quinta-feira, 31 de março de 2011

Retiro do Movimento da Transfiguração em Natal e Fortaleza


Durante os dias 31 de março a 10 de abril estarei viajando para as cidades de Natal e Fortaleza, onde acontecerão os retiros do Movimento. O primeiro retiro será em Natal, dos dias 1 a 3 de abril. O segundo será em Fortaleza, nos dias 8 a 10 de abril. Esses retiros - sobretudo por ser no tempo da Quaresma -serão um momento de renovação da nossa vivência quaresmal, através da espiritualidade do Movimento da Transfiguração, para ajudar na preparação de seus membros para a grande celebração da Páscoa do Senhor.
Este ano, a Quaresma tem como tema principal a preparação para o Batismo, como temos acompanhado em todos os domingos, especialmente, no terceiro domingo da Quaresma, com a Samaritana. Neste quarto domingo, acompanharemos também com a cura do cego de nascença e, por fim, no quinto domingo, a ressurreição de Lázaro. Em todos esses textos, existe um tema central: o Batismo.
Para nós, que já somos batizados, esta Quaresma possibilita uma renovação da nossa vivência batismal para que ela seja vivida de forma plena. Podemos dizer que no batismo recebemos a nossa filiação divina e se, com nossa vida, nos abrirmos para que este dom recebido possa desabrochar, teremos a experiência de nos transfigurarmos, porque a transfiguração é, na verdade, a filiação divina de Jesus que se torna perceptível aos seus discípulos, no monte Tabor. Por isso, quando vivemos plenamente o nosso batismo, somos transfigurados em Cristo.
Nesses dias também terei oportunidade de fazer alguns contatos, com alguns bispos e padres, apresentando o Movimento da Transfiguração, para que ele possa ser mais conhecido e, desta forma, prestar um grande serviço a Igreja.
Por isso, peço a todos a oração para que esses dias produzam bastantes frutos naqueles que farão os retiros e que os contatos possam ajudar no serviço da Igreja.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Papa abraça novo arcebispo greco-católico da Ucrânia

 Bento XVI saudou hoje, ao final da audiência geral, o arcebispo maior de Kiev e novo líder da Igreja greco-católica da Ucrânia, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, cuja entronização suscitou esperanças ecumênicas.
Durante a saudação em diversos idiomas, na praça de São Pedro, o Papa se dirigiu em ucraniano ao novo prelado, de apenas 40 anos, e que tomou posse no dia 27 de março.
“Asseguro minha constante oração para que a Santíssima Trindade conceda abundância de bens, confirmando na paz e na concórdia a amada nação ucraniana”, disse o Papa ao prelado.
Depois, em italiano, o Papa se dirigiu a Shevchuk, recordando-lhe que “o Senhor o chamou ao serviço e à guia desta nobre Igreja, parte daquele povo que há mais de mil anos recebeu o Batismo em Kiev”.
“Estou seguro de que, iluminado pela ação do Espírito Santo, presidirá sua Igreja guiando-a na fé em Cristo Jesus segundo sua própria tradição e espiritualidade, em comunhão com a Sé de Pedro, que é vínculo visível desta unidade pela qual tantos filhos não duvidaram em oferecer inclusive sua própria vida.”
Por último, o Papa enviou uma “agradecida recordação” ao predecessor do novo arcebispo, o cardeal Lubomyr Husar.
O novo arcebispo, que até agora atendia os fiéis desta Igreja ‘sui iuris’ na Argentina, foi eleito pelo Sínodo da Igreja greco-católica da Ucrânia no dia 23 de março e recebeu a comunhão eclesial do Papa no dia 25 de março.
Na sua entronização, dia 27 de março, ele pôde abraçar os bispos das três Igrejas ortodoxas da Ucrânia.
Como representante do patriarcado ortodoxo de Moscou, participou Hilary de Makariv, vigário da diocese de Kiev. A Igreja ortodoxa ucraniana (patriarcado de Kiev) foi representada por seu primaz, Filarete.
O metropolita Vladimir, cabeça da Igreja ortodoxa ucraniana, dependente do patriarcado de Moscou, escreveu uma carta de felicitação a Dom Shevchuk. Ele afirma que espera que em seu ministério se desenvolvam fraternas relações entre as duas Igrejas e que “o período difícil de nossa relação fique no passado

Fonte: ZENIT

terça-feira, 29 de março de 2011

Mulher escreverá Via Sacra do coliseu na sexta-feira santa

O Escritório de Imprensa da Santa Sé anunciou hoje que o Papa Bento XVI escolheu a Presidenta da Federação de Freiras Agostinianas, a Madre Maria Rita Piccione, como encarregada de escrever as meditações da Via Sacra no Coliseu na sexta-feira Santa, é a primeira vez que esta missão é confiada a uma mulher nestes quase seis anos de pontificado.
O Via Crucis é celebrado anualmente no monumento romano do Coliseu na noite da Sexta-feira Santa e está sempre presidida pelo Pontífice. O ano passado, o Papa escolheu o Vigário Emérito da diocese de Roma, o Cardeal Camillo Ruini, enquanto que em 2008 escolheu o Arcebispo de Guwahati, Índia, Dom Thomas Menamparampil.
Na última Semana Santa celebrada por João Paulo II, no ano 2005, o encarregado de escrever as meditações foi o próprio Joseph Ratzinger, que seria elevado ao Pontificado como Bento XVI poucas semanas depois do falecimento do Papa peregrino.
Por outra parte, as imagens que acompanharão este ano as diferentes estações no livro da celebração e na transmissão televisiva serão também desenhadas por uma mulher, uma religiosa da Ordem agostiniana, Irmã Elena Magnanelli, que reside em um Monastério de Sena

Fonte: ACI digital

segunda-feira, 28 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos -5ª parte - O Pluvial

O papa Bento XVI, com pluvial sobre a alva, cíngulo e estola; observa-se ainda as pontas do pluvial sendo seguradas pelos diáconos-assistentes
O pluvial é um manto amplo, aberto à frente que os clérigos usam em algumas circunstâncias. Podemos dizer que os sacerdotes usam o pluvial em celebrações fora da missa e em procissões extraordinárias. .
Uso em procissões dentro da missa
Um dos usos do pluvial mais conhecidos é durante a celebração da missa em certas circunstâncias:
• Procissão de domingo de Ramos;
• Início da Celebração da Vigília Pascal;
• Procissão de Corpus Christi;
• Procissão na festa da Apresentação do Senhor;
• entre outros.
Nestas circunstâncias, o sacerdote inicia a celebração fora da igreja onde se celebra, com pluvial, este é usado durante toda a procissão, para a incensação do altar no momento que chega. Só então o sacerdote, retirando o pluvial reveste-se com a casula. Ou, no caso de Corpus Christi, celebra a missa toda usando casula, a depõe e reveste-se com o pluvial para a procissão. Nestas circunstâncias, o pluvial é da cor da missa que se celebra (na falta de um pluvial desta cor, usa-se branco). Na falta do pluvial, o padre usa casula em seu lugar.


domingo, 27 de março de 2011

O sentido da Quaresma

Esse texto é uma homilia de um grande amigo nosso - Pe. Emílio Cesar, da Arquidiocese de Fortaleza/CE - sobre sentido da Quaresma.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Caros irmãos e irmãs em Cristo,

Iniciamos o tempo da Quaresma que tem por objetivo principal preparar a Páscoa. A Igreja toda se prepara para celebrar a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor através destes “quarenta dias” (quadragésima daí a palavra quaresma). Os adultos que já estavam se preparando para o batismo há um longo tempo (1, 2, 3... anos) vivem estes últimos dias como num grande retiro que os conduz a diversos graus de iniciação que culminará na vigília pascal com o batismo. Os fiéis (já batizados) aproveitam a quaresma para lembrar e renovar a maior graça que receberam em vida, o batismo, e para se preparar pela penitência para celebrar a morte e ressurreição de Jesus .
Para entender melhor este tempo litúrgico e suas implicações para nossa vida e comunidade é importante conhecer um pouco da sua história .
A celebração da Páscoa, nos três primeiros séculos, reduzia-se a um jejum realizado nos dois dias anteriores. A comunidade cristã vivia tão intensamente, até o testemunho do martírio (era tempo de perseguição), que não sentia necessidade de um período para renovar a conversão já acontecida com o batismo. A alegria da celebração pascal, porém, era prolongada por cinquenta dias (Pentecostes).
O imperador Constantino no ano 313 publicou um edito que declarava que o Império Romano seria neutro em relação ao credo religioso . Na prática, isso implicou no fim da perseguição oficial realizada especialmente contra o cristianismo. Em 380, outro imperador, Teodósio, tornou o cristianismo a religião oficial do Estado. Ser cristão começou a se tornar fácil e, pior ainda, um status. Muitos começaram a se “converter” ao cristianismo com o objetivo de ganhar os favores dos governantes. A partir de então, começou-se a sentir necessidade de um período que ajudasse a exortar os féis sobre a necessidade de uma maior coerência com o batismo
Para ler este texto completo, clique aqui.

sábado, 26 de março de 2011

Terceiro domingo da Quaresma - ano A

No terceiro domingo da Quaresma, o evangelho proclamado é a passagem da Samaritana (Jo 4). A Samaritana, no diálogo com Jesus (que nós chamamos oração) e escutando a sua Palavra, percebe com clareza o seu pecado. Foi isso que lhe possibilitou ter uma experiência de fé. Sem o reconhecimento do nosso pecado, na escuta orante da Palavra de Deus, que é “mais penetrante do que uma espada de dois gumes” (Heb 4,12), o reconhecimento dos nossos erros não produz frutos de autêntica conversão.
O que desejo para cada um de nós nesse tempo de Quaresma é um encontro com Jesus mediado por sua Palavra, que nos leve ao reconhecimento do nosso pecado e suscite a fé no nosso coração. Essa fé, nascida do encontro com Jesus, produzirá frutos de conversão verdadeira.
Desta forma o exemplo da samaritana deve nos motivar a fazermos, nesta semana,  uma revisão de vida e buscarmos um sacerdote para fazermos uma boa confissão, em preparação para celebrarmos a Páscoa.
Vejamos o que o Papa Bento XVI diz sobre o evangelho da Samaritana, na sua mensagem para a Quaresma deste ano:
“O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.”
Juntos, com toda Igreja rezemos: “Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

Video da chegada do novo Arcebispo de Salvador - Dom Murilo Krieger