sábado, 31 de março de 2012

Domingo de Ramos - Ano B Mc 11,1-11


Nosso texto da entrada de Jesus em Jerusalém faz parte do primeiro, dos três dias em que o evangelista Marcos divide os capítulos de 11 a 13 do seu evangelho. O primeiro dia é a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc 11,1-11); no segundo dia acontece a maldição da figueira e a expulsão dos vendilhões do Templo (Mc 11,12-19); no terceiro dia, seguem-se várias controvérsias entre Jesus e os chefes do povo; e, por fim, o discurso escatológico de Jesus (Mc 11, 20-13,37).
O texto que lemos nos introduz num momento crucial da vida de Jesus, porque é em Jerusalém que ele irá consumar sua missão de dar a vida para nos salvar. É em Jerusalém que se tornarão mais forte os conflitos entre Jesus e as autoridades religiosas do povo.
Jerusalém é a cidade santa. É para ela que acorrem todas as peregrinações, onde se celebram as grandes festas. Tudo isso porque o Templo era o centro da religião judaica, nele é que eram oferecidos os sacrifícios a Deus e ao seu redor é que estavam os grandes mestres da Lei, a ensinar. Quando um judeu devoto subia a Jerusalém, aproveitava para escutar os mestres e tirar suas dúvidas sobre questões relativas à Lei.
A narração da entrada de Jesus em Jerusalém nos remete a um texto profético do Antigo Testamento: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta” (Zc 9,9).
Ao lermos esta profecia messiânica, percebemos que o próprio Jesus preparou a sua entrada, como um cumprimento das profecias a seu respeito, com plena consciência de sua missão. Assim, toda a cena da entrada de Jesus em Jerusalém, é marcada por imagens simbólicas que comunicam quem é ele e qual sua missão.
 Algo bastante interessante desse texto é perceber que, boa parte dele, é ocupado pela figura do jumentinho. Percebemos, assim, que sua figura tem algo bastante significativo a nos ensinar. Na época de Jesus era oferecido a Deus a primeira cria (primogênito) de todo animal. No caso do jumento, aquele que seria oferecido, o primogênito, deveria não ter sido montado por ninguém (cf. Nm 19,2 e Dt 21,3). Nisto fica evidente que estamos diante de um fato religioso, sagrado. A entrada de Jesus em Jerusalém não é uma manifestação política ou militar. Jesus é o messias, mas não se enquadra na expectativa de muitos de sua época, que esperavam um messias guerreiro, que ia expulsar os romanos. Ele é rei e messias e veio libertar o homem do pecado, que é a raiz de todos os males.
A entrada de Jesus em Jerusalém também é marcada pela manifestação popular. Isto nos faz perceber que o povo compreendeu, no gesto de Jesus, a chegada dos tempos messiânicos e eles aclamavam a Jesus dizendo: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Unido a isto, eles também faziam, nas suas aclamações, referências a Davi e a sua descendência, pela qual, segundo as promessas feitas por Deus, viria o messias.
A chegada de Jesus ao Templo, que era o lugar principal de Jerusalém, é bastante enigmática. Ele não realiza nenhuma atividade propriamente dita, mas observa o lugar e o que acontece lá, como aquele que veio, enviado pelo Pai, para buscar os frutos da fé daquele povo, no lugar que era o centro da fé de Israel. Depois de ter feito isto, encerrando o seu primeiro dia em Jerusalém, ele sai da cidade e vai para Betânia.
 No Domingo de Ramos são feitas duas proclamações do evangelho: a primeira é a do evangelho da Entrada de Jesus em Jerusalém, no inicio da procissão de ramos; e a segunda, é a da paixão de Cristo segundo Marcos (já que estamos no ano B). Desta forma, nós somos introduzidos no período da Semana Santa. A Paixão de Cristo será de novo proclamada na Sexta-feira Santa, mas será a do evangelho de João, pois este se repete todos os anos nesse mesmo dia.
Com o Domingo de Ramos entramos na Semana Santa, que terá o seu “coração” no Tríduo Pascal, onde celebraremos a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Esse “coração”, que é o Tríduo Pascal, tem um conteúdo fundamental: o grande amor de Deus por nós! Como nos é revelado no evangelho de João: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
O amor que Deus manifesta na pessoa de Jesus Cristo e, de forma especial, na sua paixão e morte, é um amor apaixonado, poderíamos dizer “louco”. Supera toda lógica humana que Deus tenha se feito homem, assumindo a condenação do pecado da humanidade.
A morte de Jesus na cruz foi por nós. Esse por nós é o fato e o motivo de toda a força com que iremos celebrar a Sexta-feira Santa. Por isso, só iremos vivenciar verdadeiramente esse grande mistério de amor, se mergulharmos nesse tempo como participantes dele e não como alguém que escuta uma história que se passou.
A Liturgia nos introduz nos acontecimentos celebrados, para que possamos vivenciar como autênticos participantes, e é isso que a Igreja chama de celebrar. É por isso que, por exemplo, o evangelho lido na Sexta-feira Santa é o de João, que tem uma forma de narração com a participação da assembléia, para que os participantes possam se sentir parte dos acontecimentos.
Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a celebrar o Tríduo Pascal com intensidade e profundidade, acolhendo o que significa: “ele fez tudo por nós”. Só assim experimentaremos a força do amor com que Deus ama a cada um de nós, e este amor deixará de ser apenas uma idéia bonita, para ser algo que experimentamos no nosso ser. Que possamos dizer junto com São Paulo: “O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram.” (I Cor 5,14).
Que nesta Semana Santa, cada um de nós possa se abrir para acolher o grande amor de Deus. Este acolhimento se dá na medida em que acompanhamos Jesus no seu caminho para o calvário, em espírito de fé e humildade, usando os meios: da liturgia, da Palavra de Deus e da oração. Que esses atos sejam, nesses dias, meios práticos de nos abrir ao amor de Deus.
O amor de Deus experimentado nesta Semana Santa, através dos meios que já citamos acima, será o amor com que, verdadeiramente, poderemos amar os nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Este amor não é o nosso amor limitado, que, conseqüentemente, nos faz amar de forma limitada.  O amor de Deus em nós faz com que possamos amar os nossos irmãos com a maneira e a força de Deus.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Bento XVI pede a Raúl Castro que a Sexta-Feira Santa em Cuba seja feriado nacional


HAVANA, 27 de março de 2012 

Durante um encontro pessoal de mais de 40 minutos, o Papa Bento XVI pediu ao Presidente de Cuba Raúl Castro reconhecer a Sexta-Feira Santa como feriado em Cuba por sua importância no calendário dos católicos.
Durante a conversa que se estendeu por mais de 40 minutos, “abordou-se um tema particular: o Papa fez presente (ao Presidente Castro) a importância da Sexta-Feira Santa, pedindo a possibilidade de um reconhecimento deste dia como festivo”, disse o P. Lombardi.
O porta-voz da Santa Sé recordou o pedido similar que o Beato João Paulo II apresentou a Fidel Castro em relação ao Natal. Como conseqüência daquele pedido, o governo cubano restabeleceu o 25 de dezembro como feriado nacional. O Natal tinha sido eliminado do calendário depois do triunfo da revolução.
“É obvio que isto algo que fica em mãos das autoridades cubanas, e esperamos uma resposta em um futuro não muito longínquo”, disse Pe. Lombardi.
Durante o encontro com Raúl Castro, o Presidente deu de presente ao Papa “uma bela escultura em madeira de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, e o Santo Padre por sua parte deu de presente uma cópia facsimile de um volume antigo da Biblioteca Vaticano que é a tradução latina da Geografia de Ptolomeu, que inclui enriquecimentos cartográficos desde 1400 e a última atualização inclui um mapa do mundo de 1530 no qual já aparece o continente americano e está assinalada a ilha de Cuba”.
Fonte: ACI Digital

terça-feira, 27 de março de 2012

Bento XVI em Cuba

SANTIAGO DE CUBA, 26 Mar. 12 / 10:59 pm (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir a solene Missa pelo 400 aniversário do encontro da imagem da Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, o Papa Bento XVI convidou os cubanos a lutar “com as armas da paz, o perdão e a compreensão”, para “construir uma sociedade aberta e renovada” e alentou as famílias a “acolher a vida humana, especialmente a mais indefesa e necessitada”.

“Amados irmãos, sob o olhar da Virgem da Caridade do Cobre, desejo fazer um apelo a que deis novo vigor à vossa fé, vivais de Cristo e para Cristo, e luteis com as armas da paz, do perdão e da compreensão para construir uma sociedade aberta e renovada, uma sociedade melhor, mais digna do homem, que manifeste melhor a bondade de Deus”, afirmou o Papa diante de mais de 250.000 cubanos reunidos na Praça Antonio Maceo de Santiago.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bento XVI no México


León, 26 Mar. 12 / 12:29 pm (ACI)

Durante uma multitudinaria serenata nos subúrbios do Colégio de Miraflores onde se hospeda em León (México), o Papa Bento XVI rompeu o protocolo para saudar a multidão e improvisar uma breve mensagem na que agradeceu todo o carinho recebido nestes dias e assegurou que já sabe o que é sentir-se um “Papa mexicano”.
Ao seu regresso da Catedral de León, onde presidiu as Vésperas diante de centenas de bispos vindos de toda a América Latina, o Papa tinha previsto descansar antes da cerimônia de despedida de amanhã segunda-feira no aeroporto de Silao.
Entretanto, nos arredores da hospedagem papal a multidão não parecia disposta a deixá-lo ir. Milhares de mexicanos faziam coros e vivas, enquanto um grupo mariachi entoava alegres melodias mexicanas tradicionais para o Santo Padre.
Em meio desta festa e quando entoavam o popular “Cielito lindo”, o Pontífice saiu da casa para saudar os pressente, recebeu das mãos de uma jovem mariachi um chapéu típico mexicano de cor branca, e o exibiu por vários minutos enquanto recebeu a saudação dos músicos e improvisou umas palavras em italiano que foram traduzidas pelo Núncio Apostólico no México, Dom Christophe Pierre.
“Muitíssimo obrigado por este entusiasmo. Nunca, nunca, fui recebido com tanto entusiasmo”, afirmou o Papa. “Devo dizer que o México vai permanecer sempre em meu coração”.
“Agora posso entender por que o Papa João Paulo II dizia ‘agora me sinto um Papa mexicano’”, acrescentou o Papa ante a ovação da emocionada multidão.
“Queridos amigos eu me sinto muito bem com vocês, mas devem entender que tenho outra viagem a Cuba, porém me retiro dando-lhes minha bênção”, e após a bênção em latim, despediu-se com a saudação em espanhol “¡Buenas Noches!”.

Anunciação do Senhor

Ícone da anunciação do Senhor

domingo, 25 de março de 2012

Bento XVI reza perante imagem da Virgem de Guadalupe no seu segundo dia no México

León, 24 Mar. 12 / 08:33 pm (ACI)

Durante seu segundo dia no México, o Papa Bento XVI dedicou uns minutos a orar diante da imagem da Virgem do Guadalupe no Colégio de Miraflores, onde se aloja e onde celebrou uma Missa privada ante um grupo de religiosas.