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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mais de 22 mil batismos no Domingo de Páscoa na China



05:28 pm | VATICANO, 2012-04-25 (ACI) .- Mais de 22 mil batismos foram celebrados no Domingo de Páscoa na República Popular da China. 75 por cento dos batizados eram adultos e pertencem a 101 dioceses católicas.
Estatísticas elaboradas pelo "Study Center of Faith" da província a China de Hei Bei indicaram que houve um total de 22.104 os batizados: 4.410 de Hei Bei, 615 mais que o ano passado; e 3.500 de Hong Kong, que conta com 360 mil fiéis, informou a agência vaticana Fides.
Estes dados elaborados sem ter em conta que algumas diocese não celebram todos os batismos durante a Páscoa. Assim por exemplo, em Xangai houve 379 batismos o dia de Páscoa, mas no fim de ano se prevê que a cifra total supere os 1.500.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

34 mil fiéis por dia se unem à Igreja Católica, assinala estudo

Segundo o estudo anual "Status of global missions" realizado este ano, a Igreja Católica reúne um bilhão e 160 milhões de fiéis em todo mundo e a cada dia 34 mil pessoas ingressam nela.
Conforme informou a agência católica argentina AICA, os dados do relatório –difundidos pela agência Analisis Digital– afirmam que existem no mundo um 2 bilhões de pessoas, do total de 7 bilhões de habitantes do planeta, que nunca chegaram a ouvir a mensagem do evangelho.
Outros 2 bilhões 680 milhões ouviram falar dele alguma vez ou o conhecem em certa medida, mas não são cristãos.
"Embora Jesus Cristo tenha fundado uma única Igreja e pouco antes de morrer orava ‘que todos sejam um’, existem cada vez mais denominações cristãs diferentes: eram 1.600 ao início do século XX, 34 mil ao princípio do século XXI e 42 mil no presente ano de 2011", indica o estudo.
Por sua parte, os protestantes carismáticos chegam 612 milhões. Os protestantes "clássicos" somam 426 milhões e crescem em 20 mil por dia. As igrejas ortodoxas reúnem 271 milhões de batizados e ganham 5 mil adeptos a cada dia.
Os anglicanos, centrados sobre tudo na África e Ásia, chegam a 87 milhões, com 3 mil novos adeptos cada dia. Os que o estudo chama "cristãos da margem" (Testemunhas de Jeová, Mórmons, os que duvidam da Trindade ou da divindade do Jesus, etc.) são 35 milhões e crescem em 2 mil novos seguidores pro dia.
"A forma mais singela de crescer é ter muitos filhos e aderi-los à própria tradição religiosa. A conversão é menos comum, mas ocorre em milhões de pessoas anualmente, a mais comum é a de um cônjuge à religião do outro", acrescenta o estudo.
Em 2011, os cristãos de todas as denominações terão posto em circulação 71 milhões de bíblias a mais pelo mundo (já há 1.74 bilhões, algumas de forma clandestina).
Além disso, este ano serão enviados 409 mil cristãos a um país diferente do seu para evangelizá-lo, organizados em 4 800 entidades missionárias distintas.
MADRI, 24 Nov. 11 / 09:18 pm (ACI)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Luteranos retornam a Igreja Católica


O Arcebispo Irl A. Gladfelter preside uma das confissões cristãs que planejam voltar ao catolicismo nos ordinariatos criados por Bento XVI. A Igreja Católica Anglo-Luterana é a única com raízes luteranas e poderia considerar-se o primeiro passo pra a volta ao redil católico dos herdeiros de Lutero. Numa longa entrevista concedida a Infocatólica, este Arcebispo que ainda não é católico mas sim cooperador da Opus Dei, fala de sua alegria de voltar à Igreja Católica, da importância de uma única fé e de seu compromisso de desfazer a Reforma protestante.
Reverendo Irl A. Gladfelter, Metropolita da Igreja Católica Anglo-Luterana (ALCC), o senhor é biólogo, Doutor em Cirurgia Dental, tenente-coronel reformado do exército americano, Doutor em Teologia e Metropolita da ALCC. Como encontrou tempo para tantas coisas?
Não foi um problema. Só me tornei clérigo depois de ser reformado pelo Exército dos Estados Unidos e como dentista.
Quantos membros e paróquias tem aproximadamente a ALCC? Estão presentes somente nos Estados Unidos ou estão também em outros países?
O número total de membros da ALCC é de aproximadamente 11.000 pessoas, nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Sudão e no proximamente independente Sudão do Sul. O maior número corresponde a africanos sub-saharianos, a maioria dos quais são do Sudão do Sul.
De onde vem a maioria de seus membros? Antes de ingressar na ALCC eram luteranos, anglicanos, católicos ou não cristãos?
A maioria de nossos membros não africanos entraram na ALCC procedentes de outras Igrejas luteranas, mas nossos membros sub-saharianos, tanto na África como nos Estados Unidos e Canadá são antigos anglicanos.
Na Comunhão Anglicana, há algumas congregações religiosas anglo-católicas. Também os senhores têm religiosos na ALCC?
Sim, temos uma Prelazia Pessoa, a Ordem de Santo Ambrósio (O.S.A) e uma Sociedade Sacerdotal, a Sociedade Sacerdotal dos Servos do Bom Pastor. A regra e a espiritualidade de ambas se parecem muito com as da Opus Dei. O Vigário Geral da ALCC e eu somos, com grande entusiasmo, Cooperadores da Opus Dei. Alguns de nossos bispos são membros da Confraternidade de São Pedro, dirigida pela Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), uma sociedade católica.
Será um problema para os membros da ALCC a necessidade de aceitar o Catecismo da Igreja Católica, como expressão normativa de fé para os ordinariatos? Que textos utilizam atualmente para catequizar as crianças e os adultos?
Absolutamente. Há anos a ALCC aceitou oficialmente o Catecismo da Igreja Católica como nossa expressão completa da fé cristã. Catequizamos as crianças e os adultos usando o Catecismo da Igreja Católica, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica da Conferência Episcopal norteamericana, Fé para o futuro: Um novo catecismo ilustrado, publicado pela Liguori Press; o Compêndio de Doutrina Social da Igreja da Conferência Episcopal norteamericana e outros textos católicos unicamente. Para a catequese geral e o estudo, a ALCC usa a Bíblia de Navarra, publicada pela Scepter Press; a New American Bible e a Bíblia Católica de Estudo da Ignatius Press. A ALCC não permite o uso de qualquer catecismo luterano nem de outros catecismos protestantes.
Uma vez que ingressem num ordinariato, o senhor e os demais bispos e sacerdotes da ALCC terão de ser ordenados como diáconos e sacerdotes católicos. É algo difícil de se aceitar?
Não, em absoluto. Alegramo-nos disto, porque eliminará a possibilidade de qualquer confusão entre os fiéis católicos sobre a validade de nossa ordenação de nossos sacramentos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ministro católico é assassinado no Paquistão

O ministro paquistanês para as minorias, o católico Shahbaz Bhatti, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira por um grupo de homens armados, na capital Islamabad.
Homens mascarados detiveram seu veículo, obrigaram Shahbaz Bhatti a descer e abriram fogo contra ele durante dois minutos. Bhatti não tinha escolta.
O político de 42 anos acabara de ser confirmado em seu cargo. Ele tinha recebido ameaças de morte em várias ocasiões, por ter defendido Asia Bibi, mulher cristã acusada de blasfêmia. Ele defendia ainda a revisão da lei que prevê pena de morte em caso de blasfêmia.
O próprio Bhatti, em várias intervenções públicas, tinha falado do perigo que corria e das ameaças de que estava sendo objeto, especialmente depois do assassinato do governador de Punjab, Salman Taseer, por se opor à lei de blasfêmia.
“Sei que poderia ser assassinado ao continuar minha batalha, mas não tenho medo”, tinha dito publicamente.
Em declarações à Rádio Vaticano no dia 5 de janeiro, após a morte do governador de Punjab, Shahbaz Bhatti referiu-se às ameaças.
“Creio que a descoberta da violência não pode criar medo e não pode nos deter no compromisso de levantar a voz em favor da justiça e da proteção das minorias e das pessoas inocentes do Paquistão”, disse.
Reações
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Syed Yusuf Raza Gilani, condenaram o assassinato e asseguraram que esse tipo de ato “não fará o governo recuar em sua luta contra o terrorismo e o extremismo”.
O ministro do Exterior italiano, Franco Frattini, expressou pessoalmente e em nome do governo “a mais firme condenação deste bárbaro atentado” que custou a vida de Bhatti, uma pessoa que “se havia destacado por sua visão e compromisso por construir uma sociedade baseada no diálogo e na tolerância pelas minorias e as diversas religiões”.
Para Dom Joseph Coutts, bispo de Faisalabad e vice-presidente da Conferência Episcopal paquistanesa, hoje “é um dia verdadeiramente obscuro para os cristãos no Paquistão”, trata-se de uma “notícia terrível que nos coloca em uma situação de gravíssima emergência”.
“Os cristãos não só estão tristes, mas também enfurecidos, teremos de fazer algo para nos organizar por nós mesmos”, disse ainda, em declarações à agência italiana SIR. “Este homicídio demonstra que nem sequer um ministro está a salvo”.
Em declarações a Asianews, Dom Anthony, bispo de Islamabad, que conhecia Shahbaz Bhatti desde a infância, recordou seu comprometimento.
“Ele deu tudo de si, manteve uma postura firme e pagou o preço com seu sangue”, afirmou o prelado. “O que aconteceu deveria abrir os olhos das minorias e do governo. Quanto sangue terá de ser derramado para entender que já se chegou ao limite?

Retirado da agência de notícias Zenit

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Papa aceitou a renuncia ao cargo de Patriarca de Antioquia dos Maronitas

 O Papa aceitou a renúncia ao cargo de Patriarca de Antioquia dos Maronitas apresentada pelo cardeal libanês Nasrallah Pierre Sfeir, que no próximo dia 15 de Maio completará 91 anos. Numa carta ao purpurado, Bento XVI recorda os seus 60 anos de sacerdócio, prova de fidelidade e de amor a Jesus e os quase 50 anos de episcopado, dos quais 25 a frente da Igreja maronita, num serviço – sublinhou – prestado com entusiasmo e docilidade a exemplo de Maria, para a maior gloria de Deus e para o bem dos fiéis. Vós – escreve o Papa na carta – começaste este nobre ministério de Patriarca de Antioquia dos maronitas no tumulto da guerra que ensanguentou o Libano, durante demasiados anos. Com o ardente desejo de paz para o vosso país, guiastes esta Igreja e girastes o mundo para confortar o vosso povo obrigado a emigrar. Finalmente – conclui a mensagem do Papa – a paz voltou, sempre frágil, mas ainda presente.
A Igreja Maronita é uma Igreja particular sui juris católica, do rito oriental, em plena comunhão com a Santa Sé, ou seja, tem o Papa com lider máximo.
Fonte Rádio Vaticano.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A visita do presidente Russo ao Papa


A visita que o presidente da Federação Russa, Dimitri Medvedev, realizará na próxima quinta-feira a Bento XVI, no Vaticano, tem gerado muitas expectativas por causa do relacionamento da Igreja Católica, com a Igreja Ortodoxa.
Para nós ocidentais parece estranho este tipo de relação: de uma Igreja que influencia e é influenciada pelo governo, como é a da Igreja ortodoxa. Esta influência, por exemplo, impediu por anos as relações do estado do Vaticano com a Federação Russa. 
O recente estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre o Vaticano e a Federação Russa mostra que, enfim, o patriarcado de Moscou “liberou” o estado Russo para tomar esta atitude, mostrando que o relacionamento Católico/Ortodoxo está cada vez melhor, especialmente após Bento XVI se tornar Papa.
A postura marcadamente mais tradicional do Papa tem atraído uma grande aceitação no mundo Ortodoxo. Juntamente com isso, sua defesa da identidade cristã da Europa tem encontrado no patriarcado de Moscou um forte aliado.
Outro ponto importante, que gera comunhão, é defesa da vida da família composta de um homem e uma mulher e a presença dos símbolos religiosos no meio da sociedade, como no episódio da tentativa de proibição dos crucifixos nas escolas italianas. O governo Russo pediu ao Tribunal Europeu a não proibição dos crucifixos nas escolas estatais.
Os sofrimentos comuns, e as perseguições aos cristãos ao redor do mundo, estão gerando pelo menos um ponto positivo: um desejo maior de unidade entre os cristãos com perseguição explicita por parte dos mulçumanos, nos países em que eles são a maioria; e uma política de esquerda com profundo viés ante clerical, nas nações ocidentais. A unidade deixa de ser uma meta a ser atingida, e torna-se uma questão de sobrevivência.
Rezemos para que a unidade desejada por Jesus possa acontecer o mais rápido possível e, assim, com o nosso testemunho comum, o mundo possa crer.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A vila das vocações

Uma pequena vila na Rota da Seda, habitada por 660 pessoas, dos quais 400 são católicos (cerca de 130 famílias, deu 14 vocações à Igreja nos últimos anos: 7 padres, 1 diácono, 3 religiosas, 2 seminaristas maiores e 1 seminarista menor. A vila é Zan Jia Cun, distrito de Fu Feng na Diocese de Zhou Zhi, província de Shaan Xi.
De acordo com informações recebidas por Fides, toda a diocese é famosa pela sua abundância de vocações, de tal forma que é conhecida como "a diocese das vocações". O pároco da vila comenta: "muitas pessoas perguntam-nos qual é nosso segredo. Para dizer a verdade, não sabemos se há um segredo ou não. Nós vivemos intensamente nossa fé. As famílias da vila rezam juntas diariamente. Missas e encontros de oração nos sábados e domingos são compromissos fixos para todos. Mesmo os fiéis de vilas vizinhas vêm até aqui. Penso que estes pequenos testemunhos diários construíram a base para uma eloquente evangelização e são úteis ao mesmo tempo para a formação de vocações. As crianças são educadas segundo princípios religiosos e de modo simples, do jardim ao ensino médio. As irmãs acompanham sua formação com catecismo e ensino de religião. Aqui não é necessário preparar uma lista para as vigílias de Adoração Eucarística na Semana Santa, ou em outras circunstâncias, porque a Igreja está sempre cheia, 24 horas por dia."
Outras comunidades católicas visitam a vila com frequência a fim de trocar experiências em evangelização e vocações. Vêm, todavia, também alguns não católicos, já que a vila na Rota da Seda é também um modelo de desenvolvimento econômico. "Alguns não católicos perguntam-nos porque somos tão felizes, e nós respondemos que é porque temos fé", conclui o pároco. "Quando os fiéis tiveram oportunidades econômicas, a primeira coisa que pensaram foi em construir, renovar e melhorar a casa de Deus. Nossa igreja é a mais bonita de toda a região. Os padres e irmãs que vivem em cômodos adjacentes à igreja são acordados às 4 da manhã pelos fiéis com a recitação do rosário".
Fonte: Fides
Tradução: OBLATVS

sábado, 22 de janeiro de 2011

Palavras do bispo de Petrópolis

    As palavras abaixo são de um homem de fé, um autêntico pastor de sua Igreja, que lê os acontecimentos à luz da fé, mesmo percebendo com realismo todas as implicações sociais e governamentais da tragédia ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro:



AS FERIDAS ABERTAS

   A realidade desta catástrofe é mais dura de quanto aparece nas imagens da TV e na imprensa. A destruição é dramática como se um terremoto tivesse passado no Vale de Cuiabá em Petrópolis, em São José do Vale do Rio Preto, Areal, em Teresópolis (Caleme, Campo Grande, Pessegueiros Cruzeiro, Santa Rita, Bonsucesso, Vieira) e Nova Friburgo. Mais de 750 pessoas, até este momento, perderam a vida; muitos são os desabrigados e os dispersos e a natureza ficou destruída.
   As análises mais imediatas acusam a ocupação irresponsável das encostas e a falta de planejamento urbano para a moradia de pessoas pobres que moram em lugares de risco.
É evidente também a agressão à natureza ao longo dos anos. Estamos diante do maior desastre ocorrido na história do Brasil. Mas estas observações não nos consolam nem nos satisfazem. É fácil identificar os réus do momento e ficar com a consciência acomodada, voltando à rotina quotidiana sem uma verdadeira mudança.
   O drama é mais a fundo e nos coloca diante do mistério da nossa existência e da nossa fragilidade, do limite e do mal. O drama nos sacode, provoca a solidariedade e levanta as perguntas mais radicais que a nossa sociedade normalmente censura.
   Durante o desastre todas as igrejas e igrejinhas da região ficaram de pé, mesmo sendo invadidas pela lama. É um sinal simples da cruz de Cristo que vive no meio do drama dos homens participando do seu sofrimento. Com efeito, Jesus entrou no abismo da morte tornando-se companheiro de todos os que perdem a vida, abrindo as portas da esperança. È preciso mesmo alguém que entre no âmago da morte e da vida para sustentar a esperança; e este é Jesus nosso Salvador, morto e ressuscitado.
  “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potências, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus que está no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8, 38-39).
    Na noite, na lama, na chuva Ele não nos abandona. Na ferida dolorosa deste dias Ele está presente como bálsamo de infinito amor que sustenta a disponibilidade a servir e o ímpeto grandioso da solidariedade que se está manifestando nestes dias. Visitando os sobreviventes desta região é visível a sua fé que sustenta a dor e acolhe a ajuda generosa de amigos e desconhecidos.
    Uma igreja, perto de São José do Vale do Rio Preto, foi invadida pela água que havia chegado até o sacrário; um jovem ministro da eucaristia foi nadando, recuperou o Santíssimo e segurando-o com uma mão, enquanto com a outra nadava, o colocou em salvo. Junto com a graça de Deus é necessária a nossa iniciativa em reconhecer o Senhor e em trabalhar na solidariedade com todos, sem discriminar ninguém, dando um novo sentido à normalidade da vida. O dever da reconstrução cabe a todos nós em parceria com o Estado e os poderes públicos para prevenir outros desastres e providenciar um planejamento urbano responsável.
   Mas a ferida dos mortos quem a curará? Exatamente esta ferida é abraçada pelo amor de Cristo que vive no sacrário como no seu corpo que é a Igreja e nos ensina a deixar-nos tocar pelos fatos, a ser solidários, a anunciar a sua presença. Seria triste deixar-se arrastar pela avalanche da rotina e virar página, talvez esperando o próximo carnaval! A grande provação destes dias nos ensina a reconstruir as cidades devastadas e a retomar com um significado novo o quotidiano, especialmente quando os holofotes serão apagados.

Dom Filippo Santoro

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ajuda da Igreja para as vitimas do sudeste brasileiro


    Até o momento, segundo dados oficiais levantados pela Cáritas Brasileira, as doações em dinheiro depositadas na conta da entidade já somam 300 mil reais. Além da Cáritas Brasileira, estão empenhadas em campanhas para ajudar as vítimas do sudeste brasileiro, as Cáritas Alemã, que já doou 50 mil euros; a Portuguesa [50 mil euros]; a Suiça [50 mil euros]. A Cáritas da Espanha, assim como da Itália, também manifestaram apoio, mas até o momento não confirmaram a quantia com que irão contribuir. Alem da Caritas, que é a instituição da Igreja Católica responsável pelas obras sócias, foi enviada uma grande doação de 1 milhão de Euros da Conferência Episcopal Italiana.
    Se você desejar ajudar – por um meio confiável e bastante competente – os desabrigados destas regiões, veja abaixo os números das contas bancarias:

Para doações em dinheiro:

Campanha “SOS Sudeste” (CNBB e Cáritas Brasileira)
Caixa Econômica Federal (CEF)
Agência 1041 – OP. 003
Conta Corrente 1490-8

ou

Banco do Brasil
Agência 3475-4
Conta Corrente 32.000-5.

Campanha SOS Serra Petrópolis
Mitra Diocesana de Petrópolis,
Agência 401-4, Bradesco,
Conta corrente 114134-1

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Atentado em Igreja no Egito


Cairo, 1° jan (RV) - Uma bomba explodiu  na frente de uma igreja copta no bairro Sidi Bishr, em Alexandria, no Egito, deixando 21 mortos e 41 feridos.
Cerca de mil cristãos foram participar da missa de ano novo na igreja. Os fiéis estavam saindo do templo quando a bomba explodiu cerca de meia hora depois da meia-noite. O atentado, que ainda não foi reivindicado, aconteceu depois das ameaças expressas em novembro passado pela ala iraquiana de Al Qaeda que, depois de reivindicar o ataque ocorrido em Bagdá, contra a igreja sírio-católica, ameaçou a comunidade copta egípcia.
O Ministério do Interior egípcio impôs severas medidas de segurança ao redor de todas as igrejas e redobrou a presença de policiais.
Al Azhar, a maior autoridade do Islã sunita, condenou o atentado de Alexandria, e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, convidou "egípcios, coptas e muçulmanos a conservarem sua unidade diante das forças terroristas que ameaçam a estabilidade do país e sua unidade". (MJ)
Notícia retirada da Rádio Vaticano.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Bispo consagrado na China ilicitamente


     O governo Chinês, na sua política de querer dominar todas as religiões, consagrou um bispo sem autorização da Santa Sé gerando sérios protestos do Vaticano. A situação da Igreja na China é bastante peculiar, como já postamos anteriormente (clique aqui para entender o histórico deste problema).
       Além disso, obrigou 8 bispos legítimos, ou seja, em comunhão com a Igreja de Roma e com o Papa, a participarem da cerimônia de ordenação. Tudo isso, não obstante os prévios protestos da Santa Sé. Esta é uma postura comum do governo chinês nos últimos anos. O Vaticano tem buscado ter um canal de diálogo, para que os Bispos sejam ordenados de comum acordo entre o governo chinês e a Santa Sé.
     O Código de Direito Canônico se expressa sobre esta situação, dizendo: "o bispo que confere a alguém a consagração episcopal sem mandato pontifício, assim como o que recebe a consagração, incorre em excomunhão latae sententiae, reservada à Sé Apostólica".
       Com este gesto de  rompimento do diálogo do governo chinês, podemos perceber a dura realidade do povo chinês em uma questão básica da vida humana que é a liberdade religiosa.Todo o progresso que encanta o mundo é baseado em um sistema político de opressão.
       Rezemos pela Igreja na China para que ela tenha forças e sabedoria para passar por mais esta situação de sofrimento e perseguição. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

200 milhões de cristãos são perseguidos no mundo


     Segue abaixo uma notícia, veiculada pela agência de notícia ZENIT, sobre a perseguição dos cristãos perseguidos no mundo. Os cristãos já são a realidade mais perseguida no inicio deste século. Que este relatório nos motive a rezar por estes irmãos que sofrem na sua pele a dor de ser perseguidos:
     "MADRI, quarta-feira, 24 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2010, que a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresenta bianualmente, revela que o número de cristãos perseguidos é de 200 milhões. Outros 150 milhões são descriminados por sua religião.
      O relatório indica que na Europa os católicos não são perseguidos, mas sofrem bullying. A versão espanhola do relatório da organização católica foi apresentada ontem em Madri.
Desde o relatório anterior a situação não melhorou, de acordo com AIS, organização que ajuda cristãos em todo o mundo em projetos de apoio às igrejas locais como bolsas para sacerdotes, construção de igrejas, tradução de livros, etc.
      A organização indica que a crescente tendência à perseguição e discriminação por motivos religiosos deve-se tanto à radicalização do mundo islâmico quanto à chamada ‘cristianofobia’ e à facilidade com que se ridiculariza a Igreja em alguns países desenvolvidos.
      Na apresentação do relatório, Javier Menéndez Ros, diretor da AIS na Espanha, e o missionário salesiano no Paquistão Miguel Ángel Ruiz, citaram o que Bento XVI disse na véspera da beatificação do cardeal John Newman: ‘No tempo de hoje, o preço a pagar pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado ou esquartejado, mas sim frequentemente significa ser excluído, ridicularizado, objeto de piada’.
      A fé cristã é a mais difundida e também a mais perseguida. Como explicou Javier Menéndez, o número total é similar ao do relatório de dois anos atrás, ainda que os pesquisadores que participaram este ano do trabalho asseguram que a situação piorou para os cristãos.
O relatório analisa 194 países, com problemas em cerca de noventa, entre eles vários dos países mais populosos do mundo: China, Índia, Indonésia, Rússia e Paquistão. A piora da situação, segundo salienta Menéndez, deve-se especialmente a uma maior radicalização no âmbito muçulmano, com maior fanatismo, intolerâncias e abusos a praticantes de outras religiões.
      Os países onde se produzem as maiores violações à liberdade religiosa são Arábia Saudita, Bangladesh, Egito, Índia, China, Uzbequistão, Eritreia, Nigéria, Vietnã, Iêmen e Coreia do Norte.
Menéndez salientou que ‘onde não existe liberdade religiosa não existe a liberdade democrática’, e sublinhou ‘a obrigação de qualquer ser humano de respeitar o direito ao culto, a evangelizar e a viver de acordo com sua fé’. No Egito, vige uma lei de liberdade religiosa, mas os cristãos sofrem discriminações e ataques, permitidos, segundo AIS, pelo governo de Hosni Mubarak.
      O missionário salesiano Miguel Ángel Ruiz descreveu a situação no Paquistão. Ele explica que o terrorismo islâmico não afeta somente os cristãos, mas ‘todos que não pensam como os fundamentalistas’. ‘Se o terrorismo se centrasse somente nos cristãos, estaríamos muito pior agora’, afirmou”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Atentado à Igreja Católica no Iraque

   
      Segue abaixo notícias de um atentado contra uma Igreja Católica no Iraque, pela agência de notícias ZENIT. Esta notícia nos deve nos unir em oração pela Igreja que sofre muito no Iraque, e em toda a região do Oriente Médio. Lembremos que, a poucos dias, encerrou-se o sínodo para a Igreja no oriente médio, em Roma, onde foi refletido, juntamente com o Papa Bento XVI, sobre a situação dos cristãos nesta região.

      "CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Concluiu com a morte de ao menos sete sequestrados a libertação da catedral católica síria de Bagdá, que tinha sido tomada este domingo por um comando terrorista.
Na ação de resgate, em que participaram forças de segurança norte-americanas e iraquianas, morreram também os sequestradores (entre quatro e sete, segundo diferentes fontes), assim como vários iraquianos que participaram da libertação. No encerramento desta edição, os números ainda não eram oficiais.
Entre os falecidos, além de uma menina, encontram-se dois sacerdotes, os padres Thair Sad-alla Abd-al e Waseem Sabeeh Al-Kas Butrous, segundo confirmou o serviço de informação católico Baghdadhope.
As primeiras informações falam de 30 feridos. Confirmou-se que entre os falecidos na catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há uma menina.
O arcebispo católico sírio de Mosul, Dom Georges Casmoussa, disse que os terroristas faziam parte da organização Estado Islâmico do Iraque, que pediam a libertação de alguns de seus companheiros detidos em prisões do Iraque e do Egito.
Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar do patriarcado caldeu de Bagdá, reconheceu que “se trata de uma grande catástrofe”.
O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, declarou que o Vaticano acompanhava muito de perto a evolução da situação".

domingo, 18 de julho de 2010

A Igreja no Turcomenistão



      Uma notícia chamou minha atenção nestes dias: a Igreja Católica conseguiu o reconhecimento oficial do governo Turcomenistão para poder “funcionar” neste país. Isto já é, por si, uma notícia que chama a atenção. Mas o que é mais impressionante são os números da Igreja Católica neste país: existem 100 católicos batizados, com trinta catecúmenos – pessoas que estão se preparando para receber o batismo. Você pode estar achando que eu errei alguma coisa nos números, mas verdadeiramente são 100 (cem) católicos. E mais ainda um pequeno grupo de simpatizantes da Igreja.
       A Igreja no Turcomenistão tem ainda dois padres e um diácono. E não tem até hoje nenhum templo para reunir-se e para celebrar a Eucaristia. As celebrações e as reuniões são feitas nas casas dos fiéis. A população do país é de cinco milhões de habitantes, dos quais 90% são mulçumanos. Para quem ficou interessado em saber onde fica este país, ele está situado na Ásia central e faz fronteira com o Cazaquistão, Uzbequistão, Afeganistão, Irã e com o mar Cáspio. Ele é um dos países que surgiram com o fim da antiga União Soviética.
        Rezemos para que o Espírito Santo faça com que os católicos deste país possam ser autênticos evangelizadores, e que nos próximos anos, esse pequeno rebanho possa ser multiplicado, para que assim, mais e mais pessoas possam fazer parte da Igreja de Cristo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Novas normas para combater a pedofilia e delitos contra fé


Segue na integra a nota explicativa do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

Em 2001, o Santo Padre João Paulo II promulgou um decreto de extrema importância, o Motu Proprio "Sacramentorum Sanctitatis tutela", que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canônico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência anteriormente correspondia também a outros dicastérios ou não estava totalmente claro.

O Motu Proprio (a "lei", em sentido estrito) estava acompanhado por uma série de normas aplicativas e de procedimentos denominados "Normae de gravioribus delictis" ("Normas sobre os delitos mais graves"). A experiência acumulada no transcurso de novo anos consecutivos sugeriu a integração e atualização de tais normas, a fim de agilizar ou simplificar os procedimentos, tornando-os mais eficazes, bem como levar em conta novas questões. Isso se deveu, principalmente, à atribuição, por parte do Papa, de novas "atribuições" à Congregação para a Doutrina da Fé que, no entanto, não haviam sido incorporadas organicamente nas "Normas" iniciais. Essa incorporação é a que acontece agora, no contexto de uma revisão sistemática de tais "Normas".

Os delitos gravíssimos aos que se referia essa normativa dizem respeito a realidades chave para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de 18 anos.

A vasta ressonância pública nos últimos anos deste tipo de delito foi causa de grande atenção e de intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o julgamento e punição dos mesmos.

Portanto, é justo que haja total clareza sobre a normativa atualmente em vigor neste âmbito e que tal normativa se apresente de maneira orgânica, para facilitar, assim, a orientação de todos os que lidam com estas questões.

Uma das primeiras contribuições para esse esclarecimento - muito útil para os que trabalham no setor de informação - foi a publicação, há poucos meses, no site Internet da Santa Sé, de um breve "Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais". No entanto, a publicação das novas Normas é diferente, já que apresenta um texto jurídico oficial atualizado, válido para toda a Igreja.

Para facilitar a leitura por parte do público não especializado, que se interessa principalmente na problemática relativa aos abusos sexuais, destacamos alguns aspectos.

Entre as novidades introduzidas com relação às normas precedentes, deve-se salientar acima de tudo as que visam tornar os procedimentos mais rápidos, bem como a possibilidade de não seguir "o caminho de processo judicial", mas proceder "por decreto extrajudicial", ou a de apresentar ao Santo Padre, em circunstâncias especiais, os casos mais graves, tendo em vista a demissão do estado clerical.
 
Outra norma destinada a simplificar problemas precedentes e levar em contra a evolução da situação na Igreja é a de que sejam membros do tribunal, os advogados ou procuradores, não somente os sacerdotes, mas também leigos. Da mesma forma, para desenvolver essas funções, já não é estritamente necessário o doutorado em Direito Canônico. A competência requerida pode-se demonstrar de outra forma, por exemplo, com um título de licenciatura.

Também deve-se ressaltar que a prescrição passa de dez para vinte anos, deixando aberta a possibilidade de revogação desse item após superado o período.

É significativa a equiparação aos menores das pessoas com uso limitado da razão, e a introdução de uma nova questão: a pedo-pornografia, que se define assim: "a aquisição, posse e divulgação" por parte de um membro do clero "de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objeto menores de 14 anos".

Volta-se a propor a normativa da confidencialidade dos processos, para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas.


Neste contexto, pode-se recordar, no entanto, o "Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais", publicado no site da Santa Sé. Neste "Guia", a indicação: "Deve sempre seguir-se o direito civil em matéria de informação dos delitos às autoridades competentes" foi incluída na seção dedicada aos "Procedimentos Preliminares". Isso significa que na práxis proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário se adequar desde o primeiro momento às disposições de lei vigentes nos diversos países e não de modo desvinculado do procedimento canônico ou posteriormente.
 
A publicação destas normas supõe uma grande contribuição para o esclarecimento e a certeza do direito em um campo no qual a Igreja, nestes momentos, está muito determinada a agir com rigor e transparência, para responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública nutrem com relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou constantemente.

Naturalmente, também são necessárias outras diversas medidas e iniciativas, por parte de diversas instâncias eclesiásticas. A Congregação para a Doutrina da Fé, de sua parte, está estudando como ajudar os episcopados de todo o mundo a formular e implementar com coerência e eficácia as indicações e diretrizes necessárias para afrontar o problema dos abusos sexuais contra menores por parte de membros do clero ou no âmbito de atividades ou instituições relacionadas à Igreja, tendo em conta a situação e os problemas da sociedade em que trabalham.

Os frutos dos ensinamentos e reflexões amadurecidas ao longo do doloroso caso da "crise" devida aos abusos sexuais por parte de membros do clero serão um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-los em práticas permanentes e ser sempre consciente delas.
 
Para concluir este breve levantamento das principais inovações contidas nas "Normas", também deve-se citar as relativas a delitos de outra natureza. De fato, também nestes casos, não se trata tanto de novas determinações na substância, mas de incluir normas já em vigor, a fim de obter uma normativa completa mais ordenada e orgânica sobre os "delitos mais graves" reservados à Congregação para a Doutrina da Fé.

Mais especificamente, foram incluídos: os delitos contra a fé (heresia, apostasia e cisma), para os quais são normalmente competentes os ordinários, mas a Congregação é competente em caso de apelação; a divulgação e gravação - realizadas maliciosamente - das confissões sacramentais, sobre as quais já se havia emitido um decreto de condenação em 1988; a ordenação de mulheres, sobre a qual também existia um decreto de 2007.

Um ponto que não se menciona, embora muitas vezes discutido nestes tempos, tem a ver com a colaboração com as autoridades civis. Deve-se levar em conta que as normas que se publicam agora fazem parte do regulamento penal canônico, em si completo e totalmente independente do dos Estados.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Celebrada em Milão Missa de exéquias do Bispo assassinado na Turquia


     Dom Luigi Padovese, Vigário apostólico de Anatólia e Presidente da Conferência Episcopal da Turquia, assassinado em 3 de junho quando se preparava para viajar ao Chipre para acompanhar o Papa Bento XVI em sua viagem apostólica à ilha.
     Por ser Italiano, da Arquidiocese de Milão, foi celebrada a missa na catedral de Milão, presidida pelo Cardeal Dionigi Tettamanzi. Foi concelebrada por 40 bispos de diferentes dioceses européias e cerca de 200 sacerdotes e 5 mil fiéis.
     O assassinato de Dom Luigi esta cercado de muitas interrogações. Em um país que não permite que a Igreja Católica tenha plena liberdade - nem as outras denominações cristãs. A apesar de se denominar uma república laica, o islã pode ser considerada como a religião oficial, porque goza de privilégios que as outras religiões não tem.
     Outro fato bastante intrigante é que o assassino foi o seu próprio motorista, que é mulçumano, e que foi indicado pelas autoridades de segurança da Turquia, em um governo que se aproxima cada vez mais dos líderes religiosos mulçumanos.
     A pequena comunidade Católica local está bastante sofrida pela perda do seu amado pastor, e apreensiva em relação às implicações deste assassinato nas relações com a grande maioria mulçumana no país.
     Rezemos por essa Igreja - que tem a grande maioria das comunidades fundadas pelo Apostolo Paulo, e por isso remonta ao período apostólico do primeiro século - para que possa ter esperança e força para dar continuidade a sua caminhada neste ambiente de insegurança.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O retorno dos Anglicanos

     Os Anglicanos de vários paises estão fazendo pedidos a santa sé - mais precisamente a Congregação para a Doutrina da fé, que é tem como prefeito o cardeal americano William Levada - esta função era exercida por Bento XVI antes de sua eleição como bispo de Roma- que hoje é o responsável para acolher este tipo de pedido. 

     Como tínhamos publicado sobre o pedido da comunidade anglicana "Forward in faith", que tem sua sede na Austrália, está a caminho de ser o primeiro grupo a fazer adesão comunitária plena à Igreja Católica (postagem feita no dia 23 de fevereiro).
     Agora já formalizaram este mesmo tipo de pedido comunidades Anglicanas dos Estados Unidos, Inglaterra, América central e por último comunidades canadenses.
     Esse retorno de grandes grupos anglicanos à Igreja foi possibilitado pela publicação da constituição "Angliconorum coetibus", pelo Papa Bento XVI, no dia 4 de novembro de 2009.
     Através desta constituição, os Anglicanos podem retornar à Igreja em comunidades inteiras, podendo guardar suas tradições litúrgicas e espiritual, eles terão um ordinário (governo) próprio nomeado pela santa sé. Esta nova realidade é semelhante às dioceses militares, que não é territorial. Em contra partida, eles assumem o catecismo da Igreja católica e, consequentemente, a submissão ao Papa.
     Continuemos, nas nossas orações, suplicando a Deus para que esta obra de unidade possa cada vez mais dar frutos. Para que se cumpra a vontade de Jesus “de um só rebanho e um só pastor”.





segunda-feira, 15 de março de 2010

Autoridade vaticana explica processo canônico de casos de abuso sexual


.- O promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Monsenhor Charles J. Scicluna, explicou em uma entrevista publicada hoje no jornal Avvenire da Conferência Episcopal Italiana dada a conhecer pela Santa Sé, a disciplina da Igreja, assim como o devido processo canônico que se segue nos casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.
A nota da Sala de Imprensa da Santa Sé explica que Dom Scicluna é "virtualmente o fiscal do tribunal do antigo Santo Ofício, cuja tarefa é investigar os chamados delicta gravoria, os delitos que a Igreja católica considera absolutamente os mais graves" entre os quais se encontram os abusos sexuais cometidos por membros do clero a menores.
O promotor explica na entrevista que "pode ser que no passado, possivelmente também por um mal-entendido sentido de defesa do bom nome da instituição, alguns bispo, na praxe, tenham sido muito indulgentes com este triste fenômeno. Na praxe, digo, porque no âmbito dos princípios a condenação por esta tipologia de delitos foi sempre firme e inequívoca".
Dom Scicluna assinala que uma má tradução ao inglês do texto que explica as normas a seguir ante os casos de abuso cuja primeira edição se realizou em 1922 e logo em 1992 deu margem a "que se pensasse que a Santa Sé impunha o segredo para ocultar os fatos. Mas não era assim. O segredo de instrução servia para proteger a boa fama de todas as pessoas envolvidas, em primeiro lugar as vítimas, e depois os clérigos acusados, que têm direito –como qualquer pessoa– à presunção de inocência até que se demonstre o contrário. A Igreja não gosta da justiça concebida como um espetáculo. A normativa sobre os abusos sexuais nunca se interpretou como proibição de denúncia às autoridades civis".
O promotor assegura logo que enquanto o então Cardeal Ratzinger, agora Papa Bento XVI, ante os casos de abuso sexual sempre "demonstrou sabedoria e firmeza na hora de tratar esses casos. Mais ainda, deu prova de grande valor enfrentando alguns casos muito difíceis e espinhosos (…). Portanto, acusar ao Pontífice de ocultação é, eu repito, falso e calunioso".
As investigações
Quando um sacerdote é acusado de abuso, explica Dom Scicluna, "o bispo tem a obrigação de investigar tanto a credibilidade da denúncia como o objeto da mesma. E se o resultado da investigação prévia é atendível, já não tem a faculdade de dispor em matéria e deve referir o caso à nossa congregação, onde será tratado pelo escritório disciplinador".
Depois de rechaçar as acusações de alguns que consideram que seu escritório trabalha lentamente, pois não é assim, o promotor precisa que entre 2001 e 2010 revisaram uns três mil casos de sacerdotes acusados de abusos, dos quais "os casos de sacerdotes acusados de pedofilia verdadeira e própria são, então, uns trezentos em nove anos. São sempre muitos, é indubitável, mas deve-se reconhecer que o fenômeno não está tão difundido como se pretende".
Dom Scicluna adverte logo que nos processos "tampouco faltaram outros em que o sacerdote foi declarado inocente ou em que as acusações não foram consideradas ou suficientemente provadas. De qualquer modo, em todos os casos, analisa-se sempre não só a culpabilidade ou não culpabilidade do clérigo acusado mas também o discernimento sobre sua idoneidade ao ministério público".
O promotor se refere logo à acusação de alguns que consideram que os bispos não denunciam ante as autoridades estes delicados casos: "em alguns países de cultura jurídica anglo-saxã, mas também na França, os bispos que sabem que seus sacerdotes cometeram delitos fora do segredo sacramental da confissão, estão obrigados a denunciá-los às autoridades judiciais. Trata-se de um dever pesado porque estes bispos estão obrigados a realizar um gesto como o de um pai que denuncia a seu filho. Apesar de tudo, nossa indicação nestes casos é a de respeitar a lei".
Seguidamente comenta o caso dos países onde os bispos não estão obrigados por lei a denunciar estes casos às autoridades civis: "nestes casos não impomos aos bispos que denunciem os próprios sacerdotes, mas sim lhes animamos a dirigir-se às vítimas para convidarem-nas a denunciar estes sacerdotes dos quais foram vítimas. Além disso, os convidamos a proporcionar toda a assistência espiritual, mas não só espiritual, a estas vítimas. Em um recente caso concernente a um sacerdote condenado por um tribunal civil italiano, esta Congregação sugeriu precisamente aos denunciantes, que se tinham dirigido a nós para um processo canônico, que o comunicassem também às autoridades civis em interesse das vítimas e para evitar outros crimes".

Transcrito do acidigital
http://www.acidigital.com












quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os números da Igreja

O secretário de estado do Vaticano, o Cardeal Tarcisio Bertone, apresentou ao Papa Bento XVI o Anuário Pontifício de 2010. Nele é apresentado os números mais importantes da Igreja, como por exemplo o número dos fiés, bispos, padres e outros.

No período referente 2007-2008 os católicos no mundo passaram de 1,147 bilhões para 1,166 bilhões, com um aumento de 19 milhões, o que significa um percentual de 1,7%, um índice um pouco maior que o crescimento populacional mundial. Assim os católicos no mundo passaram de 17,33% para 17,40% .

Rezemos para que Deus possa cada vez atrair pessoas para sua Igreja e, de nossa parte, nos empenhemos na evangelização de forma corajosa e criativa.