terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pe. Carl Lampert: mártir do nazismo


ROMA, segunda-feira, 14 de novembro de 2011(ZENIT.org) - A igreja austríaca tem um novo Beato:é o sacerdote e mártir Carl Lampert, vítima da crueldade nazista. Acusado de espionagem, foi capturado pelo SS e decapitado em Halle sur Saale, na Saxônia, em 13 de novembro de 1944.
Durante o Ângelus de domingo, Bento XVI recordou a figura do padre Lampert em sua saudação aos peregrinos de língua alemã. No "período negro do nacional-socialismo", ele foi capaz de ver "claramente o significado das palavras de São Paulo: Não somos da noite e nem das trevas (1Tes,5,5)", disse o Papa.
O Santo Padre citou uma frase emblemática do mártir austríaco que, durante um interrogatório que poderia levá-lo à liberdade, testemunhou com convicção: "Eu amo a minha igreja.Continuo fiel à ela e também ao sacerdócio.Eu sou de Cristo e amo a sua Igreja".
Carl Lampert nasceu em Gofis, Vorarlberg, dia 9 de janeiro de 1894. Estudou no seminário de Bressanone e foi ordenado sacerdote na mesma cidade em 1918. Após 12 de serviço pastoral em Dornbirn, foi enviado pelo seu bispo a Roma para estudar direito canônico. Ele voltou para Innsbruck em 1938, ano em que a Áustria foi anexada à Alemanha nazista. Um ano mais tarde Lampert assumiu o cargo de vigário-geral do bispo em Innsbruck.
Após o início da guerra o padre, corajosamente, começou a denunciar a opressão nazista contra a Igreja, a partir do desmantelamento de um mosteiro em Insbruck, e de uma queixa à nunciatura de interferência governamental na igreja.
Pouco tempo depois padre Lamper denunciou a captura e o martírio de padre Otto Neururer (também beatificado, em 1996 por João Paulo II). Por este motivo Lamper foi preso três vezes e levado para o campo de concentração em Dachau e Sachsenhausen, onde foi costurado na bandeira dos presos políticos.
Liberado em agosto de 1940, o vigário foi exilado em Pomerania, constantemente monitorado pelo serviço secreto nazista. O seu destino foi selado durante uma transferência para Zinnowitz, perto de Stettino:a paróquia designada à Padre Lamper, era perto do centro de produção de mísseis V1 e V2 de Peenemunde, onde o SS poderia facilmente espiá-lo, descobrindo a propaganda anti-nazista que o sacerdote difundia entre seus paroquianos.
Ele foi preso por ter revelado informações sobre a produção de armas na ilha de Usedom e condenado a morte por decapitação.
Pouco antes de morrer Lamper escreveu: "Os meus pensamentos flutuam e são furiosos e querem romper o invólucro do meu corpo prisioneiro. Não é sempre fácil prosseguir, com todo este estado de espírito revolto, especialmente em determinados dias de lembranças, e o coração humano, radicado e crescido com mil raízes humanas, sempre se agita e sangra como dilacerado". A sentença foi executada em 13 de novembro de 1944.
A cerimônia de beatificação, realizada em Dornbirn, foi presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
Para promover culto do novo beato, foram construídos painéis que a partir de setembro, serão exibidos nas principais paróquias de Vorarlberg.

domingo, 13 de novembro de 2011

Os dons do Espírito Santo VII :O Dom da Sabedoria



“Eu e o Pai somos um”
O dom da sabedoria é o dom contemplativo por excelência, e nos concede experimentar o sabor da comunhão com Deus. A raiz latina da palavra sabedoria nos revela que este dom nos possibilita ter uma forma de conhecimento saboroso do mistério de Deus. Como diz o salmista: “provai e vede como o Senhor é bom”.
Jesus, aquele que é o messias e no qual o Espírito Santo repousa, viveu este dom de forma plena, como vemos na oração sacerdotal, do evangelho de João: “tudo que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu” (Jo 17, 10). Isso revela a unidade profunda existente entre Jesus e o Pai.
Jesus, através do seu nascimento, morte e ressurreição, no introduz nessa comunhão de amor que é a Trindade. O dom da sabedoria é a vivência mais plena desta comunhão. Vejamos ainda o que Jesus diz, na oração sacerdotal, sobre nossa comunhão com Deus através dele: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste como amaste a mim.” (Jo 17, 21-23).
O dom da sabedoria nos introduz no relacionamento místico e contemplativo com Deus naquilo que Ele é em si mesmo. O dom do entendimento nos revela como Deus age, nos introduzindo na “lógica” de Deus e de suas ações. O dom da ciência nos revela a relação entre as criaturas e Deus e, assim, nos mostra o valor de todas as coisas perante Ele.
Assim, o dom da sabedoria nos revela o mistério de Deus na comunhão de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo e o que é próprio de cada Pessoa na relação da Santíssima Trindade. Por isso, ele é o maior de todos os dons.
Aqueles que vivenciam este dom já experimentam na terra algo que é próprio dos bem-aventurados no céu. É por esse motivo que o nome deste dom é sabedoria: porque ele nos concede uma forma de conhecimento saboroso de Deus, que é próprio daqueles que já vivem a felicidade no céu.
Para todos os dons do Espírito Santo temos colocado um santo como referência. Neste dom, que é o mais excelente de todos, a referência é a Virgem Maria, que foi plenamente envolvida pelo mistério maior de Deus que é a Santíssima Trindade. Ela é a filha amada e escolhida do Pai, a mãe do Filho de Deus, e a esposa do Espírito Santo.
A Virgem Maria teve no seu ventre a Sabedoria encarnada: o próprio Jesus. Ela o acompanhou e conheceu de uma forma que nenhuma outra criatura, nem do céu e nem da terra, pode conhecer. Por isso ela é a “Sede da sabedoria”.
Para receber este dom, que é o mais sublime, precisamos pedir com insistência ao Espírito Santo, pela intercessão da Virgem Maria. E o exercício que devemos fazer para nos disponibilizar para receber este dom é a vivência dos outros seis dons do Espírito Santo:
  • Os que nos introduzem na vida cristã de forma mais plena: o dom do temor de Deus e o dom de piedade;
  • Os dons ligados à vida ativa: dons de conselho e fortaleza;
  • Os dons da vida contemplativa: ciência, entendimento e sabedoria.
Para ler sobre os dons acima citados, clique abaixo:
Os Dons do Espírito Santo - dom do Temor de Deus
Os Dons do Espírito Santo - dom da Piedade
Os Dons do Espírito Santo - dom do Conselho
Os Dons do Espírito Santo - dom da Fortaleza
Os Dons do Espírito Santo - dom de Ciência
Os Dons do Espírito Santo - dom do Entendimento
Os Dons do Espírito Santo - dom da Sabedoria

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Freiras Anglicanas recebidas na Igreja Católica

A Arquidiocese de Baltimore acrescentou uma nova ordem religiosa feminina nesta terça-feira, sua primeira em décadas e que começou como uma comunidade anglicana.
As Irmãs de Todos os Santos dos Pobres (All Saints' Sisters of the Poor) deixaram a Igreja Episcopal para a Igreja Católica Romana há dois anos. Por um decreto do Vaticano elas já formam um priorado oficial diocesano (sic),ou ordem, a mesma designação feita pelas Irmãs da Escola de Notre Dame ou Filhas da Caridade.
"Nós sentimos que marcamos a história", disse a madre Christina Christie, líder da comunidade e freira desde 1966.Ontem, Dia de Todos os Santos, na Basílica do Santuário Nacional da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, todos os 10 membros do convento Catonsville individualmente professaram os votos de pobreza, castidade e obediência "para o resto da minha vida neste mundo" . Então, cada um assinou a sua profissão no altar antes de quase duas dezenas de padres e bispos.
O Arcebispo Edwin F. O'Brien escolheu 01 de novembro, dia patronal das irmãs, para receber oficialmente a comunidade para a arquidiocese."Este é um grande dia e um grande presente para a igreja em Baltimore", disse O'Brien à congregação. "Poucos bispos tiveram essa oportunidade."
As irmãs e seu capelão, que foi ordenado padre católico em junho, se sentiam "caminhando cada vez mais distantes da estrada mais liberal em que a Igreja Episcopal está viajando", disse Christie. Um dos fatores que consideraram em sua decisão de deixar a fé [anglicana] foi a decisão dos líderes da Igreja Episcopal para sancionar a ordenação de homens e mulheres homossexuais.
Várias vezes durante a missa, O'Brien elogiou a "longa jornada de fé," que ele disse," não foi sem sofrimento. "Freiras de várias ordens diferentes na arquidiocese compareceram ao serviço para apoiar as suas novas irmãs.
"Estamos felizes depois de tantos anos de saber que elas estão se juntando a nós", disse a irmã Concetta Melton das Irmãs Oblatas da Providência, cujo convento é praticamente um vizinho de Todos os Santos.
Para a mais nova comunidade, será como sempre foi em suas vidas de oração e de serviço, disse Christie. Agora que elas são um instituto religiosa oficial, elas podem voltar a abrir o seu noviciado e acolher as novas candidatas a sua comunidade. Desde a sua mudança de denominação, elas recebem várias perguntas, disse ela.
"Nós não estamos esperando uma corrida louca para se juntar a nós", disse ela. "Mas vamos tomar aquelas que Deus nos envia".

Retirado do blog Blogonicvs