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domingo, 23 de janeiro de 2011

Benção dos cordeiros de Santa Inês

    Dia 21 de janeiro, o Papa Bento XVI participou de uma celebração bastante tradicional e simbólica. Na festa de Santa Inês existe a tradição do Papa abençoar os “cordeiros de Inês”. São apresentados ao Papa dois cordeiros com menos de um ano de idade para serem abençoados. Posteriormente, são entregues às Irmãs de Santa Cecília, que cuidarão deles até que seja oportuno tosquiá-los. A lã será utilizada para tecer os Pálios que o Papa entregará aos novos Arcebispos metropolitanos.
    Veja abaixo um video que, apesar de ser narrado em inglês, mostra o momento da benção dos cordeiros:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Pálio de BENTO XVI

Um leitor do blog fez uma pergunta sobre as vestes litúrgicas que Bento XVI estava usando na foto que foi postada no dia 13 de dezembro – sobre o 3º domingo do advento. Falávamos sobre a cor rosa nos paramentos do advento e quaresma.


A pergunta do leitor era, especificamente, sobre o Pálio que o Papa estava usando, que é uma peça usada sobre a Casula. Não podemos confundir com estola, que, no caso, fica embaixo da Casula (na foto, não dá para ser vista).


Para uma compreensão mais profunda, usaremos a entrevista que monsenhor Elias Volp deu a agência de notícias Zenit, em que ele explica justamente o Pálio que Bento XVI está usando na foto:





“O Pálio do primeiro Milênio foi confeccionado baseando-se em estudos históricos e, sobretudo, nos famosos mosaicos das basílicas de Roma, Ravena e outros antigos achados. Consiste num “cachecol” de lã branca, de 4 metros de comprimento e 10 centímetros de largura, com 5 cruzes vermelhas, fixado com 3 grandes alfinetes em forma de prego. Esse ornamento representa a ovelha perdida, ferida, procurada e encontrada, que o Bom Pastor leva ao pescoço e, ao mesmo tempo, o próprio Pastor, que se fez Cordeiro, ferido e morto, para salvar as ovelhas. As 5 cruzes vermelhas representam as 5 chagas do Crucificado, e os três grandes alfinetes-broches, os pregos com que foi cravado na Cruz”.


O Pálio do primeiro milênio, amplo e solene, expressivo na sua visibilidade, que o Papa Bento tinha aprovado e resgatado depois de mil anos, foi usado até junho passado, mas a partir do dia 29, festa de S. Pedro e S. Paulo, se voltou a um modelo mais reduzido e semelhante ao da época barroca”.


O pálio também é usando pelos Arcebispos como sinal de unidade com o Papa. O pálio dos Arcebispos é confeccionado de dois cordeiros brancos, que são criados num mosteiro nos arredores de Roma. Estes são abençoados pelo Papa na solenidade das vésperas de São Pedro e São Paulo e colocadas em uma urna presa à tumba de São Pedro. Na solenidade de São Pedro e São Paulo o Papa impõe os pálios nos Arcebispos que foram escolhidos no último ano.