sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aborto - Anencéfalos

FORTALEZA, 12 Abr. 12 / 06:53 pm (ACI)
Apesar da aprovação do aborto de crianças anencéfalas sancionada hoje pelo Supremo Tribunal Federal, a Consagrada na Comunidade de Aliança Shalom, Ana Cecília Araújo, que em 2000 deu à luz a uma criança com esta enfermidade, ofereceu nesta quinta-feira, 11, um testemunho no qual afirma que a vida sempre vale a pena. A sua filha Maria Tereza foi diagnosticada com a doença ainda no inicio da gestação e viveu 103 dias. Segundo Ana Cecilia, o aborto nunca foi uma opção e afirmou sobre a pequena: “apesar de sua limitação, sua vida anunciava e denunciava que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude”.
“Amei-a com todas as minhas forças, tão profundamente que não tenho palavras para expressar. Amei-a como ela era, não querendo que fosse outra pessoa, mas ela, o ser dela, a alma dela, o corpo dela”, conta a mãe em seu testemunho enviado à redação de ACI Digital.
O caso de Maria Tereza foi considerado altamente grave pelos médicos e, por isso, a criança recebeu o sacramento do batismo imediatamente após o nascimento. Mas, para a surpresa da equipe médica, o bebê reagiu bem aos primeiros dias de internação e com apenas 20 dias recebeu alta do hospital. Ao contrário do argumento de grupos abortistas, Ana Cecília diz que teve uma gravidez tranquila.
“Enquanto muitos médicos recomendam o aborto para esse caso, minha médica, Dra. Francy Emília Moura, honrou sua profissão, zelando pela vida. Acolheu-nos, fazendo tudo para que a gravidez fosse a mais tranqüila possível. E assim aconteceu!”, recorda Ana Cecília, que já era mãe de outros 3 filhos quando nasceu Maria Tereza: Ana Karine, Felipe José e Maria Clara.
Nos dias em que o Supremo Tribunal Federal votava o recurso de lei que legalizou o aborto dos bebês diagnosticados com anencefalia, Ana Cecília afirmou que era capaz de sentir a luta da filha pela vida: “Esta criança quer viver, ela vai viver”. Maria Tereza não desistiu de sua existência (...). Deus realizou algo tão profundo dentro dela que, apesar de sua limitação, sua vida anunciava e denunciava que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude, mesmo que as maiores e mais sinceras justificativas digam que não”.
“Quem somos nós para arbitrar no sagrado dom da existência?”, questionou a mãe que viveu os treze meses de vida da sua pequena como um dom de Deus pelo qual ela agradece.
“Obrigada, Senhor, por a haveres criado! Só alegria brotava dentro do meu coração! Um mistério de amor!”, expressou.
Ana Cecília e seu esposo são do Ceará, no nordeste do Brasil. No seu testemunho ela também afirma no que lembra que encontrou em Deus o sentido para lutar pela vida de sua filha: “Minha dor lentamente se convertia em oferta de amor por todos os homens, pela minha família, pela minha comunidade, por todos que, doando suas vidas, me formaram na vocação Shalom, sendo exemplo de fé e esperança no Deus Vivo.”
“Um dia me perguntava por que Jesus passou ainda quarenta dias com os seus, após sua ressurreição. E, olhando para minha filha, pude compreender que aqueles a quem Jesus amava precisavam experimentar concretamente o poder da ressurreição, a graça do amor gratuito, assim como eu experimentei nos dias em que Maria Tereza passou entre nós”, conta.
“Sinceramente, agradeço a todos que rezaram por nós e foram presença da misericórdia do Deus Justo. Avancemos livremente no amor, pois só ele permanece! (...) Tereza foi concebida na Quaresma, nasceu no Advento e foi para o Pai na Quaresma do ano seguinte. Um ano de bênçãos vivemos ao seu lado. Hoje somos uma família mais feliz, fomos tocamos pela dor e pelo amor”, resume Ana Cecília Araújo.
Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aborto - Madre Tereza de Calcutá


Nestes dias em que se discute o aborto de anencéfalos no Brasil, uma frase da Beata Madre Tereza de Calcutá nos ajuda a compreender o risco cultural que a sociedade ocidental corre ao tomar esta atitude profundamente desumana.

"Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..."

terça-feira, 10 de abril de 2012

Aborto de Anencéfalos - STF


Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, fez um enérgico apelo aos ministros do Supremo para que não aprovem a ADPF 54 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 54), que viria a legalizar o aborto dos bebês diagnosticados com anencefalia durante a gestação. Em entrevista exclusiva a ACI Digital, o arcebispo afirmou aos ministros do STF: “Não cabe aos senhores dar qualquer sentença de morte para um inocente que é doente”.
“Eu quero fazer um apelo veemente aos senhores ministros do STF para que tenham consciência nesse momento para não marcar a História do Brasil com essa mancha da aprovação do aborto dos anencéfalos. Isso é um crime contra os deficientes”, disse Dom Gil à nossa agência este fim de semana.
“As pessoas doentes ou portadoras de deficiência não merecem a pena de morte. Merecem ser tratadas como o que são: seres humanos. A natureza resolva o problema e nós, ajudemos a natureza com nosso espírito de humanidade e com nossa caridade, se temos fé”, afirmou.
“Não façam isso, senhores Ministros! Não cabe aos senhores dar qualquer sentença de morte para um inocente que é doente. Isso não cabe aos senhores. Tenham consciência!”
O prelado também lançou um pedido aos brasileiros em seu diálogo com ACI Digital: “Eu apelo ao povo brasileiro que se una, nesse momento, em favor de todas as pessoas que tenham qualquer deficiência física, qualquer doença. Essas pessoas devem merecer, de nossa parte, a fraternidade e o apoio, não a agressão”.
“Vamos escrever para os senhores Ministros. Vamos fazer o nosso protesto. É hora do protesto, povo brasileiro! Nós não somos um povo assassino! Nós somos um povo que quer criar uma nação onde reine a vida, a fraternidade, o amor, o respeito. Não podemos autorizar aquelas pessoas que estão em altos cargos, agindo em nosso nome, a fazer coisas que não cabem em nossa consciência!”, asseverou.
“Enquanto brasileiros temos todo o direito de defender o ser humano, a dignidade da pessoa humana.
Escreva, meu irmão; escreva, minha irmã. Envie e-mails, faça protestos!”   
“Envie as mensagens para os senhores Ministros do STF para que não extrapolem seu poder nesse momento, mas que defendam desta vez os nossos brasileirinhos que por acaso nasçam com alguma deficiência, seja a anencefalia ou qualquer outra”, animou Dom Gil.   
“Eu digo isso porque hoje aprovam a lei do assassinato de anencéfalos. Isso abre um precedente para amanhã aprovar o aborto em outros casos. Isto não cabe em nossa consciência! Defendamos a vida e não colaboremos com a cultura da morte”, concluiu o arcebispo.
Para aqueles leitores que queiram escrever aos ministros do Supremo Tribunal Federal os endereços eletrônicos são os seguintes;
Ellen Gracie – ellengracie@stf.gov.br
Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br
Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br
Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br
Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br
Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br
Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br
Eros Grau – gaberosgrau@stf.gov.br
Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br
Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br
Menezes Direito – alexandrew@stf.gov.br

Fonte: ACI Digital

domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem de Páscoa 2012


Cristo ressuscitou, foi o amor que triunfou!
Sim, Ele agora vivo está e para sempre reinará.
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Alegres hinos hoje erguei,
a Jesus o grande rei, aleluia!
Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Cantemos hoje o louvor à Trindade do Amor, Aleluia!
(Canto Pascal)

Hoje uma grande alegria toma conta do céu e da terra: Jesus venceu a morte, o pecado e o demônio. Venceu a grande batalha da cruz. Seu sacrifício de amor ao Pai, e por nós, foi coroado com sua ressurreição. Aleluia!
Cristo ressuscitou! E sua vitória é a nossa vitória, porque ele quis partilhar conosco o fruto de sua grande batalha. Este é o grande motivo de júbilo e alegria: nós ressuscitamos junto com Ele. É por isso que a Igreja na terra – na sua Liturgia – celebra a Ressurreição.
Unamo-nos também a toda a liturgia celeste para louvar a Jesus, o Cordeiro imolado, que agora está de pé ressuscitado, "proclamando, em alta voz: 'Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor'. E ouvi toda criatura no céu, na terra, sob a terra, no mar, e todos os seres que neles vivem, proclamarem: : 'Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro pertencem o louvor, a honra, a glória e o domínio pelos séculos dos séculos!'"
(Ap 5,12-13) 
Que a alegria da vitória de Jesus ressuscitado gere em nossos corações um desejo maior de amá-Lo, segui-Lo e obedecê-Lo. É o que desejamos a todos os participantes do Movimento da Transfiguração, familiares e amigos: que esta Páscoa seja uma autêntica passagem para uma vida nova em Cristo.
Cristo ressuscitou, Aleluia!
Sim, verdadeiramente ressuscitou, Aleluia!

sábado, 7 de abril de 2012

Vigília Pascal

Concluindo nossa série de meditações sobre o Tríduo Pascal, meditaremos hoje sobre a Vigília Pascal que é celebrada na noite do sábado para o domingo de Páscoa. Na sua liturgia da Palavra tem uma sequência de leituras que percorre toda a história da salvação, começando pela criação do mundo, no livro do Gêneses; e concluindo a Ressurreição de Jesus, no livro de Lucas.

Mais uma vez com a ajuda de Nicola Box, mergulhemos em toda riqueza simbólica que é própria dessa Vigília:

“A Páscoa do Reino de Deus se realizou em Jesus: oferecida e consumida a Ceia, “na noite em que ia ser entregue”; imolada sobre o Calvário na Sexta-Feira Santa, quando “houve escuridão sobre toda a terra”, mais uma vez à noite recebe a consagração da aprovação divina, na ressurreição de Cristo Senhor: por João, sabemos que Maria Madalena se aproximou do sepulcro “bem de madrugada”; portanto, aconteceu nas últimas horas da noite após o sábado pascal.
No Novus Ordo, o sacerdote, desde o início da Vigília, está vestido de branco, como para a Missa. Ele abençoa o fogo e acende o círio pascal com o novo fogo, se procede, após ter aplicado, como na liturgia antiga, uma cruz. Depois grava sobre o lado vertical da cruz a letra grega alfa e, abaixo, a letra omega; entre os braços da cruz, faz a incisão de quatro algarismos para indicar o ano em curso, dizendo: Cristo ontem e hoje. Depois, feita a incisão da cruz e dos demais sinais, pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, dizendo: Por suas santas chagas. Depois, cantando o Lumen Christi, guia a procissão rumo à igreja. O sacerdote está à cabeça do povo dos fiéis aqui na terra, para poder guiá-lo ao céu.
É o sacerdote que entoa solenemente Eis a luz de Cristo!. Ele o canta três vezes, elevando gradualmente o tom da voz: o povo, depois de cada vez, repete-o no mesmo tom. Na liturgia batismal, o sacerdote, estando de pé diante da fonte, abençoa a água, cantando a oração: Ó Deus, por meio dos sinais sacramentais; enquanto invoca: Desça, Pai, sobre esta água, pode introduzir nela o círio pascal, uma ou três vezes.
O significado é profundo: o sacerdote é o órgão fecundador do seio eclesial, simbolizado pela fonte batismal. Verdadeiramente, na pessoa de Cristo Cabeça, ele gera filhos que, como pai, fortifica com o crisma e nutre com a Eucaristia. Também em razão destas funções maritais com relação à Igreja esposa, o sacerdote não pode senão ser homem. Todo o sentido místico da Páscoa se manifesta na identidade sacerdotal, chegando à plenitude, o plếroma, como diz o Oriente. Com ele, a iniciação sacramental chega ao cume e a vida cristã se torna o centro.
Portanto, o sacerdote, que subiu com Jesus à cruz na Sexta-Feira Santa e desceu ao sepulcro no Sábado Santo, no Domingo de Páscoa pode afirmar realmente com a sequência: “Sabemos que Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos”.
Desejamos que estas meditações ajude a todos a viver, de forma mais intensa e profunda, o mistério pascal de Cristo. Desde já, desejamos a todos que acompanham este blog: uma FELIZ PÁSCOA!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Terça-feira santa - Jo 13,21-33,36-38

O nosso texto de hoje nos introduz com mais força no clima da paixão de Cristo, com Jesus, “comovido interiormente”, declarando que um dos seus discípulos irá traí-lo; isso depois de Jesus já ter anunciado esta mesma traição em Jo 10,18. Agora é o momento decisivo, onde Judas toma a iniciativa da traição.
Na traição de Judas, percebemos algo que fica muito evidente: a paixão e morte de Jesus é a batalha final entre Jesus e satanás, porque Judas fica possuído por satanás: “satanás entrou nele”. Assim podemos perceber que tudo que se desenrolará nos momentos que acontecerão, como: a traição de Judas, o julgamento das autoridades judaicas e o processo diante de Pilatos, são apenas coisas que podemos ver superficialmente; eles são os meios que o inimigo de Deus usa para atacar Jesus. Jesus tem consciência que, na verdade, ele enfrenta o príncipe deste mundo.
Esta grande batalha é entre Jesus e o príncipe deste mundo. Mas o evangelho de João também nos faz ver aonde é travada esta batalha: o campo de batalha é o coração humano. Assim, o objetivo de cada lado é conquistar o coração humano, e duas pessoas vão sinalizar esta realidade: o discípulo amado e Judas
No nosso texto de hoje, o discípulo amado está com a cabeça recostada no lado de Jesus. Podemos dizer: escutando o coração de Jesus. Está completamente voltado, direcionado para Jesus; e sua intimidade com o mestre é tal que Jesus o responde de forma direta. Jesus revela seus mistérios ao discípulo amado. Nele percebemos a vitória da batalha da luz contra as trevas. A luz foi acolhida no seu coração, como o próprio Jesus proclamou: “eu sou a luz do mundo, quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Assim, o discípulo amado é um filho da luz.
Na pessoa de Judas vemos o outro lado da batalha: aquele que sucumbiu às tentações do príncipe deste mundo; ele tomou o lado das trevas, assumiu para si o lado de satanás. Por isso, é profundamente simbólico que, quando Judas sai para executar a traição de Jesus – pois já tinha decidido isso no seu coração –, o evangelista diga: “era noite”.
A noite é mais do que uma referência cronológica: é um símbolo do que tinha acontecido no coração de Judas. As trevas tinham tomado conta do coração dele e ele, apesar de estar tão próximo de Jesus, não o segue. Assim, naquele momento, Judas é um filho das trevas.
Que possamos nesta terça-feira santa escolher o lugar do discípulo amado – nestes dias tão especiais que nos aproximam da paixão de Jesus – e assim nos tornar filhos da luz

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Governo Cubano declara feriado a próxima Sexta-feira Santa

HAVANA, 31 Mar. 12 / 07:41 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em resposta ao pedido realizado pelo Papa Bento XVI ao Presidente Raúl Castro, o governo cubano anunciou em uma breve mensagem publicada este sábado no diário oficial "Granma" que a próxima Sexta-feira Santa será declarada como feriado, porém assinalou que sua permanência no calendário oficial cubano ainda não é definitiva.

A nota oficial recorda que "durante o encontro sustentado no Palácio da Revolução, no último 27/03, com o Presidente do Conselho de Estado e do Governo, General de Exército Raúl Castro Ruz, o Supremo Pontífice da Igreja Católica expressou-lhe seu desejo de interromper atividades trabalhistas não indispensáveis nas sextas-feiras de Semana Santa, por motivo das comemorações religiosas que ocorrem pela paixão e morte de Jesus de Nazaré".