara, por exemplo, exortou o presidente a "não aprovar a nova Constituição e dar uma nova oportunidade ao Parlamento para adotar uma constituição verdadeiramente moderna… em lugar de um panfleto político motivado por preconceitos homofóbicos".
"Human Rights Watch", que nos últimos anos se converteu em um enérgico defensor do aborto, também criticou a nova Constituição porque, segundo dizem, estão preocupados com as cláusulas a favor da vida.
O PRI tem a esperança de que a nova Constituição proporcione as bases legais para restringir, se não proibir por completo, os abortos que suprimiram gerações inteiras na anciã e moribunda Hungria.
"Pois não há um único demógrafo na Hungria que lhes diga que (os húngaros) estão desaparecendo pelas baixas taxas de natalidade?", questionou Mosher.
Carlos Beltramo, correspondente do PRI na Europa, afirmou que embora a nova Constituição não possa ser perfeita, é "o melhor no continente europeu por enquanto".
Quanto a outros assuntos que a constituição refere, Beltramo disse que devido ao fato que a Hungria esteja reconhecendo os direitos básicos como o direito à vida e o direito ao matrimônio, os húngaros "podem dirigir outros temas com o passar do tempo sem pôr em risco os princípios democráticos fundamentais".
Esperamos, acrescentou Beltramo, "que continuem construindo sua Nação soberanamente sob estes princípios e criando uma sociedade onde todos os húngaros sejam bem-vindos ao mundo e cresçam em famílias naturais".
A população da Hungria era de 10 milhões de habitantes em 2000. Segundo o relatório "População Mundial em 2300" da Divisão de População da ONU que projetou as tendências de crescimento ou decréscimo, a população da Hungria diminuirá a 6 200 000 habitantes no ano 2100 e uma grande porcentagem deles serão adultos mais velhos ou anciãos.
Da mesma forma que o PRI, outras organizações internacionais declararam seu apoio à soberana vontade do povo húngaro e à nova constituição da Hungria.
Os princípios que regem a nova Constituição, conclui o presidente do PRI, "são precisamente o que a Europa necessita para impedir a crise demográfica, econômica e cultural que está enfrentando atualmente, por isso é admirável a vontade dos húngaros de construir uma cultura de vida em meio da atitude européia dominante de escuridão".
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

O cantor Justin Bieber e o aborto


O cantor Justin Bieber deu uma entrevista à revista Rolling Stone e fez uma declaração óbvia, mas, devido aos nossos tempos de “ditadura do relativismo”, é, no mínimo, bombástica. Como é próprio destas entrevistas, são feitas perguntas de todo tipo, e na maioria são perguntas podemos dizer tolas, feitas a um adolescente. Mas, em um momento da entrevista, perguntaram sua opinião sobre o aborto e ele responde: “Não acredito no aborto... é como matar um bebê, não é?”
Talvez nesse momento seus empresários já estejam tentando “explicar” essa afirmação, tão fora dos padrões atuais, onde nada é mais afirmado porque fere a realidade de alguns. Hoje já não é “politicamente correto” falar nem a palavra aborto, e sim “saúde reprodutiva”, linguagem tão querida do nosso governo federal.
Não sei se o jovem astro falou isso por convicção ou porque é o óbvio; talvez queira até se desdizer depois para ficar de bem com toda uma indústria cultural nova, que não só aboliu a realidade moral cristã ocidental, mas mudou até os nomes para que nada mais lembre o cristianismo.
Em uma palestra, Dom Silvano Tomasi, observador da Santa Sé na ONU, disse: "Governance", "partner", "gender", "saúde reprodutiva" são alguns termos de um novo vocabulário utilizado nas instituições internacionais, substituindo conceitos como "governo", "esposo(a)", "homem/mulher", "anticoncepção". Ele cotinua dizendo: "Há duas interpretações das experiências humanas - continuou: uma baseada na realidade e outra baseada na construção de conveniências de uma realidade desejada. Esta é muito estimada pelos manager das organizações internacionais."
O que nós vemos no jovem astro é que ele cometeu um “deslize”, falou a partir da realidade do aborto como um assassinato de uma criança – e não o que se espera que uma figura pública fale na era da ditadura do “politicamente correto”. Ninguém pode ser contra o aborto ou o casamento homossexual porque será acusado de pré-conceito. Esta é a mais nova arma contra a verdade e a realidade, e juntamente com esta arma vem outro conceito que está em moda: os direitos humanos. Esta nova cultura, com novas palavras e conceitos, não mais se baseia na realidade; poderíamos chamá-la de pós cristã.
O arcebispo ainda falou de palavras em risco de extinção: "outras palavras, provenientes da tradição judaico-cristã, são excluídas e tendem a desaparecer: verdade, moral, consciência, razão, pai, mãe, filho, mandamento, pecado, hierarquia, natureza, matrimônio etc."
Uma mudança de nomenclatura é fundamento para uma mudança cultural radical no direito, arte, filosofia e sociologia e assim em toda a nossa vida, por isso, ao ver esses novos nomes da moda saiba que, em boa parte deles, existe um fundamento pós cristão .
Obs: Se, ao terminar de ler esse texto você ainda não souber quem é Justin Bieber, pergunte ao seu filho, sobrinho ou neto; ele é o mais novo astro das crianças e adolescentes.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eleições presidências



      Importante discurso do Papa Bento XVI  a alguns bispos brasileiros em visita ad limina. Os trechos em negritos são nossos.


Amados Irmãos no Episcopado,
        «Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
      Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
      Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
      Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
      Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
      Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
    Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
      Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entrevista sobre Susam Boyle e o Aborto

    
      Acompanhe esta providencial reportagem da autobiografia de Susam Boyle, pela agência de notícia ACI:
      "LONDRES, 25 Out. 10 / 05:37 pm (ACI).- Em sua nova autobiografia, a cantora Susan Boyle revelou que está viva graças à fé católica de sua mãe, que se negou a submeter-se a um aborto quando os médicos disseram que sua filha podia nascer com sérias complicações físicas.
Conforme recolhe o site ReligionenLibertad.com, no livro "The Woman I Was Born To Be" Boyle sustenta que os médicos recomendaram o aborto "à sua mãe Bridget Boyle, que tinha outros oito filhos, porque temiam que houvesse complicações físicas (…) Sua mãe rejeitou o conselho como ‘impensável’ dado que ela era ‘uma católica devota’".
      "Susan Boyle nasceu de emergência por cesárea. Os médicos não felicitaram Bridget com um ‘felicidades, tem você uma bebê preciosa’, mas sim, explica a biografia, assumiram uma atitude desdenhosa para a pequena Susan, suspeitando que pudesse ter tido dano cerebral devido a uma falta de oxigênio", indica o livro.
      Disseram a Bridget Boyle que aceitasse "que a menina não alcançaria muito na vida".
"Estou segura que eles tinham a melhores intenções, mas não acredito que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro. O que eles não sabiam era que eu sou uma pessoa lutadora, e toda minha vida estive tentando provar que estavam equivocados", afirma Susan no livro.
      Aos 49 anos de idade, Susan Boyle se converteu em fonte de inspiração para milhões de pessoas em todo mundo quando em abril de 2009 se destacou no concurso "Britain´s Got Talent". Recentemente cantou diante do Papa Bento XVI em Glasgow. Seu primeiro álbum vendeu nove milhões de cópias em seis semanas e foi o mais vendido do ano na Grã-Bretanha.

domingo, 26 de setembro de 2010

Campanha para Presidente

      
     Escrevo esta postagem após rezar muito e refletir. Sei que uma opção política por um candidato representa muito para algumas pessoas por refletir a sua leitura da realidade, passando por sua linha política e econômica; por causa disso, a Igreja nunca indica candidatos.
      Hoje o Brasil enfrenta uma eleição muito difícil, especialmente para presidente, por estar em jogo a questão do aborto. Diferente de linhas políticas e econômicas, um católico não pode ter uma opinião favorável a este crime, mesmo que hoje tentem criar uma nomenclatura como: "saúde reprodutiva", dizendo que isto é uma questão de saúde.
       Não é minha intenção indicar ou fazer campanha para algum candidato, até porque todos os candidatos à Presidência têm  propostas diferentes daquilo que é o ensinamento da Igreja. Mas existe uma na qual esta diferença é mais clara: Dilma Rousseff, por suas próprias opiniões e pelo partido que ela representa, o PT. Abaixo vão alguns dados emportantes deste partido:
       Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou ‘apoio incondicional’ ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.
       O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o PL (projeto de lei) que tornava livre a prática do aborto…
       Mais recentemente, em 16 de julho de 2010, a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do Consenso de Brasília.
      Peço encarecidamente a todos os que têm fé que reflitam no íntimo de suas consciências, porque nenhuma forma de bem é verdadeiramente bem se vai contra a nossa fé e contra o dom da vida que é sagrado. Vejamos o que diz o catecismo da Igreja:
         "2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canônica da excomunhão este delito contra a vida humana. «Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito («effectu secuto») incorre em excomunhão latae sententiae (49), isto é, «pelo facto mesmo de se cometer o delito» (50) e nas condições previstas pelo Direito (50). A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade."
      Peçamos a Virgem Maria, aquela que preferiu correr o risco de morrer em um apedrejamento público para acolher a vida do Nosso Salvador, para que o Brasil não dê mais passos na direção da aprovação deste grande crime que é o aborto.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

3º Programa de Direitos Humanos - 2ª parte

ABORTO

Com essa postagem, damos continuidade à série sobre alguns temas do Programa Nacional dos Direitos Humanos, que ferem de forma direta princípios Católicos. Nesta postagem, falaremos sobre a questão do aborto.
O 3º PNDH, que foi assinado pelo presidente Lula, após aprovação da chefe da Casa Civil: Dilma Rousseff , é um documento com 73 proposições e 500 páginas e agride vários artigos da Constituição brasileira e afronta vários setores da sociedade.
O maior absurdo é imaginar que uma atitude como o aborto pode ser enquadrado num documento sobre os direitos humanos, já que o aborto é justamente o fato de tirar o direito do ser humano de nascer. Pelo 3º PNDH, o aborto não será crime, se for praticado até o último mês de gestação.

O aborto é um ato intrinsecamente mau. Desta forma, não pode ser usado para atingir um objetivo, por mais nobre que este possa ser. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: "A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida”.
O Estado é chamado a defender sempre o mais fraco e o inocente. Ninguém é mais fraco, indefeso e inocente do que uma criança no ventre de sua mãe. Sua situação é de completa dependência em relação aos outros. Sabemos que existem muitas situações complexas na vida humana, mas isso não justifica a criação de leis que invertem o papel do estado de defender o mais fraco, para justamente punir o mais fraco e o inocente.
Peçamos à Virgem Maria, aquela que aceitou levar adiante uma gravidez, sabendo que corria o risco de perder a vida por apedrejamento, e com isso nos trouxe o Salvador Jesus, que proteja o Brasil de aprovar leis que favorecerão esse crime terrível que é o aborto.

sábado, 23 de janeiro de 2010

3º Programa de Direitos Humanos - 1ª parte

Com essa postagem damos inicio a uma série sobre o 3º Programa de Direitos Humanos (3 PNDH), que o Governo Federal enviou para ser aprovado pelo Congresso. Neste programa existe uma grande variedade de temas, que, na grande parte deles, se percebe uma tendência ideológica marxista totalitária. Este plano foi assinado pelo presidente Lula depois de ser examinado pela Casa Civil, que é de responsabilidade de Dilma Rousseff.



Não vamos nos deter em todos os aspectos deste programa, e sim em quatro pontos específicos que vão de encontro com os princípios Católicos:
• Descriminalização do aborto;
• Casamento entre pessoas do mesmo sexo;
• Direito de adoção por casais homoafetivos;
• Retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos públicos da União.
Percebemos nestas quatro propostas erros básicos e fundamentais na compreensão do que é um estado leigo, e o que é a cultura de um povo com relação aos símbolos religiosos. Passando também por um terrível engano sobre a realidade acerca da identidade sexual do homem e da mulher e as consequências práticas advindas dessa realidade, com relação ao casamento entre o mesmo sexo e a descabida ideia de adoção por estes casais. Por fim, a terrível ideia de descriminalizar o aborto, que é um dos maiores crimes que o ser humano pode realizar na sua vida.
Que nossa postura seja firmemente contrária a essas propostas, e possamos, na medida da possibilidade de cada um, pressionar para que elas não sejam aprovadas no Congresso. Peçamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que proteja o nosso país destes terríveis males.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Barack Obama e o aborto

O presidente norte americano Barack Obama foi eleito trazendo para o mundo uma forte onda de esperança, tanto por sua condição pessoal como por suas ideias, especialmente porque a forma como os Estados Unidos conduz sua economia e sua política internacional exerce uma decisiva influência no resto do mundo.
Acompanho desde o início, quando a figura de Barack Obama começou a aparecer na mídia. A sua pessoa gerou em mim dois sentimentos contraditórios: primeiro, uma grande esperança; e segundo, uma grande preocupação. A esperança é de que a grande tensão entre o ocidente e o oriente, especialmente com os mulçumanos, fosse diminuída, já que as atitudes do seu antecessor George W. Bush em relação ao episódio de 11 de setembro colocaram “lenha na fogueira” que é o conflito cultural entre o ocidente e o oriente.
Sobre essa esperança creio que alguns passos foram dados, entre eles o seu discurso histórico na cidade do Cairo sobre a relação entre o ocidente e o oriente, que teve grande repercussão, especialmente no mundo mulçumano. Rezo para que Deus possa dar a sabedoria necessária para levar à frente essa grande obra.
Agora minha grande preocupação, que cada dia se confirma em fatos após sua eleição para a presidência: o seu apoio a certas políticas públicas de cunho ideológico que ferem profundamente a visão e a fé cristã. Hoje desejo falar unicamente de uma dessas políticas de cunho ideológico que é o aborto. No início desse ano, logo após assumir a presidência, ele eliminou uma cláusula que impedia o uso de verbas federais para financiamento do aborto em hospitais e clínicas. Essa medida tem uma grande influência no mundo todo, porque abre a possibilidade de que dinheiro dos Estados Unidos seja aplicado em campanhas internacionais em favor do aborto, intervindo de forma direta no peso das campanhas pró-aborto no resto do mundo, inclusive no Brasil.
Apesar de, à questão do aborto se unir muitas situações complexas e delicadas, devemos ter bem claro que o aborto é um crime hediondo. Nós, que cremos no Deus da vida, defendemos a vida desde o momento de sua concepção até sua morte natural. Não podemos concordar com qualquer uma atitude pessoal e menos quando essa atitude tem um reflexo mundial. Devemos acolher com toda a força a Palavra de Deus que diz: “Não matarás” (Dt 5,17).