quinta-feira, 6 de junho de 2013

Festa Junina no Seminário Mater Ecclesiae

No dia 1 de junho fomos com alguns membros do Movimento de São Paulo da Paróquia Santa Teresinha, de Higienópolis-São Paulo/SP, para o Arraiá do Seminário Mater Ecclesiae. Foi um festa muito bem organizada e animada pelos próprias seminaristas. Veja abaixo algumas fotos:







terça-feira, 28 de maio de 2013

Curso sobre Lectio Divina em Salvador/BA

Nos dias 25 e 26 de maio estivemos na cidade de Salvador/BA para darmos um curso sobre Lectio Divina - Leitura orante da Palavra de Deus. O curso aconteceu no centro comunitário da Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foi um momento de muita graça. Veja abaixo as fotos:

















sábado, 18 de maio de 2013

Os dons do Espírito Santo VII :O Dom da Sabedoria



“Eu e o Pai somos um”
O dom da sabedoria é o dom contemplativo por excelência, e nos concede experimentar o sabor da comunhão com Deus. A raiz latina da palavra sabedoria nos revela que este dom nos possibilita ter uma forma de conhecimento saboroso do mistério de Deus. Como diz o salmista: “provai e vede como o Senhor é bom”.
Jesus, aquele que é o messias e no qual o Espírito Santo repousa, viveu este dom de forma plena, como vemos na oração sacerdotal, do evangelho de João: “tudo que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu” (Jo 17, 10). Isso revela a unidade profunda existente entre Jesus e o Pai.
Jesus, através do seu nascimento, morte e ressurreição, no introduz nessa comunhão de amor que é a Trindade. O dom da sabedoria é a vivência mais plena desta comunhão. Vejamos ainda o que Jesus diz, na oração sacerdotal, sobre nossa comunhão com Deus através dele: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim.” (Jo 17, 21-23).
O dom da sabedoria nos introduz no relacionamento místico e contemplativo com Deus naquilo que Ele é em si mesmo. O dom do entendimento nos revela como Deus age, nos introduzindo na “lógica” de Deus e de suas ações. O dom da ciência nos revela a relação entre as criaturas e Deus e, assim, nos mostra o valor de todas as coisas perante Ele.
Assim, o dom da sabedoria nos revela o mistério de Deus na comunhão de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo e o que é próprio de cada Pessoa na relação da Santíssima Trindade. Por isso, ele é o maior de todos os dons.
Aqueles que vivenciam este dom já experimentam na terra algo que é próprio dos bem-aventurados no céu. É por esse motivo que o nome deste dom é sabedoria: porque ele nos concede uma forma de conhecimento saboroso de Deus, que é próprio daqueles que já vivem a felicidade no céu.
Para todos os dons do Espírito Santo temos colocado um santo como referência. Neste dom, que é o mais excelente de todos, a referência é a Virgem Maria, que foi plenamente envolvida pelo mistério maior de Deus que é a Santíssima Trindade. Ela é a filha amada e escolhida do Pai, a mãe do Filho de Deus, e a esposa do Espírito Santo.
A Virgem Maria teve no seu ventre a Sabedoria encarnada: o próprio Jesus. Ela o acompanhou e conheceu de uma forma que nenhuma outra criatura, nem do céu e nem da terra, pode conhecer. Por isso ela é a “Sede da sabedoria”.
Para receber este dom, que é o mais sublime, precisamos pedir com insistência ao Espírito Santo, pela intercessão da Virgem Maria. E o exercício que devemos fazer para nos disponibilizar para receber este dom é a vivência dos outros seis dons do Espírito Santo:
Os que nos introduzem na vida cristã de forma mais plena: o dom do temor de Deus e o dom de piedade;
Os dons ligados à vida ativa: dons de conselho e fortaleza;
Os dons da vida contemplativa: ciência, entendimento e sabedoria.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dons do Espírito Santo V – dom de Ciência


O dom de ciência é uma forma de participar, através da ação do Espírito Santo, do conhecimento das criaturas, das coisas e de sua relação com o criador. Esta é uma forma de conhecimento amoroso, dado pelo Espírito Santo.
O dom de ciência nos possibilita ter um relacionamento com as criaturas e com as coisas com absoluta liberdade e ordem, reconhecendo a relação íntima de todas as coisas com Deus e, consequentemente, sua utilidade.
Este dom nos faz perceber a obra de Deus na criação, gerando um louvor profundo e intenso por cada criatura. Desenvolve em nós o cuidado com a criação, nos ajudando a reconhecer a diferença fundamental entre o ser humano – centro de toda criação – do restante da criação de Deus.
Através desse dom, o Espírito Santo nos faz avaliar o valor de cada coisa a partir da utilidade real para o ser humano, retirando toda supervalorização e apego aos bens materiais, gerando, assim, uma profunda liberdade e gratuidade na forma de lidar com os mesmos.
Um grande santo Italiano, São Francisco de Assis, tinha esse dom de forma muito especial. Ele era completamente desapegado dos bens materiais. Tinha um profundo amor pelas criaturas por elas terem sido criadas por Deus e expressarem Seu  grande amor por nós. Abaixo o cântico das criaturas de São Francisco:


Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória e a honra e toda bênção.
A ti somente, Altíssimo, são devidos
e homem algum é digno de te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente meu senhor o irmão sol
que, com luz, ilumina o dia e a nós.
E ele é belo e radiante com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, carrega significação.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã luz e as estrelas,
no céu as formaste claras e preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento
e pelo ar e nublado e sereno e todo o tempo
pelo qual dás sustento às tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
que é muito útil e humilde e preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
pelo qual iluminas a noite e ele é belo e jucundo e robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra
que nos sustenta e governa e produz diversos frutos
com coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles
que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que sustentam a paz porque por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa morte corporal
da qual nenhum homem vivente pode escapar.
Infelizes aqueles que morrem em pecado mortal;
bem-aventurados aqueles
que se encontram em tua santíssima vontade
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor
e agradecei e servi-o com grande humildade

O dom de ciência deve ser pedido, na oração, ao Espírito Santo. Juntamente com isto, devemos exercitar a virtude do desapego dos bens materiais e procurar não ter como  nossa propriedade algo que não nos é útil, resistindo à tentação do consumismo e da valorização excessiva de algum bem material.
Nossa atitude interior deve ser de louvor a Deus, especialmente pela criação: pela água que usamos, pelo ar que respiramos, pela comida que comemos. Devemos cultivar o hábito de dar graças nos momentos das refeições. Desta forma, estamos reconhecendo a profunda verdade de que tudo vem de Deus!

Dons do Espírito Santo III – O Dom da Fortaleza




O dom da fortaleza é uma forma de partilhar daquela força que fez Jesus subir a Jerusalém e lá tomar sua cruz e dar sua vida por nós. Esta força é completamente despida de violência e cheia de ternura.
O dom da fortaleza une, em nós, duas virtudes que na natureza humana andam separadas: a virtude da força para realizar o que nos é proposto – que nos faz passar por cima de qualquer coisa para atingirmos nosso objetivo – e a virtude da doçura e bondade, que é aquela que nos faz ter atenção e cuidado com todos aqueles que convivemos. Na nossa experiência diária essas duas virtudes estão bem separadas. As pessoas fortes, decididas e empreendedoras tendem a ser pouco sensíveis em relação àqueles que estão no seu caminho, justamente para cumprir suas metas. E as pessoas amáveis e atenciosas com os outros tendem a ter mais dificuldade de usar a força no momento necessário e, consequentemente, têm dificuldades de atingir seus objetivos.
O dom da fortaleza nos unifica interiormente para que a força e a ternura operem com a intensidade que cada situação necessita. Desta forma, podemos realizar com precisão e eficácia a vontade de Deus na nossa vida.
Outra característica do dom da fortaleza é que ele nos possibilita passar pelos momentos difíceis e sofridos sem abatimento, ao contrário, com coragem e determinação; e mais ainda, sem guardar ressentimentos das pessoas e dos acontecimentos, e sim vendo nisso uma oportunidade de unir-se a Jesus na sua paixão. Tudo isso com paz no coração e ternura nas atitudes.
Um grande santo – São João da Cruz, místico e doutor da Igreja – tinha esse dom de forma admirável. Um homem de vida muito penitente e que sofreu grandes perseguições, inclusive ser preso e chicoteado injustamente semanalmente, sem, com isso, perder a paz e a doçura nas suas palavras e atitudes. Vejamos o que ele diz sobre a busca da fortaleza: “procure sempre inclinar-se não ao mais fácil, senão ao mais difícil. Não ao mais saboroso, senão ao mais insípido. Não ao mais agradável, senão ao mais desagradável. Não ao descanso, senão ao trabalho...abrace de coração essas práticas, procurando acostumar a vontade a elas. Porque, se de coração as exercitar, em pouco tempo achará nelas grande deleite e consolo, procedendo com ordem e descrição”.
Este mesmo santo nos revela outra característica do dom da fortaleza, quando diz: “uma alma apaixonada por Deus é suave, mansa, humilde e paciente”.
O dom da fortaleza deve ser pedido insistentemente na oração. E, aliado a este pedido, devemos exercitar a virtude da perseverança, para que a nossa natureza se disponha a receber este dom. Devemos ter perseverança nos nossos bons propósitos, na nossa vida de oração, no amor fraterno e na penitência. Este exercício deve ser desde as pequenas coisas, como por exemplo a leitura de um livro, até as grandes, como a perseverança num casamento. O fundamental é nunca deixar algo pela metade. Mesmo com sacrifícios, devemos levar a bom termo tudo que iniciamos, sem jamais desistir.
A virtude da perseverança nos preserva de atitudes infantis, que são, fundamentalmente, fazer só o que gostamos, para, assim, como pessoas maduras, nos exercitarmos em fazer aquilo que é preciso e o que é melhor para nós e para os outros.

Os dons do Espírito Santo VI :O dom do entendimento



O dom do entendimento é um dom do Espírito Santo que nos faz mergulhar no conhecimento dos mistérios de Deus de forma interior, é uma forma de conhecimento por dentro.

Jesus possuía esse dom de forma plena, e por isso, podia compreender e ensinar a forma que Deus agia na vida das pessoas. Aqueles que possuem este dom partilham – em algum grau – desta forma de conhecimento através da iluminação da inteligência, própria da vida contemplativa. Esta forma de conhecimento é mais profunda do que a que é atingida pelos esforços dos estudos.

Esta forma de conhecimento deriva da fé, da humildade e é profundamente ligada a uma autêntica piedade; em outras palavras, é um tipo de conhecimento que leva a maior comunhão com Deus. Todos que, de alguma forma, usufruem deste conhecimento, experimentam um maior crescimento na fé .

Os santos que tiveram este dom de forma mais visível foram aqueles que a igreja chama de “Doutores da Igreja” como, por exemplo, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Santa Teresa de Jesus.

Santa Teresa de Jesus, ou de Ávila, em seus escritos, revela uma forma de conhecimento de Deus e uma forma de buscá-lo impressionante, fruto do entendimento com refinada pedagogia e de grande utilidade para aqueles que desejam crescer no caminho da oração.

Ela desenvolveu um método de oração chamado: “trato de amizade”. Com neste método, ela aprofunda o caminho da amizade com Deus a partir da nossa experiência humana de amizade.

Para adquirir este dom é necessária a súplica ao Espírito Santo através da oração, aliada ao estudo da Sagrada Escritura e a teologia de forma oracional e cheia de fé. A virtude que nos abre a este dom é da humildade intelectual, através do reconhecimento dos limites da nossa razão, e assim abertura a Deus e submissão filial a todos os ensinamentos da Igreja.