quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bispos na China são obrigados a participar de reunião


       Na china continua o grande sofrimento da Igreja com a perseguissão do governo. Abaixo, mais uma preocupante notícia veiculada pela agência de noticia Zenit:
      "PEQUIM, quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Diversos bispos da China foram levados contra sua vontade a Pequim para participar do 8º Congresso Nacional dos Representantes Católicos.
         A Assembleia Patriótica começou nessa terça-feira, apesar da oposição da Santa Sé e da resistência de muitos católicos do país, informou a agência AsiaNews.
         Durante as reuniões, está prevista a eleição do presidente nacional da Associação Católica Patriótica da China e do presidente do Conselho dos Bispos Chineses, dois organismos inaceitáveis para os católicos, porque tentam edificar uma Igreja independente da autoridade do Papa.
         As autoridades levaram à força à capital alguns prelados que resistiam a participar do encontro.
      Foi o caso do bispo de Hengshui (Hebei), Dom Feng Xinmao, sequestrado por um grupo de uma centena de policiais que tiveram de enfrentar os fiéis e sacerdotes que faziam um escudo para garantir a liberdade do bispo. Os agentes fizeram uso de violência e um fiel ficou ferido.
       Outros bispos de diferentes províncias afirmaram estar enfermos ou se ocultaram para evitar participar da assembleia, como o caso de Dom Li Lianghui, de Cangzhou (Hebei), cuja polícia ameaçou buscar por todo país como “um criminoso perigoso”.
       Alguns prelados aceitaram ir a Pequim mas decidiram não concelebrar as missas na assembleia. Também participam alguns bispos que não opõem resistência e outros já excomungados.
      O congresso se postergou durante quatro anos, pela negativa dos bispos oficiais em participar, em obediência às indicações da Santa Sé.
      A assembleia é o “organismo soberano” da Igreja oficial chinesa, em que os bispos representam só uma minoria, entre outros representantes católicos e do governo.
    Na assembleia, as decisões se tomam através de eleições manipuladas. Antes das reuniões, os participantes receberam indicações sobre o que fazer e votar, da parte do representante do governo, Liu Bainian.
Para maiores informações sobre a situação da igreja da China, clique no link abaixo:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição de Maria

     
      O dia 08 de dezembro é o dia que se celebra a Imaculada Conceição de Maria, que é uma graça dada por Deus à Virgem Maria em vista dos merecimentos de Cristo. Essa graça consiste em que ela foi concebida sem a transmissão do pecado original, assim, ela não herdou a inclinação natural para o mal que todos nós carregamos.
      Deus, no seu infinito plano de amor e misericórdia para com todo o gênero humano, preservou a Virgem Maria do pecado, como é dito no Catecismo da Igreja: “Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria «foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão». O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como «cheia de graça». Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, «cumulada de graça» por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:
      "Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição».”
     Rezemos junto com toda a Igreja o hino que é cantado na oração das Laudes, na Solenidade da Imaculada Conceição:

Irrompa nova alegria,
Ressoe cantos de amor:
Da velha Ana no seu seio
Palpita a mãe do Senhor.

Maria, glória do mundo,
De graça é plena e de luz:
Por culpa alguma atingida
Serás a mãe de Jesus.

Nascemos todos manchados
Pela culpa original:
Somente tu e teu filho
Sois livre de todo mal.

Davi, num só arremesso,
Derruba o gigante ao chão:
Teu “sim” atinge na fronte
A causa da perdição.

Ó pomba suave e humilde,
Brilhante mais do que o sol:
Da paz nos traz o ramo,
Voando em pleno arrebol.

Louvor e honra ao Deus trino,
Que tanto e tanto te amou,
Pois antes já do pecado
Da culpa te preservou.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lectio Divina das Bodas de Caná




O PRIMEIRO SINAL
TEXTO: JOÃO 2,1-12

COMENTÁRIOS DO TEXTO:
1) O nosso texto de hoje é mais conhecido como as Bodas de Caná e com ele se encerra a semana inaugural do evangelho de João. Este evangelho tem início com o Prólogo (Jo 1,1-18); depois os dois primeiros dias, com o testemunho de João Batista (Jo 1,19-34); depois vem a vocação dos discípulos, que ocupa os outros dois dias (Jo 1,35-51); e agora nosso texto, que tem o seu início “no terceiro dia”. Assim, se somarmos os quatro primeiros dias com esses três dias, depois quando acontecem as Bodas de Caná, teremos os sete dias que compõem a semana inaugural do quarto evangelho.
As Bodas de Caná encerram de forma magistral essa semana inaugural, com o primeiro dos sinais de Jesus. Esse “primeiro” sinal tem dois sentidos: o mais simples, que é o cronológico; e o mais simbólico, que é aquele que dará sentido a todos os outros sinais. Em outras palavras, quem consegue captar o sentido profundo e simbólico do sinal realizado por Jesus nas Bodas de Caná, tem a chave de leitura de todos os outros sinais.
No evangelho de João não se fala de milagres e sim de sinais. Um sinal não tem valor em sim mesmo. Tomemos o exemplo dos sinais de trânsito, eles não têm valor em si mesmo, mas apontam para uma realidade. Por isso, vamos perceber aos poucos que os milagres que são narrados no quarto evangelho devem ser lidos como sinais, como algo que aponta para uma realidade maior do que o próprio acontecimento milagroso.

Para ler o texto completo, clique aqui

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ícones - uma janela para a eternidade

   
     O ícone é uma imagem do invisível e tem seu fundamento na encarnação de Cristo, Aquele que se tornou a “imagem visível do Deus invisível”. Quando o iconógrafo escreve um ícone (o ícone, na compreensão oriental, não é pintado, e sim, escrito), ele o faz a partir da leitura orante da Palavra de Deus.
       A nossa aproximação dos ícones deve ser feita em espírito de fé, pois eles são janelas para a eternidade (uma janela é algo que pertence, automaticamente, a dois espaços), tornando-se, assim, um meio capaz de comunicar as riquezas da eternidade para nossa vida terrena. O exemplo da janela vai nos fazer compreender algumas características dos ícones que, para os ocidentais, são difíceis de perceber:
• As características humanas expressas nos ícones são voluntariamente diferenciadas (proporções, cores, noções de espaço, fisionomias), para dar uma noção clara de que aquele que é representado ali (Jesus, Maria ou algum santo), já vive em outra realidade. Isso nos faz lembrar as aparições do ressuscitado no Evangelho, quando os discípulos tinham dificuldade em reconhecê-lo.
• A beleza do ícone não esta na estética (como acontece em uma obra de arte) para não gerar sentimentos superficiais de piedade, mas necessita de um olhar de fé, que nos leva a uma interioridade, pois a contemplação de um ícone é feita com os olhos da alma.
• Os ícones nos exercitam para vivermos com maior profundidade a experiência litúrgica, em que a nossa fé é alimentada através de símbolos (ex: o Círio Pascal é Jesus Ressuscitado; a água é o Espírito Santo, etc). Introduzem-nos, assim, no mistério de Deus, não através de uma linguagem racional, mas através de uma linguagem simbólica.
• A luminosidade presente nos ícones (Jesus, Maria e os santos emanam sempre uma luz interior), mostra que os personagens retratados já estão na luz da glória, já estão Transfigurados.
Para ler esse artigo completo, clique aqui.
Para ver algumas imagens de ícones, clique aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O combate a pedofilia na Igreja


      Nesta reportagem, retirado da agência de notícias ACI digital, podemos ver todo o trabalho da Igreja, em especial de Bento XVI, no combate a pedofilia.
      "VATICANO, 02 Dez. 10 / 04:45 pm (ACI).- O Secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Dom Juan Ignacio Arrieta, detalha em um extenso artigo como o então Cardeal Ratzinger e agora Papa Bento XVI foi e é a alma e artífice da reforma penal na Igreja Católica para enfrentar uma série de delitos graves, incluindo os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.
      O artigo de Dom Arrieta se intitula "A influência do Cardeal Ratzinger na revisão do sistema penal canônico", foi adiantado de modo resumido no L’Osservatore Romano e será publicado este sábado 4 de dezembro na revista italiana Civiltà Cattolica.
Neste texto o funcionário vaticano ressalta o "papel determinante que, neste processo de mais de vinte anos de renovação da disciplina penal, desempenhou a decidida ação do atual Pontífice, até o ponto de representar sem dúvida alguma, junto a tantas outras iniciativas concretas, uma das constantes que caracterizaram a ação de Joseph Ratzinger".
      Dom Arrieta faz um balanço da aplicação do Código de Direito Canônico aprovado em 1983 e os principais problemas em sua execução, que levou a Papa Bento XVI a pedir a adequação do Livro VI sobre as sanções na Igreja.
     Como primeiro resultado concreto desta tarefa, explica Dom Arrieta, está o rascunho que "nas próximas semanas, o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos enviará a seus membros e consultores" para a adequação do mencionado Livro VI.
        O pedido de 1988 do Cardeal Ratzinger
     Em fevereiro de 1988, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger, solicitou à Pontifícia Comissão para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canônico, presidida pelo Cardeal Rosalío Castelo Lara, que os procedimentos ante determinados casos graves sejam mais rápidos e simplificados.
     Este texto, comenta Dom Arrieta, "foi retomado durante os trabalhos que está realizando nestes momentos o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos para revisar o Livro VI do Código".
Para o Secretário deste dicastério, a carta do Cardeal Ratzinger, "reflete, acima de tudo, a repugnância natural do sistema da Justiça para conceder como ‘ato de graça’ (dispensa das obrigações sacerdotais) algo que, em troca, é necessário impor como castigo (demissão do estado clerical)".
    "Com efeito, em ocasiões, querendo evitar as ‘complicações técnicas’ dos procedimentos estabelecidos no Código para castigar condutas delitivas, recorria-se a que o culpado pedisse ‘voluntariamente’ abandonar o ministério sacerdotal".
         Dom Arrieta assinala que "atuando deste modo, renunciava-se também à Justiça e, como assinalou o Cardeal Ratzinger, deixava-se injustamente de lado ‘o bem dos fiéis’. Esse era o motivo central da petição, e também a razão pela qual se fazia necessário dar prioridade, nestes casos, à imposição de justas sanções penais mediante procedimentos mais rápidos e singelos que os previstos no Código de Direito Canônico".
         Pastor Bonus
      Em junho de 1988, a constituição apostólica Pastor Bonus que modificou a organização da cúria Romana estabelecia em seu artigo 52 a jurisdição penal exclusiva da Congregação para a Doutrina da Fé, não só em relação aos delitos contra a fé ou na celebração dos sacramentos, mas também em relação aos "delitos mais graves encargos contra a moral".
Este texto, explica o Bispo Arrieta, foi proposto pela Congregação presidida pelo Cardeal Ratzinger em função da própria experiência.
      "Assim, e com respeito à situação anterior, a mudança da Constituição apostólica Pastor Bonus é evidentemente relevante, sobre tudo se for levado em consideração que esta vez se levava adiante no contexto normativo do Código de 1983 e, com referência aos delitos nele definidos, além do "direito próprio" desta Congregação. Toda uma categoria de delitos, que o Supremo Pontífice confiava à jurisdição exclusiva da Congregação para a Doutrina da Fé", explica o Bispo.
         Outras duas intervenções importantes
     O Secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos explica que a primeira foi a preparação das Normas sobre os denominados "delicta graviora" nos anos 90, cujas últimas modificações foram publicadas pela Congregação para a Doutrina da fé em julho deste ano.
       "Essas Normas deram efetividade ao art. 52 da Constituição apostólica Pastor Bonus ao indicar em concreto quais eram os delitos contra a moral e os encargos na celebração dos sacramentos que terei que considerar como ‘particularmente graves’ e, portanto, da exclusiva competência da Congregação para a Doutrina da Fé", assinala.
        Outra intervenção do Papa, que é pouco conhecida, explica Dom Arrieta, é uma relacionada com a aplicação do sistema penal do Código de Direito Canônico nos lugares de missão, aonde é mais complicado aplicá-lo.
    As faculdades especiais, para atuar em situações penais graves, para a Congregação para a Evangelização dos Povos foram solicitadas em 1997 em uma assembléia plenária na participou como relator o então Cardeal Ratzinger.
       Estas disposições foram ampliadas no ano 2008 já sob o pontificado do Bento XVI, que também foram concedidas à Congregação para o Clero".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Festa de Santo André na Igreja Ortodoxa





      Uma delegação da Santa Sé realiza a já tradicional visita ao patriarcado ecumênico de Constantinopla com motivo da festa de Santo André, que se celebra nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.
    A iniciativa marca-se no habitual “intercâmbio de delegações pelas respectivas festas dos santos patronos, a 29 de junho em Roma para a celebração dos santos Pedro e Paulo e a 30 de novembro em Istambul, para a celebração de Santo André”, comunicou nessa segunda-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé.
      A delegação vaticana está guiada pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o cardeal Kurt Koch. O acompanham o secretário do dicastério, bispo Brian Farrell, e o oficial da Seção Oriental do mesmo, Andrea Palmieri. Em Istambul, irá se unir à delegação o núncio apostólico na Turquia, arcebispo Antonio Lucibello.
     O comunicado da Santa Sé explica que “a delegação da Santa Sé participará na solene Divina Liturgia presidida por Bartolomeu I, na igreja patriarcal do Fanal”.