segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Atentado à Igreja Católica no Iraque

   
      Segue abaixo notícias de um atentado contra uma Igreja Católica no Iraque, pela agência de notícias ZENIT. Esta notícia nos deve nos unir em oração pela Igreja que sofre muito no Iraque, e em toda a região do Oriente Médio. Lembremos que, a poucos dias, encerrou-se o sínodo para a Igreja no oriente médio, em Roma, onde foi refletido, juntamente com o Papa Bento XVI, sobre a situação dos cristãos nesta região.

      "CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Concluiu com a morte de ao menos sete sequestrados a libertação da catedral católica síria de Bagdá, que tinha sido tomada este domingo por um comando terrorista.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de perto a evolução da situação".

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eleições presidências



      Importante discurso do Papa Bento XVI  a alguns bispos brasileiros em visita ad limina. Os trechos em negritos são nossos.


Amados Irmãos no Episcopado,
        «Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
      Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
      Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
      Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
      Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
      Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
    Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
      Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entrevista sobre Susam Boyle e o Aborto

    
      Acompanhe esta providencial reportagem da autobiografia de Susam Boyle, pela agência de notícia ACI:
      "LONDRES, 25 Out. 10 / 05:37 pm (ACI).- Em sua nova autobiografia, a cantora Susan Boyle revelou que está viva graças à fé católica de sua mãe, que se negou a submeter-se a um aborto quando os médicos disseram que sua filha podia nascer com sérias complicações físicas.
Conforme recolhe o site ReligionenLibertad.com, no livro "The Woman I Was Born To Be" Boyle sustenta que os médicos recomendaram o aborto "à sua mãe Bridget Boyle, que tinha outros oito filhos, porque temiam que houvesse complicações físicas (…) Sua mãe rejeitou o conselho como ‘impensável’ dado que ela era ‘uma católica devota’".
      "Susan Boyle nasceu de emergência por cesárea. Os médicos não felicitaram Bridget com um ‘felicidades, tem você uma bebê preciosa’, mas sim, explica a biografia, assumiram uma atitude desdenhosa para a pequena Susan, suspeitando que pudesse ter tido dano cerebral devido a uma falta de oxigênio", indica o livro.
      Disseram a Bridget Boyle que aceitasse "que a menina não alcançaria muito na vida".
"Estou segura que eles tinham a melhores intenções, mas não acredito que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro. O que eles não sabiam era que eu sou uma pessoa lutadora, e toda minha vida estive tentando provar que estavam equivocados", afirma Susan no livro.
      Aos 49 anos de idade, Susan Boyle se converteu em fonte de inspiração para milhões de pessoas em todo mundo quando em abril de 2009 se destacou no concurso "Britain´s Got Talent". Recentemente cantou diante do Papa Bento XVI em Glasgow. Seu primeiro álbum vendeu nove milhões de cópias em seis semanas e foi o mais vendido do ano na Grã-Bretanha.

domingo, 24 de outubro de 2010

Abertura do Movimento da Transfiguração em Brasília

      Neste sábado, 23 de outubro, realizamos a reunião de abertura do Movimento da Transfiguração na paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Brasília (cidade satélite do Gama). Na reunião, tive a oportunidade de apresentar o Movimento e aplicar o primeiro texto do evangelho de Lucas, fazendo uma Lectio Divina comunitária (característica do Movimento) com o texto da Transfiguração do Senhor. Nesta reunião ficou decidido que um grupo do Movimento seria de jovens e outro de adultos.
      Queremos agradecer de forma especial ao Pe. Gregório, pároco, pela sua abertura ao Movimento; e ao Pe. Isaías por toda força e apoio para que o Movimento pudesse se instalar na paróquia Nossa Senhora de Fátima.
      Seguem abaixo as fotos:








sábado, 23 de outubro de 2010

Igreja da China

     
      Nesta postagem colocamos uma recente entrevista com o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, de Hong Kong, feita pela agência de notícia Zenit, onde ele fala da realidade da Igreja da China. Que através deste maior conhecimento da realidade, possamos rezar por esta igreja que sofre e não cairmos na tentação de fechar os nossos olhos para valores fundamentais – como a liberdade – quando vemos a prosperidade econômica.

ZENIT: Qual é o requisito para um verdadeiro desenvolvimento humano na China?

Cardeal Zen: Para que o desenvolvimento seja verdadeiro, deve ser integral e completo. E a Igreja Católica pode ajudar no aspecto espiritual. Infelizmente, há muitas pessoas que pensam no desenvolvimento só no sentido de um progresso econômico e tecnológico. Isso não é suficiente.
Eu creio que, no âmbito espiritual, são muitos, e não só os católicos, os que podem contribuir. Penso que por exemplo no confucionismo, que é um patrmônio muito precioso do povo chinês. Mas certamente somos nós, os católicos e os cristãos em geral, que temos Jesus Cristo como modelo real de perfeição humana.

ZENIT: O cristianismo tem muito êxito na China continental hoje?

Cardeal Zen: A situação é um pouco mais tranquila para as famílias católicas que querem batizar seus filhos. Antes estava proibido. Era necessário ter cumprido os 18 anos. Mas agora é possível batizar os filhos, é algo bom.

A respeito do êxito entre as pessoas, certamente há. Mas não saberia até que ponto. Não há informações detalhadas. Mas sobretudo é entre os estudantes universitários e os intelectuais. Eles entram em contato com a doutrina cristã através da cultura ocidental. E estão muito interessados. Sei que também há intercâmbios acadêmicos entre o Ocidente e a China, um aspecto muito prometedor.

ZENIT: O regime tenta controlar esses êxitos?

Cardeal Zen: É muito curioso que no âmbito acadêmico exista uma liberdade muito maior. Aos sacerdotes não está permitido pregar, enquanto que se permitem os intercâmbios acadêmicos.

ZENIT: Mas um dia o regime perderá o controle sobre esses intelectuais, não?

Cardeal Zen: Na verdade já perdeu.

ZENIT: Talvez seja esta a esperança para o futuro?

Cardeal Zen: Sim. Quando os estudantes chineses vêm a Hong Kong no âmbito de intercâmbios, por exemplo, convidam-me, e eu posso ir com eles sem nenhuma objeção, porque estamos realmente no âmbito acadêmico.

ZENIT: Recentemente o senhor alertou de novo contra o paternalismo da Associação Patriótica. Por quê?

Cardeal Zen: A Associação Patriótica, sobretudo no âmbito nacional, é muito forte. Os bispos não têm nem voz nem voto. Isso, obviamente, deve-se ao fato de que o governo usa a Associação Patriótica para controlar a Igreja.

Liu Bainian, vice-presidente da Associação, representa o governo e mantém a Igreja e os bispos sob seu controle. Depois de tantos anos, foram-lhe dadas grandes vantagens para se assegurar de que as ideias não mudem. No âmbito local, a situação é muito diferente, porque em alguns lugares os poderes do bispo superam os da Associação.

Mas é evidente que a situação não está encaminhada para o bem do país, porque todos sabem que a Igreja na realidade não é livre. O governo chinês não é respeitado e se vê que a liberdade não existe.

Infelizmente, a Associação tem muitos amigos no governo. É difícil que este seja capaz de eliminá-la. Por nossa parte, temos uma necessidade extrema de uma decisão, porque se a Associação for mantida, ninguém dentro nem fora da China acreditará que existe uma verdadeira liberdade religiosa.

ZENIT: Melhorou a situação a respeito da ordenação dos bispos e da cooperação entre China e Vaticano?

Cardeal Zen: Os progressos alcançados neste último período limitam-se ao fato de que não houve ordenações ilegítimas nos últimos meses. Mas é verdadeiramente um bem? Eu duvido, porque o que significa que um bispo seja aceito por ambas as partes, pelo governo chinês e pela Santa Sé?

Existem muitas possibilidades. Uma possibilidade – que é a que nós queríamos – é que o Santo Padre escolha os bispos e que o governo chinês dê o seu consentimento. Isso seria o ideal. Mas é o caso? Não.

Vemos que frequentemente é o governo que elege o bispo. Talvez não seja o melhor, mas a Santa Sé diz: “nessa outra diocese, queremos este bispo, e se vocês aceitarem, nós aceitaremos o outro”. Portanto é uma troca. Às vezes se obtêm mais vantagens, outras vezes menos.

Já outras vezes se fazem concessões, algo muito perigoso. Certamente não é verdade que o governo chinês aceite de bom grado todos os candidatos da Santa Sé.

ZENIT: Quanto se terá de esperar até que a Santa Sé e Pequim estabeleçam relações diplomáticas?

Cardeal Zen: Na realidade todos os comentaristas consideram este fato pouco provável, já que no momento atual Pequim e Taiwan têm melhores relações. Portanto, em certo sentido, Pequim consente a Taipei manter relações diplomáticas com diversos países pequenos, entre eles a Santa Sé.

Se Pequim aceitasse estabelecer relações diplomáticas com o Vaticano, este se veria obrigado a abandonar Taiwan e, portanto, indiretamente, Pequim ofenderia Taiwan. Por isso, ninguém pressiona para acelerar a abertura das relações diplomáticas. Mas esta não é uma questão central. Inclusive na falta de relações diplomáticas, a melhoria e a normalização da situação já é algo bom.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Novos Cardeais


O Papa Bento XVI anunciou a criação de 24 cardeais, dos quais 20 são eleitores por ter idade abaixo dos 80 anos; estes, em eventual conclave, poderão eleger um novo Papa.Veja a lista abaixo, na qual há um brasileiro: 
 - Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (Brasil);
 -Dom Angelo Amato, S.D.B., Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos;
- S.B. Antonios Naguib, Patriarca de Alexandria dos Coptos (Egito);
- Dom Robert Sarah, Presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum";
- Dom Francesco Monterisi, Arcipreste da basílica papal de São Paulo Fora dos Muros;
- Dom Fortunato Baldoli, Penitenciário Maior;
- Dom Raymond Leo Burke, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica;
- Dom Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos;
- Dom Paolo Sardi, Vice Camarlengo da Santa Igreja Romana;
- Dom Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero;
- Dom Velasio De Paolis, C.S., Presidente da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé;
- Dom Gianfranco Ravasi, Presidente do Conselho Pontifício para a Cultura;
- Dom Medardo Joseph Mazombwe, arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia);
- Dom Raúl Eduardo Vela Chiriboga, arcebispo emérito de Quito (Equador);
- Dom Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo);
- Dom Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (Itália);
- Dom Donald William Wuerl, arcebispo de Washington (Estados Unidos);
- Dom Kazimierz Nycz, arcebispo de Varsóvia (Polônia);
- Dom Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don, arcebispo de Colombo (Sri Lanka);
- Dom Reinhard Marx, arcebispo de München und Freising (Alemanha).
Além destes, o Papa elevou à dignidade cardenalícia 4 bispos que "se distinguiram por sua generosidade e dedicação no serviço à Igreja":
- Dom José Manuel Estepa Llaurens, arcebispo Ordinário Militar emérito (Espanha);
- Dom Elio Sgreccia, anterior Presidente da Academia Pontifícia para a Vida (Itália);
- Dom Walter Brandmüller, anterior Presidente do Comitê Pontifício de Ciências Históricas (Alemanha);
- Dom Domenico Bartolucci, anterior Maestro Diretor da Capela Musical Pontifícia (Itália).



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleição presidencial

 


      Assisti à entrevista da candidata a presidência pelo o PT, Dilma Rousseff, no Jornal Nacional, da Globo. Desejo, nesta postagem, comentar sobre a sua resposta em relação ao aborto, que ocupou mais da metade de sua entrevista com duração total de 11 minutos.
      A primeira coisa que me chamou atenção foi que, segundo Dilma, o aborto é uma violência à mulher, que deve ser evitada. Ela seguiu este raciocínio o tempo da sua entrevista, em nenhum momento referindo-se a vida que a mulher carrega no seu ser. A grande pergunta que fica é: para ela, a vida que ela carrega faz parte do corpo da mãe? Não é uma vida por si mesmo? A vida para nós que cremos é um dom de Deus.
      No momento da concepção é gerado um novo DNA e, por isso, é um ser distinto da mãe, que é assassinado em um aborto voluntário. Sabemos que o aborto comporta uma violência para com a mulher, mas antes disso, é um homicídio para com a nova vida gerada. Acreditamos que o estado deve sempre defender o mais fraco e o inocente que, neste caso, é a vida gerada.
      Outro ponto fundamental na sua entrevista é que as mulheres que cometem aborto não devem ser punidas. Isto é descriminalização do aborto!  Será como o “Jogo do bicho”, que é proibido, mas não pode ser punido. Encontramos nos lugares públicos e até nas lotéricas: prestadoras de serviço da Caixa Econômica Federal, um banco público.
      Dilma disse que a lei não precisa ser mudada. Sem a mudança da lei, quem comete aborto no Brasil fora do que a lei permite – estupro e risco de vida – está cometendo crime e, por isso, terá de responder perante a justiça. Existe um forte contradição na sua proposta!
       Sobre a questão de falar sobre o aborto como questão de saúde pública, esta é outra forma de mudar a lei vigente no país, porque, segundo esta lei, o aborto é, antes de tudo, uma questão de justiça, e só suas consequências são questões ligadas à saúde. 
      No momento em que a consequência do aborto for tratada como saúde publica, tornamos todos os médicos e profissionais de saúde obrigados a realizar o aborto, sob pena de responder por omissão de socorro, podendo perder o seu emprego ou até ser preso. Essa seria só uma das consequências desta “forma” de política pública.
       Depois de tudo isso, posso concluir que, apesar de todo o discurso mudado e dos termos usados em relação ao aborto, continuamos diante de uma candidatura e um plano partidário favorável ao avanço da legalização do aborto no Brasil.