quinta-feira, 31 de março de 2011

Retiro do Movimento da Transfiguração em Natal e Fortaleza


Durante os dias 31 de março a 10 de abril estarei viajando para as cidades de Natal e Fortaleza, onde acontecerão os retiros do Movimento. O primeiro retiro será em Natal, dos dias 1 a 3 de abril. O segundo será em Fortaleza, nos dias 8 a 10 de abril. Esses retiros - sobretudo por ser no tempo da Quaresma -serão um momento de renovação da nossa vivência quaresmal, através da espiritualidade do Movimento da Transfiguração, para ajudar na preparação de seus membros para a grande celebração da Páscoa do Senhor.
Este ano, a Quaresma tem como tema principal a preparação para o Batismo, como temos acompanhado em todos os domingos, especialmente, no terceiro domingo da Quaresma, com a Samaritana. Neste quarto domingo, acompanharemos também com a cura do cego de nascença e, por fim, no quinto domingo, a ressurreição de Lázaro. Em todos esses textos, existe um tema central: o Batismo.
Para nós, que já somos batizados, esta Quaresma possibilita uma renovação da nossa vivência batismal para que ela seja vivida de forma plena. Podemos dizer que no batismo recebemos a nossa filiação divina e se, com nossa vida, nos abrirmos para que este dom recebido possa desabrochar, teremos a experiência de nos transfigurarmos, porque a transfiguração é, na verdade, a filiação divina de Jesus que se torna perceptível aos seus discípulos, no monte Tabor. Por isso, quando vivemos plenamente o nosso batismo, somos transfigurados em Cristo.
Nesses dias também terei oportunidade de fazer alguns contatos, com alguns bispos e padres, apresentando o Movimento da Transfiguração, para que ele possa ser mais conhecido e, desta forma, prestar um grande serviço a Igreja.
Por isso, peço a todos a oração para que esses dias produzam bastantes frutos naqueles que farão os retiros e que os contatos possam ajudar no serviço da Igreja.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Papa abraça novo arcebispo greco-católico da Ucrânia

 Bento XVI saudou hoje, ao final da audiência geral, o arcebispo maior de Kiev e novo líder da Igreja greco-católica da Ucrânia, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, cuja entronização suscitou esperanças ecumênicas.
Durante a saudação em diversos idiomas, na praça de São Pedro, o Papa se dirigiu em ucraniano ao novo prelado, de apenas 40 anos, e que tomou posse no dia 27 de março.
“Asseguro minha constante oração para que a Santíssima Trindade conceda abundância de bens, confirmando na paz e na concórdia a amada nação ucraniana”, disse o Papa ao prelado.
Depois, em italiano, o Papa se dirigiu a Shevchuk, recordando-lhe que “o Senhor o chamou ao serviço e à guia desta nobre Igreja, parte daquele povo que há mais de mil anos recebeu o Batismo em Kiev”.
“Estou seguro de que, iluminado pela ação do Espírito Santo, presidirá sua Igreja guiando-a na fé em Cristo Jesus segundo sua própria tradição e espiritualidade, em comunhão com a Sé de Pedro, que é vínculo visível desta unidade pela qual tantos filhos não duvidaram em oferecer inclusive sua própria vida.”
Por último, o Papa enviou uma “agradecida recordação” ao predecessor do novo arcebispo, o cardeal Lubomyr Husar.
O novo arcebispo, que até agora atendia os fiéis desta Igreja ‘sui iuris’ na Argentina, foi eleito pelo Sínodo da Igreja greco-católica da Ucrânia no dia 23 de março e recebeu a comunhão eclesial do Papa no dia 25 de março.
Na sua entronização, dia 27 de março, ele pôde abraçar os bispos das três Igrejas ortodoxas da Ucrânia.
Como representante do patriarcado ortodoxo de Moscou, participou Hilary de Makariv, vigário da diocese de Kiev. A Igreja ortodoxa ucraniana (patriarcado de Kiev) foi representada por seu primaz, Filarete.
O metropolita Vladimir, cabeça da Igreja ortodoxa ucraniana, dependente do patriarcado de Moscou, escreveu uma carta de felicitação a Dom Shevchuk. Ele afirma que espera que em seu ministério se desenvolvam fraternas relações entre as duas Igrejas e que “o período difícil de nossa relação fique no passado

Fonte: ZENIT

terça-feira, 29 de março de 2011

Mulher escreverá Via Sacra do coliseu na sexta-feira santa

O Escritório de Imprensa da Santa Sé anunciou hoje que o Papa Bento XVI escolheu a Presidenta da Federação de Freiras Agostinianas, a Madre Maria Rita Piccione, como encarregada de escrever as meditações da Via Sacra no Coliseu na sexta-feira Santa, é a primeira vez que esta missão é confiada a uma mulher nestes quase seis anos de pontificado.
O Via Crucis é celebrado anualmente no monumento romano do Coliseu na noite da Sexta-feira Santa e está sempre presidida pelo Pontífice. O ano passado, o Papa escolheu o Vigário Emérito da diocese de Roma, o Cardeal Camillo Ruini, enquanto que em 2008 escolheu o Arcebispo de Guwahati, Índia, Dom Thomas Menamparampil.
Na última Semana Santa celebrada por João Paulo II, no ano 2005, o encarregado de escrever as meditações foi o próprio Joseph Ratzinger, que seria elevado ao Pontificado como Bento XVI poucas semanas depois do falecimento do Papa peregrino.
Por outra parte, as imagens que acompanharão este ano as diferentes estações no livro da celebração e na transmissão televisiva serão também desenhadas por uma mulher, uma religiosa da Ordem agostiniana, Irmã Elena Magnanelli, que reside em um Monastério de Sena

Fonte: ACI digital

segunda-feira, 28 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos -5ª parte - O Pluvial

O papa Bento XVI, com pluvial sobre a alva, cíngulo e estola; observa-se ainda as pontas do pluvial sendo seguradas pelos diáconos-assistentes
O pluvial é um manto amplo, aberto à frente que os clérigos usam em algumas circunstâncias. Podemos dizer que os sacerdotes usam o pluvial em celebrações fora da missa e em procissões extraordinárias. .
Uso em procissões dentro da missa
Um dos usos do pluvial mais conhecidos é durante a celebração da missa em certas circunstâncias:
• Procissão de domingo de Ramos;
• Início da Celebração da Vigília Pascal;
• Procissão de Corpus Christi;
• Procissão na festa da Apresentação do Senhor;
• entre outros.
Nestas circunstâncias, o sacerdote inicia a celebração fora da igreja onde se celebra, com pluvial, este é usado durante toda a procissão, para a incensação do altar no momento que chega. Só então o sacerdote, retirando o pluvial reveste-se com a casula. Ou, no caso de Corpus Christi, celebra a missa toda usando casula, a depõe e reveste-se com o pluvial para a procissão. Nestas circunstâncias, o pluvial é da cor da missa que se celebra (na falta de um pluvial desta cor, usa-se branco). Na falta do pluvial, o padre usa casula em seu lugar.


domingo, 27 de março de 2011

O sentido da Quaresma

Esse texto é uma homilia de um grande amigo nosso - Pe. Emílio Cesar, da Arquidiocese de Fortaleza/CE - sobre sentido da Quaresma.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Caros irmãos e irmãs em Cristo,

Iniciamos o tempo da Quaresma que tem por objetivo principal preparar a Páscoa. A Igreja toda se prepara para celebrar a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor através destes “quarenta dias” (quadragésima daí a palavra quaresma). Os adultos que já estavam se preparando para o batismo há um longo tempo (1, 2, 3... anos) vivem estes últimos dias como num grande retiro que os conduz a diversos graus de iniciação que culminará na vigília pascal com o batismo. Os fiéis (já batizados) aproveitam a quaresma para lembrar e renovar a maior graça que receberam em vida, o batismo, e para se preparar pela penitência para celebrar a morte e ressurreição de Jesus .
Para entender melhor este tempo litúrgico e suas implicações para nossa vida e comunidade é importante conhecer um pouco da sua história .
A celebração da Páscoa, nos três primeiros séculos, reduzia-se a um jejum realizado nos dois dias anteriores. A comunidade cristã vivia tão intensamente, até o testemunho do martírio (era tempo de perseguição), que não sentia necessidade de um período para renovar a conversão já acontecida com o batismo. A alegria da celebração pascal, porém, era prolongada por cinquenta dias (Pentecostes).
O imperador Constantino no ano 313 publicou um edito que declarava que o Império Romano seria neutro em relação ao credo religioso . Na prática, isso implicou no fim da perseguição oficial realizada especialmente contra o cristianismo. Em 380, outro imperador, Teodósio, tornou o cristianismo a religião oficial do Estado. Ser cristão começou a se tornar fácil e, pior ainda, um status. Muitos começaram a se “converter” ao cristianismo com o objetivo de ganhar os favores dos governantes. A partir de então, começou-se a sentir necessidade de um período que ajudasse a exortar os féis sobre a necessidade de uma maior coerência com o batismo
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sábado, 26 de março de 2011

Terceiro domingo da Quaresma - ano A

No terceiro domingo da Quaresma, o evangelho proclamado é a passagem da Samaritana (Jo 4). A Samaritana, no diálogo com Jesus (que nós chamamos oração) e escutando a sua Palavra, percebe com clareza o seu pecado. Foi isso que lhe possibilitou ter uma experiência de fé. Sem o reconhecimento do nosso pecado, na escuta orante da Palavra de Deus, que é “mais penetrante do que uma espada de dois gumes” (Heb 4,12), o reconhecimento dos nossos erros não produz frutos de autêntica conversão.
O que desejo para cada um de nós nesse tempo de Quaresma é um encontro com Jesus mediado por sua Palavra, que nos leve ao reconhecimento do nosso pecado e suscite a fé no nosso coração. Essa fé, nascida do encontro com Jesus, produzirá frutos de conversão verdadeira.
Desta forma o exemplo da samaritana deve nos motivar a fazermos, nesta semana,  uma revisão de vida e buscarmos um sacerdote para fazermos uma boa confissão, em preparação para celebrarmos a Páscoa.
Vejamos o que o Papa Bento XVI diz sobre o evangelho da Samaritana, na sua mensagem para a Quaresma deste ano:
“O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.”
Juntos, com toda Igreja rezemos: “Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

Video da chegada do novo Arcebispo de Salvador - Dom Murilo Krieger

video

quarta-feira, 23 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos - 4ª parte - A alva

A alva consiste na veste longa e branca utilizada por todos os ministros sagrados, e que representa a nova veste imaculada que todo cristão recebe mediante o batismo. A alva é portanto um símbolo da graça santificante recebida no primeiro sacramento, e é considerada também um símbolo da pureza de coração necessária para o ingresso na graça eterna da contemplação de Deus no céu (cf. Mateus 5:8). Isso é expresso na oração recitada pelo sacerdote enquanto veste a peça, oração que se refere ao Apocalipse 7,14:

Revesti-me, Senhor, com a túnica de pureza, e limpai o meu coração, para que, banhado no Sangue do Cordeiro, mereça gozar das alegrias eternas

terça-feira, 22 de março de 2011

Quaresma na tradição bizantina

Sacerdote da Igreja Greco Melquita Católica (Eparquia Greco Melquita Católica no Brasil)
A igreja ajuda aos cristãos no seu esforço de jejuar, criando condições, que dispõem ao jejum e à penitencia. Durante a Quaresma, tudo muda na igreja, tudo é incomum: as missas, as orações, os cânticos, as melodias, as prostrações e todo o ambiente. O ambiente festivo e a solenidade são substituídos pelo arrependimento e pela purificação da consciência. Os padres se vestem em vestimentas escuras; a Porta Real se abre com menos freqüência, a iluminação é mais fraca, o sino toca menos, há poucos cânticos e mais leitura de salmos e de outras orações que predispõem à penitencia; as pessoas se ajoelham com mais freqüência.
Durante a Quaresma se repete freqüentemente a oração do Sto. Efrem o Sírio: "Senhor e Mestre da minha vida" com prostrações. A missa liturgica completa, como a mais solene de todas as missas, só é oficiada aos sábados e aos domingos, às 4as e 6as feiras durante toda a Quaresma há missas liturgicas dos Dons Pré-Santificados, que têm o caráter de penitencia.
A primeira semana tem o caráter especialmente rigoroso e suas missas são repletas de uma profundidade espiritual. Na 2a, 3a, 4a e 5a — feiras durante o grande vesperal é lido o cânone de Sto. André de Creta, que é capaz de comover até a alma mais empedernida e conduzi-la à penitencia. No sábado é lembrado o milagre do S. Teodoro de Tiro, o Megalomártir , que com a sua aparição salvou os cristão da profanação pelo sangue derramado em honra dos falsos deuses e ordenou a eles de comer o trigo cozido com mel no lugar da comida impura.
O primeiro domingo da Quaresma se chama de Domingo de Ortodoxia, que foi estabelecido em comemoração da vitória sobre os iconoclastas dos séculos 8 e 9, quando os santos ícones voltaram a ser novamente veneradas. Após a liturgia, é celebrada uma missa especial pedindo a conversão dos enganados.
O terceiro domingo da Quaresma é dedicado à adoração da venerável e vivificante cruz. No sábado, durante a missa vesperal a santa Cruz é levada do altar para o centro da igreja para adoração. Com isto, a Igreja inspira os fiéis para continuarem a jejuar, porque pela cruz Nosso Senhor retirou o poder do diabo e livra-nos dos pecados. A cruz fica no centro da igreja durante toda a quarta semana. Ao adorar a cruz, cantamos ou rezamos: "Adoramos a Tua cruz, Senhor, e glorificamos a Tua santa ressurreição."
Na quarta-feira da quinta semana, à noite, novamente é lido o Grande Cânon do Sto. André de Creta e é oferecida como exemplo a vida da Sta. Maria Egípcia, a qual, sendo uma grande pecadora, após a penitencia, se regenerou e se transformou numa santa igual-aos-apóstolos. Na sexta-feira à noite é oficiado o akáthistos em louvor da Nossa Senhora, A Qual, com a sua perfeição espiritual excedeu todos os homens e se transformou no nosso maior exemplo de inspiração.
Toda a sexta semana da Quaresma é uma preparação para a digna glorificação do Nosso Senhor, Que foi para Jerusalém para voluntariamente sofrer por nós. Na sexta-feira da sexta semana termina a Quaresma, como período designado para a penitencia. No domingo é comemorada a entrada do Nosso Senhor em Jerusalém e começa a Semana Santa — em que são lembrados os últimos dias de vida na terra do Nosso Senhor.
Durante a Quaresma, tudo nos ajuda a corrigir as nossas vidas: a abstinência da comida e de diversões, uma atenção especial nas orações em casa bem como na igreja. Desde os tempos antigos veio o costume de terminar a Quaresma com confissão e comunhão. Cada um de nós deve se preparar para a confissão, confessar sem pressa, com um profundo sentimento de arrependimento e com a intenção de modificar o nosso modo de viver. A comunhão nos proporciona uma enorme força espiritual. Por isso, é recomendável repetir a confissão e a comunhão várias vezes durante a Quaresma.

Fonte Blog Luz do oriente

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bento XVI fala sobre a Transfiguração no ângelus


Queridos irmãos e irmãs,

Agradeço ao Senhor que me permitiu viver nesses dias os Exercícios Espirituais, e estou agradecido a quantos estiveram próximos de mim na oração. O domingo de hoje, segundo da Quaresma, é chamado da Transfiguração, porque o Evangelho narra este mistério da vida de Cristo. Ele, após ter preanunciado a seus discípulos sua paixão, “levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas, segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Máximo Confessor afirma que “as vestes brancas levam o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornaram claras e transparentes e luminosas” (‘Ambiguum’ 10: PG 91, 1128 B).
Diz o Evangelho que, junto a Jesus transfigurado, “apareceram Moisés e Elias, conversando com ele” (Mt 17, 3); Moisés e Elias, figura da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro, extasiado, exclamou: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias” (Mt 17, 4). Mas Santo Agostinho comenta dizendo que nós temos só uma morada: Cristo; Ele “é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas” (‘Sermo De Verbis’ Ev. 78,3: PL 38, 491). De fato, o Pai mesmo proclama: “Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!” (Mt 17, 5). A Transfiguração não é uma mudança de Jesus, mas a revelação de sua divindade, “a íntima compenetração de seu ser com Deus, que se converte em pura luz. Em seu ser uno com o Pai, Jesus mesmo é Luz da Luz” (‘Jesus de Nazaré, 2007). Pedro, Tiago e João, contemplando a divindade do Senhor, são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como se canta em um antigo hino: “No monte te transfiguraste e teus discípulos, no quanto eram capazes, contemplaram tua glória, para que, vendo-te crucificado, compreendessem que tua paixão era voluntária e anunciaram ao mundo que tu és verdadeiramente o esplendor do Pai” (t. 6, Roma 1901, 341).
Queridos amigos, participemos também desta visão e deste dom sobrenatural, dando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus. Ademais, especialmente neste tempo de Quaresma, exorto-vos, como escreve o Servo de Deus Paulo VI, “a responder ao preceito divino da penitência com algum ato voluntário, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana” (Const. ap. ‘Pænitemini’, 17 de fevereiro de 1966, III, c: AAS 58 [1966], 182). Invoquemos a Virgem Maria, para que nos ajude a escutar e seguir sempre o Senhor Jesus, até a paixão e a cruz, para participar também da sua glória.

domingo, 20 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos - 3ª parte - O Cíngulo

O cíngulo conta, na atualidade, de um cordão de cerca de 4 metros com dois pompons nas pontas com franjas. O cíngulo segue a cor do tempo, podendo ser branco, roxo, rosa, preto, vermelho, verde ou de cor festiva (dourado). Entretanto, como os demais paramentos usa-se o branco na falta da cor específica.
O cíngulo possui decoração austera que pode constar de fios dourados ou prateados unidos à cor do cíngulo, sem pedras ou ornamentos maiores.
Usam o cíngulo todos os ministros que portam a alva. Nesses se incluem os acólitos, os leitores instituídos e todos os clérigos. O cíngulo é posto sempre sobre a alva, amarrado a cintura. Se se usa estola, esta fica, tradicionalmente, presa ao cíngulo.

Fotos do Cígulo

O Papa Bento XVI durante a adoração da Santa Cruz na Sexta-feira Santa, uso do cíngulo vermelho, cor da celebração.


sábado, 19 de março de 2011

2º Domingo da Quaresma - Ano A


O segundo domingo da quaresma tem como centro da liturgia da Palavra a proclamação do evangelho da Transfiguração do Senhor Jesus. Isto se repete todos os anos, a única diferença é de qual evangelista é retirada a narração. Este ano, a Igreja vive o ano A e, portanto, o texto é o do evangelista Mateus.
Vejamos o que o Papa Bento XVI diz sobre o evangelho da Transfiguração, na sua mensagem para a Quaresma deste ano.
“O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor” 
O centro da narração da Transfiguração está na voz do Pai que diz: "Este é o meu filho muito amado: Ouvi-o”, nos dando uma orientação bem precisa para nossa caminhada quaresmal, em preparação para a Páscoa. Uma verdadeira quaresma se vivencia através de uma maior aproximação da Palavra de Deus, feita de forma oracional, especialmente pelo método da lectio divina.
Para nós, que fazemos parte do Movimento da Transfiguração, este domingo é especial porque nos faz penetrar mais no carisma do Movimento pelo caminho da Oração, da Palavra de Deus e da liturgia. Que a contemplação do Ícone acima nos ajude a mergulhar mais no conhecimento da pessoa de Jesus.
Junto com toda Igreja rezemos: “Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso filho amado, alimentai o nosso espírito com a vossa Palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Solenidade de São José

Igreja celebra no dia 19 de março a Solenidade de São José, o pai adotivo de Jesus. Dentre os muitos títulos e méritos deste grande santo, que é padroeiro de toda a Igreja, desejamos ressaltar uma virtude fundamental na sua vida, que podemos perceber com bastante facilidade no evangelho: No evangelho de Mateus por três vezes a Palavra de Deus é dirigida a São José em sonho (Mt 1,20-24; Mt 2, 13-14;Mt 2,19-21) e em todas as vezes ele a cumpre sem questionar e prontamente, mesmo sendo palavras difíceis para a compreensão humana e que sempre trazendo grandes desafios para serem obedecidas.
José pode ser para nós um grande modelo de obediência à Lei de Deus, que é ensinada pela Igreja, nos livrando de duas formas de excesso: a primeira, uma forma de obediência tradicionalista e farisaica, que se importa mais com as normas do que com as pessoas; e a segunda, que é também outro desvio, uma obediência marcada pelo relaxamento, onde não se tem clareza do que é certo e do que é errado.
José foi obediente à Lei vivendo-a no Espírito. Desta forma, a Lei cumpre o seu papel de defender o próprio homem de suas fraquezas e o Espírito pode operar, com toda a potência, no coração do homem. Foi esta forma de interpretação que José usou em relação a Maria. Também nós somos chamados a aplicá-la na nossa vida, não para condenar os nossos irmãos, mas para ajudar, a eles e a nós, a cumprir a vontade de Deus.
Que nesta quaresma o exemplo de São José nos atraia para crescermos na escuta e na obediência à Palavra de Deus. Juntos com toda Igreja Rezemos: “Deus todo poderoso, pelas preces de São José, a quem confiaste as primícias da Igreja,concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus cristo,vosso Filho,na unidade do Espírito santo”.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os dons do Espírito Santo II – O dom da Piedade


O dom da piedade gera no coração humano a experiência existencial da nossa filiação divina. Por ele, somos introduzidos no relacionamento do filho de Deus, Jesus, com o Pai, na Trindade.
Com este dom, a pessoa começa a experimentar a intimidade e confiança de Jesus em relação ao Pai. É a forma de vivenciarmos plenamente o nosso batismo, a filiação divina, através da nossa incorporação em Cristo, como diz são Paulo: “somos filhos no filho”.
A vivência deste dom possibilita um relacionamento afetivo e efetivo com Deus, nosso Pai. Este relacionamento se expressa de forma especial na nossa oração e transborda para a nossa vida. A qualidade da nossa oração passa a ser mais simples e profunda como o relacionamento de uma criança que se sente amada por seu pai.
Outra consequência é a vivência fraterna, que passa de um mero conceito bonito, para uma realidade existencial; o amor aos irmãos torna-se, assim, fruto do nosso relacionamento com aquele que é o nosso Pai comum.
Uma grande santa da igreja tinha esse dom de uma forma muito perceptível: Santa Terezinha do Menino Jesus. Ela desenvolve uma espiritualidade que se chama infância , um caminho para permanecer como uma criança que vive na confiança absoluta de Deus que é Pai.
O caminho para que este dom, que recebemos no batismo, possa crescer em nós é: primeiro, a súplica do espírito santo; e o segundo, é o exercício da virtude da religião, isto é, de uma espiritualidade disciplinada, marcada pela oração, pela vivencia litúrgica e leitura orante da Palavra de Deus.
Destacaria, entre esses, o exercício diário da Lectio Divina, que é uma leitura orante da Palavra de Deus, que vai, aos poucos, nos introduzindo na dinâmica do relacionamento de Jesus com o Pai. Desta forma, vamos aprendendo que a oração é um dialogo de amor e intimidade que, quanto mais nos aproximamos e nos exercitamos, mais vai crescendo dentro de nos.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

A data da Última Ceia segundo Bento XVI


Abaixo segue uma parte do novo livro do Papa Bento XVI, onde ele fala sobre a controvérsia da data da Última Ceia:

1. A data da Última Ceia


O problema da datação da Última Ceia de Jesus assenta no contraste, a este respeito, entre os Evangelhos sinópticos, de um lado, e o Evangelho de João, do outro. Marcos, que Mateus e Lucas seguem no essencial, oferece a este propósito uma datação precisa. «No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava a Páscoa, os discípulos perguntaram-Lhe: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” [...] Chegada a noite, Jesus foi com os Doze» (Mc 14, 12.17). A tarde do primeiro dia dos Ázimos, quando no templo se imolavam os cordeiros pascais, é a vigília da Páscoa. Segundo a cronologia dos sinópticos trata-se de uma quinta-feira.
Depois do ocaso, começava a Páscoa, e foi então consumida a ceia pascal por Jesus com os seus discípulos, bem como por todos os peregrinos idos a Jerusalém. Na noite de quinta para sexta-feira – sempre segundo a cronologia sinóptica –, Jesus foi preso e apresentado ao tribunal, na manhã de sexta-feira foi condenado à morte por Pila- tos e sucessivamente, «pela hora tércia» (cerca das nove da manhã), foi crucificado. A morte de Jesus deu-se à hora nona (cerca das três horas da tarde). «Ao cair da tarde, visto ser a Preparação, isto é, véspera do sábado, José de Arimateia [...] foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus» (Mc 15, 42-43). A sepultura devia fazer-se ainda antes do ocaso porque depois começava o sábado. O sábado é o dia do repouso sepulcral de Jesus. A ressurreição tem lugar na manhã do «primeiro dia da semana», no domingo.
Esta cronologia vê-se comprometida pelo seguinte problema: o processo e a crucifixão de Jesus teriam acontecido na festa da Páscoa, que naquele ano calhava na sexta-feira. É verdade que muitos estudiosos procuraram demonstrar que o processo e a crucifixão eram compatíveis com as prescrições da Páscoa. Mas, não obstante toda a erudição, resta problemático que, naquela festa muito importante para os judeus, fossem admissíveis e possíveis o processo diante de Pilatos e a crucifixão. Aliás, esta hipótese vê-se obstaculizada também por uma informação fornecida por Marcos. Afirma ele que, dois dias antes da festa dos Ázimos, os sumos sacerdotes e os escribas procuravam maneira de se apoderarem de Jesus à má-fé para O matarem, mas a propósito declaravam: «Durante a festa não, para que o povo não se revolte» (14, 2; cf. v. 1). Segundo a cronologia sinóptica, porém, a execução capital de Jesus terá de facto tido lugar precisamente no dia da festa.
Vejamos agora a cronologia joanina. João tem o cuidado de não apresentar a Última Ceia como ceia pascal. Pelo contrário, as autoridades judaicas, que levam Jesus ao tribunal de Pilatos, evitam entrar no pretório «para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa» (18, 28). A Páscoa começa apenas ao entardecer; durante o processo, ainda se está a pensar na ceia pascal; processo e crucifixão têm lugar no dia antes da Páscoa, na parasceve, a «preparação», e não na própria festa. Naquele ano, portanto, a Páscoa estende-se do ocaso de sexta-feira até ao ocaso de sábado, e não do entardecer de quinta-feira até ao entardecer de sexta-feira.

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terça-feira, 15 de março de 2011

O Papa envia uma doação de 100 000 dólares para o Japão.

No último fim de semana o Papa Bento XVI enviou uma doação de 100 000 dólares à Conferência de Bispos Católicos do Japão para ajudar as vítimas do terremoto e o tsunami que açoitaram a ilha na sexta-feira 11 de março.
Dom Anthony Figueiredo, do Pontifício Conselho Cor Unum, encarregado das obras de caridade do Papa, assinalou à Rádio Vaticano que este dicastério trabalha de perto com os bispos japoneses, com a rede da Caritas Internationalis e outras organizações de ajuda para determinar a melhor forma de responder às necessidades dos habitantes do Japão.
O funcionário vaticano disse ademais que o ocorrido no Japão é "uma vasta tragédia" que se soma ao tsunami de 2004 na Ásia, o terremoto e as inundações no Paquistão e o devastador terremoto do Haiti em janeiro de 2010.
"O primeiro que nós devemos fazer é rezar para que estas pessoas tenham esperança", assinalou.
"Obviamente se necessita ajuda material e concreta. O Santo Padre enviou através deste Pontifício Conselho a quantia de 100 000 dólares à conferência dos Bispos japoneses porque esta é a forma mais rápida de que os recursos possam chegar às diocese mais afetadas".
Notícia retirada do ACI Digital

segunda-feira, 14 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos - 2ª parte - Estola

Estola

Paramento usado pelos clérigos sobre a alva ou vestes corais. Os diáconos a usam a tiracolo, os sacerdotes ao redor do pescoço e caindo sobre o peito. Simboliza ainda o poder sacerdotal e é necessária para a administração de qualquer sacramento.

Estola diaconal


Estola Presbiteral



domingo, 13 de março de 2011

Primeiro domingo da Quaresma - Ano A

No primeiro Domingo da Quaresma a Igreja nos propõe a proclamação do evangelho da vitória de Jesus sobre a tentação, no deserto. O que muda é o evangelista que é usado, já que a Igreja divide as leituras dominicais em anos A, B e C. No ano A são privilegiadas as leituras do evangelista Mateus; no ano B, as leituras do evangelista Marcos; e no ano C, o evangelista Lucas. Estamos no ano A, assim são privilegiadas as leituras do evangelista Mateus.
A Quaresma teve inicio na quarta-feira, dia 09 de março, com a imposição das cinzas, sinal de penitência e conversão. E neste domingo, dia 13 de março, com a proclamação do evangelho de São Mateus (4, 1-11), vimos Jesus vencendo a tentação do inimigo de Deus, do diabo (dia-bolus – que significa aquele que divide). Sua grande ação consiste em nos dividir e nos separar de Deus, dos outros e de nós mesmos.
Vejamos o que o papa Bento XVI diz sobre este primeiro domingo da quaresma:
“O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição de homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade, para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.”
Nesse espírito, rezemos com toda a Igreja: “concedei-nos, ó Deus Onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

sábado, 12 de março de 2011

BENTO XVI ENFRENTA CINCO QUESTÕES EM SEU NOVO LIVRO


Apresentação do cardeal Marc Ouellet (Prefeito da congregação para os bispos)

Fundamento histórico

A primeira questão é o fundamento histórico do cristianismo. “Dado que o cristianismo é a religião do Verbo encarnado na história, para a Igreja é indispensável ater-se aos fatos e aos acontecimentos reais, precisamente porque eles contêm ‘mistérios’ que a teologia deve aprofundar, utilizando chaves de interpretação que pertencem ao domínio da fé”.
“Desta perspectiva, compreende-se o interesse do Papa pela exegese histórico-crítica, que ele conhece bem, e da qual tira o melhor, para aprofundar nos acontecimentos da Última Ceia, no significado da oração no Getsemani, na cronologia da paixão e, em particular, nas marcas históricas da Ressurreição”.

Jesus, um revolucionário?

A segunda questão afeta o messianismo de Jesus. “Alguns exegetas modernos fizeram de Jesus um revolucionário, um professor de moral, um profeta escatológico, um rabino idealista, um louco de Deus, um messias em certo sentido à imagem de seu intérprete, influenciado pelas ideologias dominantes”.
“A exposição de Bento XVI sobre este ponde está difundida e bem enraizada na tradição judaica”, afirmou. “Jesus declara diante do Sinédrio que é o Messias, esclarecendo a natureza exclusivamente religiosa do próprio messianismo. Por esse motivo, é condenado por blasfemo, pois se identificou com o Filho do Homem que vem sobre as nuvens do céu”.
O Papa sublinha que o objetivo do messianismo de Jesus é “instaurar o novo culto, a adoração em Espírito e Verdade, que envolve toda a existência pessoal e comunitária, como uma entrega de amor pela glorificação de Deus na carne”, indicou o prefeito da Congregação para os Bispos.

Expiação dos pecados

O terceiro debate esclarecido pelo Santo Padre afeta a “redenção e o lugar que nela deve ocupar a expiação dos pecados. O Papa enfrenta as objeções modernas a esta doutrina tradicional. Um Deus que exige um expiação infinita não é acaso um Deus cruel, cuja imagem é incompatível com nossa concepção de um Deus misericordioso?”
Para responder a essa pergunta, Ratzinger "demonstra como a misericórdia e a justiça se dão as mãos no contexto da Aliança querida por Deus. Um Deus que perdoa tudo sem se preocupar com a resposta que sua criatura tem de dar estaria tomando a sério a Aliança e sobretudo o horrível mal que envenena a história do mundo?”
Essas perguntas convidam “à reflexão e em primeiro lugar à conversão”. “Não é possível ter uma visão clara destas questões últimas permanecendo neutros ou se mantendo à distância. É necessário implicar a própria liberdade para descobrir o sentido profundo da Aliança, que justamente implica o compromisso da liberdade de cada pessoa”.
A conclusão de Bento XVI é que “o mistério da expiação não deve ser sacrificado por nenhum racionalismo prepotente”.

Sacerdócio de Cristo

Outra questão candente é a do sacerdócio de Cristo. “Segundo as categorias eclesiais de hoje, Jesus era um leigo revestido de uma vocação profética. Não pertencia à aristocracia do Templo e vivia à margem desta instituição fundamental para o povo de Israel. Este fato levou muitos a considerar a figura de Cristo como totalmente alheia e sem nenhuma relação com o sacerdócio. Bento XVI corrige esta interpretação, apoiando-se firmemente na Carta aos Hebreus, que fala amplamente do sacerdócio de Cristo”.
“O Papa responde às objeções históricas e críticas mostrando a coerência do sacerdócio novo de Jesus com o culto novo que veio a estabelecer na terra, obedecendo a vontade do Pai. O comentário da oração sacerdotal de Jesus é de uma grande profundidade e leva o leitor a horizontes que nunca pudera imaginar. A instituição da Eucaristia aparece neste contexto, com uma beleza luminosa que se reflete na vida da Igreja como seu fundamento e manancial perene de paz e alegria”.

Ressurreição

A última questão mencionada pelo cardeal Ouellet é a ressurreição. Bento XVI afirma que “a fé cristã tem sentido ou desfalece em virtude da verdade do testemunho segundo o qual Cristo ressuscitou dentre os mortos”.
“O Papa lança-se contra elucubrações exegéticas que declaram como compatíveis o anúncio da ressurreição de Cristo e a permanência de seu cadáver no sepulcro – explica Oullet –. Exclui estas absurdas teorias observando que o sepulcro vazio, se bem que não seja uma prova da ressurreição, da qual ninguém foi testemunha, fica como um sinal, um pressuposto, uma marca deixada na história por um acontecimento transcendente”.
A importância histórica da ressurreição se manifesta no testemunho das primeiras comunidades, que deram vida à tradição do domingo como sinal de identificação e pertença ao Senhor.
“Se se considera a importância que o sábado tem na tradição veterotestamentária, baseada no relato da criação e no Decálogo, torna-se evidente que só um acontecimento com uma força surpreendente poderia evocar a renúncia do sábado e sua substituição pelo primeiro dia da semana”, escreve o Papa.
Por isso, faz esta confissão: “Para mim, a celebração do Dia do Senhor, que distingue a comunidade cristã desde o início, é uma das provas mais fortes de que aconteceu uma coisa extraordinária nesse dia: a descoberta do sepulcro vazio e o encontro com o Senhor ressuscitado”.

Retirado da agência de notícia Zenit

sexta-feira, 11 de março de 2011

Trechos do Novo livro do Papa

O método de Deus

“É próprio do mistério de Deus agir calmamente. Pouco a pouco Ele constrói na grande história da humanidade a sua história. Torne-se homem, mas de modo a poder ser ignorado por seus contemporâneos, pelas forças influentes da história. Sofre e morre e, como o Ressuscitado, quer vir para a humanidade apenas através da fé dos seus, aos quais se manifesta. Continuamente Ele bate suavemente às portas de nossos corações, e, se abrimos, lentamente nos tornamos capazes de “ver”. E, no entanto, — não seria este talvez o estilo do divino? Não devasta com a potência exterior, mas dá liberdade, dar e suscitar amor. E isso que, aparentemente, é tão pequeno, não é talvez – pensando bem— o que é verdadeiramente grande?”.

O conhecimento científico não nos faz conhecer a verdade


“Na grandiosa matemática da criação, nós podemos ler no código genético do homem, percebemos a linguagem de Deus. Mas, infelizmente, não toda a linguagem. A verdade funcional sobre o homem se tornou visível. Mas a verdade sobre si mesmo — sobre quem ele é, de onde vem, para que finalidade existe e o que é o bem ou o mal — esta, infelizmente, não pode ser lida de tal modo. Com o crescente conhecimento da verdade funcional parece andar de mãos dadas uma cegueira crescente para “a verdade” em si – para a pergunta sobre o que é a nossa verdadeira realidade e qual é o nosso verdadeiro fim”.

Humilde súplica ao Senhor da Igreja

Ao navegar pelos blogs católicos encontrei essa pérola. Uma oração belíssima, mas, ao mesmo tempo corajosa, do Bispo auxiliar de Aracaju: D. Henrique Soares da Costa. Que esta oração nos ajude a fazer uma autêntica revisão de vida nesta quaresma.


Humilde súplica ao Senhor da Igreja

Jesus!

Não permitas que tua Igreja desvie o olhar de ti!

Não permitas que, em teu nome, nos descuidemos de te amar, de preocupar-se contigo, de te proclamar, amorosa e convictamente, como o único Deus verdadeiro, o único caminho, o Bem supremo e definitivo de toda a humanidade!

São tantas as desculpas para nos distrairmos de ti:

À esquerda, as preocupações pelas causas sociais. Então, os olhos de muitos brilham quando fazem intermináveis e irreais análises de conjuntura, quando falam de questões como a fome, a pobreza, a ecologia, a falta de políticas públicas sérias, os vários sistemas econômicos… O discurso ideológico – e alienado, porque fora da realidade e dentro de uma gaiola ideológica que torna bobas as pessoas que, ainda assim, se pensam espertas, cheias de senso crítico – o discurso ideológico ocupa a vida desses que, pensam fazer isto por ti, mas de ti pouco se lembram… Tudo é instrumentalizado e sacrificado por esses no altar maldito e estéril da ideologia; tudo é manipulado em prol da doutrinação ideológica, como os intelectuais orgânicos do marxista ateu Antônio Gramsci: a liturgia é desfigurada, o dogma é manipulado, a santidade é esquecida, as virtudes cristãs deixadas em segundo plano… Assim, por ti – e não é por ti! – se esquecem de ti! Tem-se, então, Senhor meu, uma Igreja sem graça, masculina, do fazer, da luta, do combate, dos slogans tolos e cansativos, da patrulha ideológica! Uma Igreja que não atrai, não encanta e que se mostra cada vez mais estéril! Esta pseudo-igreja dos que de ti se afastam pela esquerda já não te considera mais como o único Salvador: colocam-te abaixo do diálogo interreligioso, consideram todas as religiões iguais e tu, Salvador nosso, tornas-te somente mais uma ilusão que só serve enquanto inspira suas lutas de ilusória e chata e mentirosa libertação…

Não, definitivamente, esta não é a Igreja que tu sonhaste, Senhor! É uma deturpação pobre da tua Pessoa, do teu Evangelho e do que tu pensaste… Tudo no molho do marxismo requentado e de um sociologismo tolo, que só agrada e convence aos incultos ou aos que disso se aproveitam, usando a Igreja para obter benefícios políticos ou econômicos…

À direita, a situação não é muito melhor. Confundem evangelizar com fazer show, falar na linguagem de hoje com ser vulgar e secularizado. Transformam o sacerdócio em meio para se promover artisticamente, usam o teu Evangelho para aparecerem, deixando-te na penumbra. À direita, quantos astros, ó Cristo, que se esquecem que somente tu és o Sol que não tem ocaso! Tu e o Reino que vieste anunciar tornam-se, então, somente um sentimento, um adocicado xarope de um Evangelho falsificado que cabe em qualquer programa de televisão e que pode ser proclamado numa passarela de samba, numa pista de dança ou até mesmo numa festinha pouco honesta. Esvaziaram tua mensagem, tornaram apenas um fantasma a tua Pessoa, amoleceram e imbecilizaram tua palavra santa! Para esses, a missa é show, a pregação é conferência afetada e sem conteúdo sólido, a liturgia é colocada a serviço da emotividade, do intimismo e do individualismo. No fundo, tu, o Jesus real, o Jesus da Igreja, o Jesus que nos foi transmitido por gerações de cristãos, é falseado e desaparece na penumbra desse cristianismo barato e invertebrado…

E há também aqueles que se esquecem de ti no ativismo da prática pastoral, pensando que a pastoralite é prova de amor a ti e de construção do Reino que trouxeste. Há ainda os que se perdem numa visão burocrática e fria de Igreja, pensando que cuidar de Cristo é ser administrador de uma instituição, de obras ou de projetos… Há, finalmente, os que confundem Tradição com tradicionalismo e pastoreio com jogos de poder…

Jesus! Jesus, Senhor nosso!

Ser cristão é te amar, é te escutar, é olhar-te nos olhos, é encantar-se contigo!

Tua Igreja é a comunidade dos que te amam, dos que já não saberiam viver sem ti! Por ti largam-se a si mesmos, por teu amor rezam e fazem penitência, procurando tua santa vontade crescem humildemente na virtude e na caridade… Tua Igreja celebra com zelo e respeito profunda a santa Liturgia, jamais instrumentaliza a tua Palavra ou falsifica a reta doutrina católica…

Tua Igreja – nossa Mãe católica – é a assembleia dos que proclamam que somente tu és Senhor, somente tu és Salvador, somente tu és a Verdade. Os da tua Igreja respeitam a todos, respeitam a todas as religiões, mas sabem, sem medo nem complexos, que somente no cristianismo encontra-se a verdade que o próprio Deus-Pai, por ti, nos revelou nas Escrituras e na Tradição apostólica e nos deu como graça e vida nos sacramentos. Teus discípulos, filhos da Mãe católica têm certeza plena que somente aquela Igreja unida a Pedro é a tua Igreja, a única e una Igreja que fundaste e à qual prometeste que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre ela…

Senhor, que tua Igreja seja feminina:

Esposa tua, Mãe nossa,

acolhedora da Palavra,

virgem pela fé guardada fielmente,

fecunda pela abertura serena e profunda ao Espírito,

terna pela beleza de sua liturgia celebrada com decoro e piedade,

cuidadosa pela capacidade de ser atenta aos detalhes, coisa de quem ama,

apaixonada pela esperança coloca em ti, Esposo, de modo inabalável…

Senhor, cuida e orienta a tua Igreja, nossa Mãe católica!

Não nos deixes desviar do reto caminho nas estradas tão tortuosas da história humana, peregrinação no tempo rumo à eternidade.

Senhor fiel e bom, faze que o teu Espírito impila tua Igreja a dizer-te, cada dia, em cada ação, em cada respiro: “Vem!”

E tu, Esposo fidelíssimo, fá-la ouvir a cada momento tua resposta certa e consoladora: “Eis que venho em breve!”

Amém!

Fonte:vs blog

http://blog.veritatis.com.br/

Postado pela primeira vez na quaresma do ano passado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mensagem do Papa para campanha da fraternidade

Ao Venerado Irmão


DOM GERALDO LYRIO ROCHA

Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI

terça-feira, 8 de março de 2011

Quarta-feira de Cinzas

                                                                                 
O rito da imposição das Cinzas remonta do século VII, na cidade de Roma, quando o Papa celebrava a Eucaristia assistido por todos os sacerdotes das igrejas de Roma.
Após a oração inicial havia a procissão de uma igreja para outra, enquanto se cantavam as ladainhas dos santos. Concluía-se com a celebração da Eucaristia.
Ao final da Missa, os sacerdotes tomavam o pão eucarístico (fermentum) e o levavam aos fiéis que não tinham podido participar, para indicar a comunhão e a unidade entre todos os membros da Igreja.
A imposição das cinzas era um rito reservado inicialmente aos penitentes públicos, que pediam para ser reconciliados durante a Quaresma. Contudo, por humildade e reconhecendo-se necessitados de reconciliação, o Papa, o clero e depois todos os fiéis quiseram, com o passar do tempo, também receber as cinzas.
A quarta-feira de cinzas é, juntamente com a sexta-feira santa, um dia de jejum e abstinência de carne. A obrigação da abstinência começa aos 14 anos até o fim da vida; já o jejum começa aos 18 anos e vai até os 60 anos.
A quarta-feira de cinza nos introduz no tempo quaresmal. A quaresma é, assim, o maior tempo de preparação do ano litúrgico. Tem a duração de quarenta dias e possui uma ligação direta com os quarenta dias que Jesus passou no deserto para dar início à sua missão. Também nos faz lembrar os quarenta anos que o povo de Deus passou no deserto até chegar à terra prometida.
Na quaresma, somos sempre motivados a fazer algum tipo de penitência como um exercício, que fortalece a nossa vontade para lutarmos contra o pecado e para nos fortalecer no seguimento a Jesus. Durante muito tempo, houve um grande exagero na questão das penitências. Mas hoje corremos o risco de outro exagero: o abandono das práticas de penitência.
A prática da penitência vivida de forma sadia e equilibrada, nos ajuda a ter um maior domínio sobre os nossos instintos e paixões, nos deixando mais livre para as nossas decisões do dia-a-dia. Isto é de suma importância para o nosso crescimento na fé. Por isso, cada um deve se colocar diante de Deus e eleger suas penitências para essa quaresma.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Paramentos Litúrgicos - 1ª parte - A Casula

Com esta postagem damos início a uma série sobre os Paramentos Litúrgicos. Nesta postagem veremos a Casula, por ser a mais visível e por estar sobre os outros. A casula é vestida pela primeira vez na ordenação presbiteral. Logo após a imposição das mãos e oração consecratória, o padre retira a estola diaconal, põe a presbiteral e, sobre ela, a casula. Posteriormente, segue o rito de Ordenação com a unção das mãos.
Na forma extraordinária, o sacerdote recebe a casula amarrada na parte posterior, sendo chamada casula plicada. Ele permanece com ela do momento que a recebe até o final da celebração. Quando o bispo diz sobre ele, a oração: "Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; aqueles a quem não perdoardes, eles serão retidos." Então as casulas são desamarrada.
A casula é, desta forma, o manto sacerdotal usado sobre a estola e alva. Seu significado remete ao caráter sacrificial da missa. Seu uso é obrigatório em todas as missas e proibido fora delas. Hoje são usados dois tipos de casulas: a Romana e a Gotica.

A ROMANA




GOTICA






sábado, 5 de março de 2011

O Domingo da Quinquagésima


O Domingo da Quinquagésima, também conhecido como o Domingo de Carnaval, era a forma que era chamado este domingo antes da quarta-feira de cinzas, antes da reforma litúrgica que aconteceu depois do Concilio Vaticano II. Naquela época, o tempo da quaresma (quadragésima) era antecedido por um tempo de transição, chamado de septuagésima, entre o tempo comum e o tempo da quaresma.
Este tempo é composto de três domingos: o Domingo da Septuagésima propriamente dito, o Domingo da Sexagésima e o Domingo da Quinquagésima (também conhecido como Domingo de Carnaval). Como as semanas não têm dez dias, os nomes são simbólicos, lembrando-nos dos setenta anos de duração que teve o exílio babilônico do povo hebreu e contando o tempo para a chegada da Quaresma.
Este tempo ajudava aos fiéis a entrar, gradualmente e pedagogicamente, no tempo de penitência e preparação para a Quaresma. Por exemplo, o aleluia já não se canta a partir do domingo da septuagésima, mas ainda não começa os tempos de jejum e abstinência de carne.
As leituras da Santa Missa ajudam nesta preparação: no Domingo da Septuagésima, lê-se a história da Queda. Em seguida, vai-se percorrendo a História da Salvação, da Redenção; A Igreja nos conta de Noé na Sexagésima, e de Abraão na Quinquagésima: não estamos sozinhos! Na Quarta-Feira de Cinzas, fala-nos o santo profeta Joel: "Jejuai!" E recomenda Nosso Senhor: "quando jejuardes, não façais como os hipócritas"...
O pedido do santo Padre é que haja um enriquecimento mútuo do antigo missal com o novo, o que ele chama da “reforma da reforma”, e que hoje é possível devido a aprovação das duas formas de celebrar do rito romano: a forma ordinária e a extraordinária. A forma ordinária é aquela aprovada pelo Papa Paulo VI, que é o que é celebrado normalmente hoje nas nossas paróquias; A forma extraordinária, o de São Pio V, rito que se celebrava antes do Concílio Vaticano II. Essa forma de celebrar é utilizada em pelo menos 2.000 comunidades no mundo (só contando as missas dominicais).
Que neste domingo de “quinquagésima”, possamos já nos preparar para este grande tempo de preparação e conversão que é a Quaresma, para podermos assim celebrarmos a nossa Páscoa da melhor forma possível.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O novo livro de Bento XVI e os Judeus

O novo livro de Bento XVI sobre a vida de Jesus, “Jesus de Nazaré”, será lançado no dia 10 de março e já está tendo uma grande repercussão na mídia mundial, especialmente, no que se refere ao julgamento de Jesus.
Na verdade, esta é a segunda parte do que deve ser uma série de três livros. O primeiro volume de «Jesus de Nazaré» tinha sido publicado em 2007 e foi dedicado à vida de Cristo desde o Batismo até a Transfiguração. Neste segundo volume, da entrada de Jesus em Jerusalém até a ressurreição. O terceiro volume será sobre os evangelhos da infância.
Em comunicado divulgado pelo serviço de informação do Vaticano, assinala-se que o livro será editado em sete línguas: alemão, italiano, inglês, espanhol, francês, português e polaco.
Neste livro, o Papa entra em grandes questões, especialmente, sobre ceia pascal e a ressureição de Cristo, que com certeza vai influenciar muito a nossa forma de ler a bíblia. Tenho uma grande expectativa de ter este novo volume nas mãos o mais rápido possível.
Não posso negar a grande admiração que tenho por Bento XVI, por sua grande capacidade intelectual, aliada a uma vida espiritual profunda e uma autêntica sabedoria, marcada pelo amor e pela humildade.
Mas, já que a mídia deu uma grande ênfase em relação aos Judeus, veja abaixo um pequeno trecho do livro, traduzido pela , sobre o papel dos Judeus no julgamento de Jesus:
"Mas perguntemo-nos antes de mais nada: quem eram precisamente os acusadores? Quem insistiu na condenação de Jesus à morte? Nas respostas dos Evangelhos, há diferenças sobre as quais devemos refletir.
Segundo João, estes eram simplemente os ‘judeus'. Mas esta expressão, em João, não indica, de modo algum - como o leitor moderno talvez tenda a interpretar - o povo de Israel como tal, e menos ainda tem um caráter 'racista'.
Em suma, o próprio João, no que diz respeito à nacionalidade, era israelita, como Jesus e toda a sua família. Toda a comunidade primitiva era composta por israelitas. Em João, esta expressão tem um significado preciso e rigorosamente limitado: ele designa, com ela, a aristocracia do templo.
Assim, no quarto Evangelho, o círculo dos acusadores que buscam a morte de Jesus é descrito de forma precisa e claramente delimitada: Trata-se precisamente da aristocracia do templo, e inclusive esta não sem exceção, como dá a entender pela alusão a Nicodemos (cf. 7, 50ss)."

quinta-feira, 3 de março de 2011

Livro de Bento XVI sobre Jesus Cristo sai na semana que vem


Santa Sé adianta uma parte do seu conteúdo
 - "Jesus de Nazaré: de Nazaré a Jerusalém": neste segundo volume de seu livro sobre Jesus, Bento XVI apresenta a morte de Cristo como "reconciliação" (expiação) e cura, e evoca a natureza e o "significado histórico" da ressurreição.
O livro será apresentado no Vaticano em 10 de março, pelo cardeal Marc Ouellet, mas hoje já deram a conhecer alguns extratos e o índice de conteúdos.
Depois do primeiro volume - "Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à transfiguração" -, o segundo propõe "uma reflexão pessoal" sobre a missão, a paixão e a ressurreição de Cristo.
Ele aborda questões fundamentais, como o mal no mundo e a discrição de Deus.
O Papa trata de questões exegéticas, como a data da Última Ceia, pois os relatos dos evangelhos sinóticos - Marcos, Mateus e Lucas - e de João apresentam os acontecimentos de forma diferente.
Esclarece-se, por exemplo, o "mistério do traidor" no capítulo sobre o apóstolo Judas Iscariotes. O lava-pés, diz o Papa, apresenta duas formas diferentes de reações humanas diante do dom de Deus: a de Pedro e a de Judas.
O capítulo 1 é dedicado à entrada de Jesus e à purificação do Templo; o 2, ao discurso escatológico (fim dos tempos, tempo das nações, profecia e apocalíptica no discurso escatológico).
O capítulo 3 é consagrado ao lava-pés (A hora de Jesus, "Vós estais puros", sacramento e exemplo, Dom e dever, o mandamento novo, o mistério do traidor, duas conversas com Pedro, o lava-pés e a confissão do pecado).
O capítulo 4 é dedicado à oração sacerdotal de Jesus (a festa judaica da Expiação como pano de fundo, fundamento bíblico da oração do sumo sacerdote, outros grandes temas da oração: a vida eterna, santifica-os na verdade, eu lhes dei a conhecer o teu nome, que todos sejam um).
O capítulo 5 trata da Última Ceia: datação, instituição da Eucaristia, teologia das palavras da instituição, da Última Ceia à Eucaristia, a manhã do domingo.
O capítulo 6 fala da agonia no Getsêmani: rumo ao Monte das Oliveiras, oração de Jesus, vontade de Jesus e vontade do Pai, oração no Getsêmani e Carta aos Hebreus.
O capítulo 7 é dedicado ao processo de Jesus: discussão no Sinédrio, Jesus perante o Sinédrio, Jesus diante de Pilatos.
O capítulo 8 trata da crucificação e sepultamento: Jesus na cruz (Pai, perdoa-lhes, Jesus zombado, grito de abandono, a túnica, tenho sede, as mulheres, a Mãe de Jesus, a morte de Jesus, a sepultura), a morte de Jesus como reconciliação (expiação) e cura.
O capítulo 9, o último, evoca a Ressurreição de Jesus: o que significa a ressurreição de Jesus? Dois tipos diferentes de testemunhos sobre a ressurreição (Morte de Jesus, o túmulo vazio, o terceiro dia, testemunhas/aparições de Jesus a Paulo, aparições de Jesus nos evangelhos); a natureza da ressurreição e significado histórico.
No epílogo, o Papa aborda os outros artigos do Credo: subiu aos céus, está sentado à direita do Pai, há de vir em glória.

Fonte Zenit

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ministro católico é assassinado no Paquistão

O ministro paquistanês para as minorias, o católico Shahbaz Bhatti, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira por um grupo de homens armados, na capital Islamabad.
Homens mascarados detiveram seu veículo, obrigaram Shahbaz Bhatti a descer e abriram fogo contra ele durante dois minutos. Bhatti não tinha escolta.
O político de 42 anos acabara de ser confirmado em seu cargo. Ele tinha recebido ameaças de morte em várias ocasiões, por ter defendido Asia Bibi, mulher cristã acusada de blasfêmia. Ele defendia ainda a revisão da lei que prevê pena de morte em caso de blasfêmia.
O próprio Bhatti, em várias intervenções públicas, tinha falado do perigo que corria e das ameaças de que estava sendo objeto, especialmente depois do assassinato do governador de Punjab, Salman Taseer, por se opor à lei de blasfêmia.
“Sei que poderia ser assassinado ao continuar minha batalha, mas não tenho medo”, tinha dito publicamente.
Em declarações à Rádio Vaticano no dia 5 de janeiro, após a morte do governador de Punjab, Shahbaz Bhatti referiu-se às ameaças.
“Creio que a descoberta da violência não pode criar medo e não pode nos deter no compromisso de levantar a voz em favor da justiça e da proteção das minorias e das pessoas inocentes do Paquistão”, disse.
Reações
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Syed Yusuf Raza Gilani, condenaram o assassinato e asseguraram que esse tipo de ato “não fará o governo recuar em sua luta contra o terrorismo e o extremismo”.
O ministro do Exterior italiano, Franco Frattini, expressou pessoalmente e em nome do governo “a mais firme condenação deste bárbaro atentado” que custou a vida de Bhatti, uma pessoa que “se havia destacado por sua visão e compromisso por construir uma sociedade baseada no diálogo e na tolerância pelas minorias e as diversas religiões”.
Para Dom Joseph Coutts, bispo de Faisalabad e vice-presidente da Conferência Episcopal paquistanesa, hoje “é um dia verdadeiramente obscuro para os cristãos no Paquistão”, trata-se de uma “notícia terrível que nos coloca em uma situação de gravíssima emergência”.
“Os cristãos não só estão tristes, mas também enfurecidos, teremos de fazer algo para nos organizar por nós mesmos”, disse ainda, em declarações à agência italiana SIR. “Este homicídio demonstra que nem sequer um ministro está a salvo”.
Em declarações a Asianews, Dom Anthony, bispo de Islamabad, que conhecia Shahbaz Bhatti desde a infância, recordou seu comprometimento.
“Ele deu tudo de si, manteve uma postura firme e pagou o preço com seu sangue”, afirmou o prelado. “O que aconteceu deveria abrir os olhos das minorias e do governo. Quanto sangue terá de ser derramado para entender que já se chegou ao limite?

Retirado da agência de notícias Zenit