quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Igreja no Iraque não terá missa na noite de Natal

     
     Como a dois mil anos, Jesus ainda encontra dificuldades para encontrar lugar para nascer. No Iraque, aconteceram uma série de atentados executados diretamente contra os cristãos, resultando em diversas mortes, e por isso não haverá missa da noite de Natal.
      O anúncio foi feito pelo Arcebispo dos caldeus de Kirkuk, Dom Louis Sako, num testemunho publicado dia 20 de dezembro pela agência Asianews.
     “Por razões de segurança – explicou – as igrejas não terão decoração e as missas serão celebradas somente de dia”.
     Ainda segundo o Arcebispo, a catequese com as crianças está suspensa por tempo indeterminado e não se tem, por parte do governo, nenhuma perspectiva de melhora.
     Nestes últimos dias do Advento nos unamo-nos em oração por nossos irmãos da Igreja do Iraque, para que eles possam ter a paz necessária para viverem a sua fé.
     Para maiores informações sobre Igreja do Iraque,clique aqui.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Discurso do Papa aos membros da Cúria Romana

      Depois de alguns dias sem colocar postagens devido a visita do meu irmão, que é Sacerdote, Pe. Alexandre, vindo do México, retomamos nossa postagens colocando na íntegra um longo, mas muito belo, discurso de Bento XVI na conclusão do ano. Nele, o Papa faz uma leitura da situação do mundo e da Igreja com bastante clareza.


Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado,
Amados irmãos e irmãs!
É com vivo prazer que vos revejo, amados Membros do Colégio Cardinalício, Representantes da Cúria Roma e do Governatorato, neste encontro tradicional. Dirijo a cada um a minha cordial saudação, a começar pelo Cardeal Angelo Sodano, a quem agradeço as expressões de estima e comunhão e votos ardentes que me formulou em nome de todos. Prope est jam Dominus, venite, adoremus! Contemplemos como uma única família o mistério do Emanuel, de Deus-connosco, como disse o Cardeal Decano. De bom grado retribuo os votos expressos e desejo agradecer vivamente a todos, incluindo os Representantes Pontifícios espalhados pelo mundo, pela competente e generosa contribuição que cada um presta ao Vigário de Cristo e à Igreja.
«Excita, Domine, potentiam tuam et veni» - com estas e outras palavras semelhantes a liturgia da Igreja reza repetidamente nos dias do Advento. Trata-se de invocações formuladas provavelmente quando o Império Romano estava no seu ocaso. O desmoronamento dos ordenamentos basilares do direito e das atitudes morais de fundo, que lhes davam força, causou a ruptura das margens que até então protegeram a convivência pacífica entre os homens. Um mundo estava no seu ocaso. Frequentes cataclismos naturais aumentavam ainda mais esta experiência de insegurança. E não se vendo qualquer força que pudesse pôr um freio a tal declínio, tanto mais insistente era a invocação da força própria de Deus: que Ele viesse e protegesse os homens de todas estas ameaças.
«Excita, Domine, potentiam tuam et veni». Também hoje temos variados motivos para nos associarmos a esta oração de Advento da Igreja. O mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, sente-se ao mesmo tempo angustiado com a impressão de que o consenso moral se esteja a dissolver, um consenso sem o qual as estruturas jurídicas e políticas não funcionam; consequentemente, as forças mobilizadas para a defesa de tais estruturas parecem destinadas ao insucesso.

Para ler o discurso completo, clique aqui.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Virgem Maria no Movimento da Transfiguração

      O Movimento da Transfiguração tem a sua relação mariana especialmente a partir da forma como Maria é revelada no evangelho de João. O ícone de Maria Mãe da Ternura (acima) revela Maria com um olhar sofrido, e, ao invés dela estar abraçando o Menino Jesus, é Jesus que a abraça para consolá-la. Neste ícone percebemos que Maria acompanha Jesus no seu coração, desde a sua concepção até a sua ressurreição. Ela, assim, está unida a ele em todo o tempo e com todo o seu coração. Podemos dizer que ela vivenciou a mística mais profunda e intensa que uma criatura pode ter na sua vida com Deus. Desta forma, ela foi divinizada; ela é a criatura transfigurada por excelência.
      Maria, a Mãe da Ternura, é, para nós do Movimento, tão profundamente ligada à pessoa de Jesus, que não poderíamos dizer que ela é apenas um aspecto da nossa espiritualidade, ou uma devoção simplesmente. Ela é, na verdade, parte integrante e essencial na busca da nossa comunhão com Deus, na pessoa de Jesus. Por desígnio de Deus, não podemos nos unir plenamente a Jesus sem aquela que diz: “eles não têm mais vinho”. E também diz: “fazei tudo o que ele vos disser.” (Jo 2, 3.5).
      O papel de Maria, em todo o quarto evangelho, é marcado por dois pontos fundamentais: o primeiro nas Bodas de Caná, que é o primeiro dos sinais de Jesus; e o segundo, quando Jesus chegou na sua “hora”. A “hora”, no evangelho de João, é a cruz e a ressurreição de Jesus. E nessa “hora” Maria está aos pés da cruz: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!”Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!”A partir daquela hora, o discípulo a acolheu na sua casa” (Jo 19,25-27)
       A Virgem Maria é muito mais do que uma mulher atenta às necessidades, e por isso pede a intervenção de Jesus. É aquela que o introduz na sua revelação como Messias, esposo do seu povo (Bodas de Caná). Ela também está presente na hora da consumação da grande obra de revelação de Jesus, no alto da cruz. Assim, ela está no início e no final. No evangelho de João, isso significa que ela está em todos os momentos, e é de fundamental importância que o discípulo amado a receba na sua casa. O discípulo amado, como vemos no final do evangelho, é aquele que, entre os discípulos, tem a compreensão mais profunda do mistério de Jesus. Com isso, concluímos que existe algo no conhecimento de Jesus que só é revelado quando recebemos Maria em nossa casa. O quarto evangelho deixa claro que o conhecimento intenso, profundo e místico da pessoa de Jesus é feito com a ajuda de Maria.
      Por isso, percebemos que todos os membros do Movimento da Transfiguração devem cultivar uma autêntica e profunda relação filial com a Virgem Maria, através de suas devoções particulares como terço, ladainha, novenas, oficio de Nossa Senhora e tantas outras devoções marianas salutares. Mas, de forma especial, devemos cultivar um relacionamento com Maria a partir da Bíblia – especialmente no quarto evangelho –, através dos ícones e na liturgia da Igreja.
      O nosso amor a Maria como nossa mãe, como aquela que acolhemos na casa do nosso coração, lugar onde dialogamos diariamente com ela com o título de Virgem da Ternura (ícone acima), é um grande e essencial meio para a transfiguração das nossas vidas. Por isso, devemos pedir todos os dias: Óh mãe querida e amável revela-nos Jesus!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

São João da Cruz


No dia 14 de dezembro a Igreja celebra São João da Cruz, um grande santo, poeta, místico e doutor da Igreja. Ele nasceu no ano de 1542 em Ávila, na Espanha. Teve uma infância pobre. Em 1563 entra na Ordem camelitana e no ano de 1567 tem seu primeiro encontro com Santa Teresa de Ávila, que, na época, estava empreendendo a reforma do Carmelo. Este encontro vai marcar a sua vida, porque a partir de então João fará parte, de forma decisiva, da reforma carmelitana. Morreu aos 49 anos, no ano de 1591.
João da Cruz é um grande artista, com uma sensibilidade especial para colocar em poesia sua experiência com Deus e sua teologia. Escreve também obras que são consideradas até hoje de insuperável profundidade mística. Suas grandes obras são: A noite escura, Subida ao Monte Carmelo, Chama viva de amor e Cântico espiritual.
Para mim, de forma direta, a vida e a obra de São João da Cruz marcaram muito a minha caminhada e até hoje tem uma grande influência na minha vida e, como consequência disto, uma forte influência no Movimento da Transfiguração.
Dentre as muitas influências, quero destacar duas: a primeira delas é o desejo de união com Jesus, que ultrapassa a simples tentativa de segui-lo como um modelo, mas de sim de ter uma comunhão com a pessoa de Jesus. João da Cruz vai chamar este caminho de divinização por participação, o que influenciou bastante, no Movimento da Transfiruguração, o caminho pedagógico da transfiguração do coração, em que a conversão nasce de uma experiência de encontro com Cristo e transforma o coração, transbordando aos poucos para a vida.
A segunda, é a relação íntima que João da Cruz tem com a Palavra de Deus. Ele cita a Bíblia, nas suas obras, 1653 vezes. E ele fazia isto sem fazer consulta direta ao texto bíblico, demonstrando, assim, sua grande intimidade com a Palavra de Deus. Junto com isto, me marcou bastante a forma espiritual e simbólica com que ele interpretava e aplicava para o tempo presente os textos bíblicos. Isto influenciou a minha forma de ler e atualizar a Palavra de Deus.
Por tudo isso e muito mais, desejo demonstrar minha devoção e gratidão a este grande santo e místico, rezando junto com toda a Igreja, dizendo:
Ó Deus, que inspiraste ao presbítero São João da Cruz extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Presépio

No domingo 12 de dezembro- 3º domingo do advento- o Papa Bento XVI  realizou um gesto profundamente simbólico. Após a oração mariana, o Papa saudou, em várias línguas, os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. De maneira especial, o Pontífice saudou as crianças e os jovens de Roma que foram à praça por ocasião da tradicional bênção dos "Bambinelli", ou seja, das imagens do menino Jesus que serão postas nos presépios das famílias.
"Queridos jovens amigos, quando vocês colocarem o Menino Jesus na gruta ou na cabana, façam uma oração pelo Papa e por suas intenções" – disse Bento XVI às crianças e jovens.Este gesto do Santo Padre nos mostra como é importante que nas nossas casas tenham uma autentica decoração natalina centrada na pessoa de Jesus, e um meio privilegiado disto é o Presépio, o qual segundo a tradição foi criado por são Francisco.
Esta atitude tem uma importância ainda maior para as crianças para desenvolverem nelas uma verdadeira experiência natalina. Por isso ainda é tempo de colocar presépios nas nossas casas e nestes dias que antecedem o natal buscar, todos os dias, passar um momento em oração diante dele, contemplando o grande mistério de amor de Deus que se faz Homem por amor a cada um de nós.



sábado, 11 de dezembro de 2010

Aprovada primeira aparição da Virgem Maria nos EUA

Dom David L. Ricken, Bispo de Wisconsin (Estados Unidos)
Abaixo notícia retirada da agência de notícia ACI digital sobre a primeira  aprovação da aparição da Virgem Maria nos Estados Unidos:

"Champion, 10 Dez. 10 / 02:01 pm (ACI).- O Bispo de Wisconsin, nos Estados Unidos, Dom David L. Ricken, anunciou no dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Concepção, a primeira aprovação oficial de uma aparição da Virgem Maria nos Estados Unidos, ocorrida no século XIX em uma capela da cidade de Champion, em sua jurisdição eclesiástica.
Desde 1861, o lugar das aparições acolhe uma capela dedicada à Virgem Maria sob a advocação de "Our Lady of Good Help" (Nossa Senhora da Boa Ajuda). Logo depois de uma investigação de dois anos, Dom Ricken proclamou que as aparições são "dignas de ser creídas" e confirmou o reconhecimento oficial da diocese a este popular santuário Mariano.
Na festa da Imaculada, o Bispo decretou com "certeza moral" que a Virgem Maria realmente apareceu à jovem imigrante belga Adele Brise, em três ocasiões em outubro de 1859.
Nas aparições Adele contemplou uma mulher em vestimentas brilhantes. Em seu terceiro encontro, a Virgem Maria se identificou como "a rainha do Céu que reza pela conversão dos pecadores".
A Virgem confiou a Adele a missão de "reunir as crianças deste lugar campestre e ensinar-lhes o que devem fazer para a salvação. Vá e não tema coisa alguma. Eu te ajudarei".
A moça, então de 28 anos de idade, tinha querido ser religiosa antes de viajar da Bélgica aos Estados Unidos. Depois destas visões, ingressou na terceira ordem franciscana e instruiu muitas crianças e adultos, em uma época marcada pela escassez de sacerdotes em Wisconsin.
Em declarações ao grupo ACI, Dom David L. Ricken, comentou que a vida de Adele é um dos testemunhos mais convincentes da validez das aparições. Em vez de atrair a atenção de outros para si, dedicou-se humildemente a cumprir a missão encomendada.
O Prelado afirmou que Adele "percorreu toda esta área e visitou as casas que estavam mais longe" ressaltando seu espírito de humildade e simplicidade. "A maior quantidade das vezes caminhou, e podia passar vários dias com as crianças ensinando- lhes o catecismo e conversando com seus pais sobre a fé".
"Realmente tinha um espírito evangelizador… e o demonstrou, não só com sua mensagem, mas com toda sua vida", disse o Bispo.
Dom Ricken também se referiu às "incontáveis historia de orações respondidas" que incluem relatos "dos que muitos chamam milagres". Este Bispo indica que escutou "historia após história" sobre curas "incríveis" e conversões.
Na opinião do Pe. John Doefler, Reitor do Santuário de Our Lady of Good Help, estas aparições poderiam estar vinculadas às da Virgem da Lourdes em 1858.
"Em Lourdes, Maria se identifica como a Imaculada Concepção. Aqui o faz como Rainha do Céu. Entre ambas, englobam-se todos os mistérios marianos: desde o começo de sua vida até a assunção e a coroação no Céu".

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010