sexta-feira, 17 de junho de 2011

60º Aniversário de ordenação do Papa

Foto da ordenação de Bento XVI(a direita) e do seu irmão
Vaticano, 17 Jun. 11 / 11:24 am (ACI/EWTN Noticias)

O Prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, Cardeal Mauro Piacenza, alentou os bispos de todo o mundo a promover 60 horas de adoração eucarística pela santificação de todos os sacerdotes, pelas novas vocações e pelo Papa Bento XVI quem celebra o 60° aniversário de sua ordenação sacerdotal no próximo 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo.
O Santo Padre foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1951 junto com seu irmão, Mons. Georg Ratzinger, na Catedral de Freising (Alemanha).
Esta ocasião, escreve o Cardeal Piacenza, "é particularmente propícia para reunir-nos em torno ao Pontífice, para testemunhar toda nossa gratidão, nosso afeto e nossa comunhão pelo serviço que oferece a Deus e à Igreja, e sobre tudo por esse ‘fazer resplandecer a verdade sobre o mundo’, ao qual seu alto magistério continuamente exorta’".
No texto assinado também pelo Secretário da Congregação para o Clero, Arcebispo Celso Morga Iruzubieta, explica-se que as horas de adoração eucarística dedicadas a esta intenção podem ser contínuas ou podem ser distribuídas durante o mês de junho, e deve comprometer "de maneira particular os sacerdotes".
"O cume deste percurso de oração poderia coincidir com a Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus (Jornada de santificação sacerdotal), na próxima sexta-feira 1 de julho", acrescenta o Cardeal.
Com esta especial iniciativa, prossegue a carta, "o Pontífice poderia ser homenageado com uma extraordinária coroa de orações e de unidade sobrenatural, capaz de mostrar o centro real de nossa vida, do qual surge todo esforço missionário e pastoral, assim como o autêntico rosto da Igreja e seus sacerdotes".
Para estas 60 horas de adoração eucarística, a Congregação sugere a meditação de passagens bíblicas nas que aparece o Apóstolo São Pedro, o primeiro Papa, especialmente os capítulos 20 e 21 do Evangelho de São João onde o Senhor pergunta a Simão se o ama mais que os outros; e o capítulo 16 do Evangelho de São Mateus no qual Cristo lhe diz "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja".

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Dedicação da Igreja do Espírito Santo em Natividade-TO

Domingo de Pentecostes, dia 12 de junho, participamos da belíssima Dedicação da Igreja do Espírito Santo, na cidade de Natividade/TO, Diocese de Porto Nacional. A celebração foi presidida por D. Romualdo Matias Kujawski, bispo diocesano de Porto Nacional. Foi um momento muito marcante na vida de todos os presentes, especialmente pela beleza do rito em si, com seus diversos símbolos, que nos fizeram compreender a importância daquele lugar, que deixava de ser unicamente uma bela construção, para ser a casa de Deus no meio dos homens. Outro momento marcante da celebração foi a homilia do senhor Bispo, falando da ação do Espírito Santo na vida cristã e da importância daquele ato da Dedicação da Igreja.
A conclusão desta construção foi realizada por um casal, membro do Movimento da Transfiguração, chamado Natal Augusto e Ana Maria. Durante esses últimos três anos eles tiveram uma grande dedicação a esta obra. Abaixo podemos ver as fotos da construção e do rito da Dedicação.


Rito inicial realizado fora da Igreja

Na porta da Igreja foi realizado o rito de entrega das chaves pelo Sr. Natal Augusto ao Bispo, e este ao pároco, Pe. Pedro


Primeira leitura feita pelo Sr. Natal Augusto

Rito de consagração do Altar

Rito de consagração do Altar

Rito de consagração das doze cruzes das paredes da Igreja

Rito de incensação do Altar

Rito de acendimento das velas das paredes da Igreja, realizado pelo pároco, Pe. Pedro


Capela do Santíssimo Sacramento

Membros do Movimento da Transfiguração presentes no Rito de Dedicação da |Igreja do Espírito Santo, junto com Dom Romualdo

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Ícone da Santíssima Trindade

Os três anjos, perfeitamente iguais e todavia diferenciados, representam um só Deus em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
É próprio da Santíssima Trindade nem tanto diversificar, quanto ser una e indivisível, na sua essência e nas suas manifestações, embora na diversidade das Pessoas.
Conhecemos o Pai através do Filho: "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14,19).
Conhecemos o Filho através do Espírito: "Ninguém pode dizer Jesus Cristo é o Senhor, senão por meio do Espírito Santo"(1Cor 12,3).
Os cetros idênticos indicam a igualdade do poder do qual cada anjo é dotado. A diversidade é expressa através das cores das roupas, mas sobretudo pela atitude pessoal de cada um em relação aos outros.
No anjo da esquerda se reconhece a figura do Pai, no anjo central a do Filho e no anjo da direita a figura do Espírito Santo.

O PAI

O anjo da esquerda, o Pai, veste um manto lilás sobre uma túnica azul, símbolo da Sua divindade. O lilás é uma cor evanescente, quase transparente, sinal do mistério e da transcendência.
O seu manto cobre os seus dois ombros, ao contrário do Filho e do Espírito, porque Ele não é enviado, mas envia os outros. Este seu envio é indicado também pelo pé esquerdo, que parece estar iniciando um passo de dança, ao qual o Espírito, enviado no mundo depois do Filho, responde.
Tudo converge para ele, como para a fonte: os outros dois anjos, a rocha, a casa e a árvore. Está estático, reto, porque esta pessoa é origem de si mesma: é o sinal da majestade e a referência para os outros dois.
O gesto da mão e o olhar parecem confiar uma missão ao Filho que a acolhe, curvado, em sinal de consentimento. As Suas mãos não tocam a terra-altar, mas a abençoam com os dois dedos da mão direita levantados; Ele não está no mundo. A cabeça inclinada indica que Ele acolhe a oferta amorosa do Filho.

O FILHO

O anjo central, o Filho, traja a túnica ocre: a cor da terra, símbolo da sua natureza humana assumida na encarnação; o manto azul é sinal da natureza divina da qual se “vestiu” depois da sua vida na terra e cobre só um ombro, porque Ele é enviado pelo Pai. A estola amarela indica a missão vitoriosa do Cristo “sacerdote”, que se deu a si mesmo para a salvação do mundo e ressuscitou.
O seu corpo curvado e o olhar de Amor voltado para o Pai indicam a aceitação e a docilidade à vontade paterna. Está comunicando com o Pai a respeito da missão que cumpriu.
A sua mão direita, apoiada à terra-altar, é a mais próxima do cálice da oferta, porque ele é a oferta simbolizada pela cabeça do cordeiro. A mão reproduz o gesto de abençoar do Pai e o ato de apoiá-la à terra-altar indica a sua descida ao mundo através da encarnação; os dois dedos são o símbolo das suas duas naturezas: Ele é plenamente Deus e plenamente homem.

O ESPÍRITO SANTO

O anjo da direita, o Espírito Santo, traz sobre a túnica azul, símbolo da sua divindade, um manto verde-água: é a cor da vida, do crescimento e da fertilidade. No campo espiritual o verde é o símbolo da força vivificante do Espírito, que ressuscitou Cristo e comunicou ao mundo a plenitude do significado da Ressurreição.
É Ele quem dá a vida: o Espírito de Amor e da comunhão. Dos três, este é o anjo que tem a expressão mais reservada.
A sua figura é a mais curvada sobre a mesa, em atitude de escuta, de humildade e de docilidade. Revela-nos um aspecto novo do Amor, tipicamente feminino, que é também necessidade de ser acolhido, protegido, para ser fecundado.
A sua mão pendente sobre a terra-altar indica a direção da bênção: o mundo ao qual o Espírito dá vida e crescimento, fazendo germinar o cálice do sacrifício e o seu fruto.
O Espírito está participando profundamente do diálogo divino e está pronto para ser enviado ao mundo para continuar a obra do Filho.
O manto, apoiado sobre um dos seus ombros, e o pé, que está respondendo à dança iniciada pelo Pai, são símbolos do seu estar preparado para partir para cumprir a missão que lhe foi confiada: "Quando o Espírito vier, Ele vos guiará à verdade toda inteira... dirá tudo que já foi dito e lhes anunciará as coisas futuras" (Jo 16,13).
Todo o simbolismo iconográfico do ícone da Trindade nos mostra a tese eclesiológica fundamental: a Igreja é uma revelação do Pai no Filho e no Espírito Santo.

OS OUTROS ELEMENTOS

Atrás do Pai se vê a casa de Abraão, que se tornou templo, morada do pai e símbolo da Igreja, sua Filha, porque "corpo" de Cristo, segundo a teologia paulina.
O carvalho de Mambré se transforma na árvore da morte, da tentação de Adão, origem da queda da humanidade. Ela é também símbolo da vida: a cruz em que Cristo, o homem novo, pagou o resgate da humanidade.
A rocha-monte atrás do Espírito é, ao mesmo tempo, símbolo de proteção, de lugar "teofânico", isto é, lugar onde Deus se manifesta e símbolo da ascensão espiritual.
O vitelo ofertado por Sara numa bandeja se torna o cálice eucarístico.
O ouro, símbolo da luz divina: o fundo e as auréolas douradas são símbolo da luz divina, como o sol é fonte de toda luz e cor.
No ícone a luz não é natural mas espiritual: provém da graça recebida, por meio do Espírito, antes de tudo pelo iconógrafo, na contemplação do mistério que ele vai representar, depois por quem contempla o ícone com a mesma atitude de oração.

PERSPECTIVA INVERSA E ATITUDE NA FRENTE DO ÍCONE

Os ícones não são autônomos, mas são "escritos" em função da liturgia e concebidos para um espaço litúrgico: é uma mensagem de fé, um "lugar" de encontro com Deus, através daquilo que está representando.
Esse encontro acontece na oração, na medida em que o ícone, além de ser admirado, suscita em quem o está contemplando a experiência da qual nasceu.
Como em cada ícone oriental, os pontos de vista do artista e do admirador não coincidem. Nos ícones encontramos o sistema de perspectiva inversa que elimina a distância e a noção de profundidade, onde tudo desaparece no horizonte. O efeito, no ícone, é contrário: aproxima as pessoas em um primeiro plano contemplativo, facilitando a entrada de quem está olhando no coração da cena, na profundidade do mistério. Mostra que Deus está lá, que está em todo lugar.
A atitude justa frente a cada ícone é a oração e a contemplação, como diante de uma janela aberta para o transcendente.
Nunca se pode dizer que o ícone está acabado, o último toque toca a quem olha com atitude humilde de escuta da Palavra escrita.
O ícone é dialógico por natureza, porque nos convida a entrar em diálogo com o Mistério representado. Quem aceita o convite e entra nesse mistério, participa do banquete: o Pai, o Filho e o Espírito Santo querem viver com o homem o que vivenciam entre eles.
Gostaríamos de acolher o convite a sentar-nos a mesa com os Três, participar da conversa sagrada, captar e tornar nossa a troca de Amor e comunhão entre as três pessoas, aparentemente idênticas, mas distintas na própria missão.
Queremos assumir a mensagem deste ícone, que é a de Cristo de João 17,20-21: "Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste."
O Espírito é o Amor entre o Pai e o Filho, portanto, queremos nos tornar dóceis à sua ação, para viver a mesma comunhão de Amor que o Pai quer e o Filho opera por meio do Espírito.
"A comunhão dos cristãos tem por modelo, fonte e meta a mesma comunhão do Filho com o Pai no dom do Espírito." (ChL 18).
Fonte: Comunidade Missionária Villaregia: http://www.cmv.it/nuke/index.php

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domingo, 12 de junho de 2011

Seqüência da Missa de Pentecostes

Vinde, Espírito Santo e enviai do céu um raio de Vossa luz.
Vinde, Pai dos pobres, vinde, distribuidor dos bens, vinde luz dos corações.
Consolador ótimo, doce hóspede das almas e suave refrigério.
Nos trabalhos sois o repouso, no calor o frescor, nas lágrimas a consolação.

Ó luz beatíssima, inflamai o íntimo dos corações dos Vossos fiéis.
Sem a Vossa graça nada há no homem, nada de inocente.
Lavai o que é sórdido, regai o que é seco, sarai quem está ferido.
Dobrai o que é duro, abrasai o que é frio e reconduzi o desviado.

Concedei aos Vossos servos, que em Vós confiam, os sete dons sagrados.
Dai-lhes o mérito das virtudes, o êxito da salvação e a alegria perene. Amém.

sábado, 11 de junho de 2011

Oh vinde, Espírito Criador

Oh vinde, Espírito Criador,
as nossas almas visitai
e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.

Vós sois chamado o Intercessor,
do Deus excelso o dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor,
a unção divina e salutar.

Sois doador dos sete dons,
e sois poder na mão do Pai,
por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.

A nossa mente iluminai,
os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.

Nosso inimigo repeli,
e concedei-nos vossa paz;
se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.

Ao Pai e ao Filho Salvador
por vós possamos conhecer.
Que procedeis do seu amor
fazei-nos sempre firmes crer.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pentecostes Joanino (do evangelho de João)



A missa da solenidade de Pentecostes (próximo domingo) tem, na liturgia da palavra, leituras que marcam duas formas de ver o evento da vinda do Espírito Santo: na primeira leitura (At 2), a narração do Pentecostes nos Atos do Apóstolos, escrito por Lucas e que chamamos Pentecostes Lucano. Esta narração é a mais popularmente conhecida.
A segunda forma de ver o evento de Pentecostes é da forma como ele é narrado pelo evangelista João. Este será o evangelho da solenidade de Pentecostes (Jo 20), que comentaremos nesta postagem.
Neste evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, sopra sobre os discípulos e diz: “recebei o Espírito Santo.” Isto nos faz lembrar o momento da criação do homem, no livro do Gêneses, quando Deus sopra nas narinas do homem feito do barro e ele torna-se um ser vivente.
Isso nos faz perceber que a ênfase que João dá ao Pentecostes é que atraves dele o homem é recriado, pelo poder do Espírito Santo, nos fazemos homens e mulheres novas. Existe, assim, uma maior ligação entre a ação do Espírito e o processo de conversão da pessoa.
Peçamos que esse Pentecostes nos renove interiormente,.fazendo-nos cada vez mais íntimos de Deus e dóceis à Sua vontade. 

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Pentecostes Lucano (do evangelho de Lucas)


A missa da solenidade de Pentecostes (próximo domingo) tem, na liturgia da palavra, leituras que marcam duas formas de ver o evento da vinda do Espírito Santo: na primeira leitura (At 2), a narração do Pentecostes nos Atos do Apóstolos, escrito por Lucas e que chamamos Pentecostes Lucano. Esta narração é a mais popularmente conhecida.
A segunda forma de ver o evento de Pentecostes é da forma como ele é narrado pelo evangelista João. Este será o evagelho da solenidade de Pentecostes (Jo 20), que comentaremos na próxima postagem.
A narração segundo Lucas, nos Atos do Apóstolos, privilegia as imagens ligadas às teofanias – manifestações de Deus – do antigo testamento, especialmente a do Monte Sinai, quando Deus da os dez mandamentos a Moisés. Outro elemento forte são as línguas de fogo e, consequentemente, a pregação de Pedro para pessoas de diversas línguas, revelando que a vinda do Espírito Santo impulsiona a Igreja a Evangelizar.
Que neste Pentecostes o Espírito Santo nos impulsione a um renovado ardor para a evangelização e que este anúncio seja feito com autoridade e sabedoria.