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domingo, 10 de junho de 2012

Um dia triste para o Brasil


Neste domingo, 10 de junho, é um dia triste para todo o Brasil, em especial, para a cidade de São Paulo, onde ocorre mais uma “Parada do orgulho gay”. Como estou morando nesta cidade a menos de um mês, a procura de um apartamento para alugar, estou provisoriamente num flat que fica a 600m da Avenida Paulista, onde acontece a referida “Parada”. Aqui é possível perceber um pouco do “clima” que cerca esse triste evento. Aproveito a ocasião para postar uma reflexão do Pe. Hélio Luciano, membro da comissão de bioética da CNBB, sobre o assunto do homossexualismo e da homofobia:
“Nas últimas semanas temos acompanhado novas discussões sobre leis contra a homofobia – discussão que volta à tona pelo seminário organizado pela Senadora Marta Suplicy sobre o Projeto de Lei da Câmara 122/2006 (mais conhecido como PLC 122) e pelas propostas para o novo Código Penal Brasileiro. Com base nessas discussões, poderíamos perguntar-nos, qual é a posição dos católicos em relação à homofobia?
É já ideia comum entre os não-católicos – e infelizmente entre muitos católicos também – pensar que nós, católicos, somos homofóbicos. Nada mais equivocado. Atitudes de violência física ou moral, ridicularizações – ou o famoso bullyng, que agora está de moda – são tão contrários à doutrina católica como qualquer outro pecado contra a caridade. Sendo assim – repito para deixar bem claro – não somos e jamais seremos homofóbicos se queremos seguir a Cristo.
Ao mesmo tempo somos também contrários aos atuais projetos de lei propostos e já citados. Por sermos homofóbicos? Não. Mas por diversas outras razões. A primeira delas é por ser um projeto legislativamente desnecessário. Contra a violência – seja física ou moral – e contra a discriminação, já existem leis às quais as pessoas que se sintam injustiçadas podem recorrer. Não é necessário criar uma nova lei, mas sim fazer que as leis já existentes se apliquem de fato. Porque estamos vivendo em uma tendência de multiplicar leis que já existem?
Em segundo lugar, a lei apresentada é contrária à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. É verdade que a liberdade de expressão não é e não pode ser absoluta – por exemplo, ninguém nunca pode incitar à violência recorrendo à liberdade de expressão. Mas também é verdade que, com a nova lei, os limites do que poderá ser interpretado como agressão ou não-agressão – do ponto de vista moral – serão muito frágeis. Se um pastor protestante ou um sacerdote católico lerem ou pregarem sobre a 1ª Carta de São Paulo aos Corintios – Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os ladrões herdarão o reino de Deus – não poderá alguém recorrer à “nova” lei por sentir-se agredido? Se um sacerdote negar a comunhão a um “casal” homossexual, estes não poderiam acusar ao sacerdote de “homofóbico”?
Queremos apenas a liberdade de poder afirmar aquilo em que acreditamos. De poder dizer claramente, sem nenhuma pretensão de ofender a ninguém, que uma pessoa que vive atos homossexuais está ofendendo a Deus. De poder oferecer ajuda – somente àquelas pessoas que queiram e acreditem que precisam ser ajudadas – a que vivam o amor de Deus em plenitude. Queremos ser livres, sem ofender a ninguém, mas ser de fato livres para pensar.
Em um artigo escrito há aproximadamente dois anos sobre este mesmo tema, fui acusado em um blog – por pessoas que não me conhecem – de ser pedófilo, pederasta, homossexual, etc. Tudo isso pelo simples fato de ser sacerdote. Como sabemos, a discriminação atual contra a Igreja e contra os sacerdotes não são casos isolados – somos os únicos que não temos mais direito à liberdade. Devemos criar então uma lei de “sacerdociofobia” ou “eclesiofobia”por causa disso? Não. Por que então reivindicam que para os grupos homossexuais é necessária uma lei específica?”

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Procissão de Corpus Christi em São Paulo

Nesta quinta-feira participei da procissão de Corpus Christi, aqui em São Paulo. Esta aconteceu debaixo de uma chuva fina e num dia frio. Isso fez com que a presença das pessoas se tornasse um autêntico testemunho da presença de Jesus na Eucaristia. O Santíssimo Sacramento foi levado pelo Cardeal, D. Odilo Scherer, juntamente com o Núncio Apostólico do Brasil, D. Giovanni D’Aniello, num carro muito bem ornado, pelas ruas do centro da cidade, refazendo o caminho da procissão do Santíssimo do Congresso Eucarístico Nacional, acontecido há 70 anos na cidade. A procissão terminou na Praça da Sé, onde foi concluída com a missa presidida pelo Núncio. Veja abaixo as fotos:






terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Trido de preparação para a festa da conversão de São Paulo (3º dia)

 A realidade do mundo e da sociedade no tempo do apóstolo Paulo, especialmente nos lugares onde a influência da cultura romana ficava mais forte, como por exemplo a comunidade de Tessalônica, percebemos que em muitos aspectos esta comunidade vivia uma realidade muito próxima da nossa situação hoje. Podemos citar como exemplo a globalização, que era uma das características fundamentais do império romano. Havia um grande intercâmbio cultural e comercial entre todas as regiões do império.
Nas suas cartas Paulo enfrentar o problema da libertinagem sexual, que era outra característica forte na cultura romana pagã. Bem diferente da cultura judaica, que tinha uma cultura moral bastante rigorosa. É por isso que não vamos ver Jesus, no evangelho, combatendo a libertinagem sexual, porque, no mundo judaico, onde Jesus nasceu e exerceu sua missão, era mais fácil pecar por excesso de rigor na moral sexual, como no caso da mulher adúltera, que seria apedrejada até a morte.
Bem diferente era a realidade do mundo romano, que se aproxima muito mais da nossa realidade de hoje, muito marcada pela libertinagem. Por isso, nas cartas de Paulo existe sempre uma exortação à castidade. Estas exortações de Paulo se revestem de uma grande atualidade para nossa sociedade, que tem como característica um grande apelo a uma sexualidade desordenada, como podemos constatar nos programas de TV, nos filmes, na forma de vestir e até na linguagem das pessoas. Essa mensagem, que é principalmente vinculada aos meios de comunicação, quer nos dar a entender que não há nenhuma regra a ser seguida em relação à sexualidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Trido de preparação para a festa da conversão de São Paulo (2º dia)


Para compreender melhor Paulo é necessário se reportar ao evento de Damasco, onde ele tem um encontro com Cristo. É nesse encontro pessoal com cristo que sua vida adquire um novo significado, uma nova direção. Paulo não era nenhum pecador pervertido, muito pelo contrário, era um homem de grande retidão moral, a ponto dele mesmo dizer: “quanto a Lei, declaradamente irrepreensível” (Fl 2,6).
O seu comportamento moral e sua vida disciplinada faziam dele um homem que confiava na sua própria justiça. Mas o seu encontro com Cristo faz com que ele mude o eixo de sua existência, que deixa de ser ele mesmo, com sua justiça, para ser Jesus Cristo e a justiça, conquistada por Cristo na cruz. Como ele mesmo vai dizer: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina” (I Cor 1,18).
Com a conversão de Paulo, o que podemos trazer hoje para nossas vidas é que o fundamento essencial do cristianismo é o relacionamento pessoal com Cristo, e para isso é necessário um encontro pessoal com ele. Muitas vezes a idéia de conversão que temos é unicamente moral, o que significa que quem roubava, deixou de roubar; quem mentia, passou a não mentir e assim por diante. Com a conversão de Paulo, percebemos que a conversão tem um movimento primeiro, que é o encontro com Cristo, e que a conversão moral é o segundo momento da conversão.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Trido de preparação para a festa da conversão de São Paulo (1º dia)

A igreja celebra no dia 25 de janeiro a festa da conversão de São Paulo por isso postarei alguns textos que nos ajudará a conhecer mais este grande apostolo.
Paulo nasceu por volta dos anos 5 a 10 d.C.. Segundo os atos dos Apóstolos, ele nasceu em Tarso, capital da Silícia (cf. At 22,3 e 21,39). Tinha cidadania romana, o que era um grande privilégio da época. Tarso era uma grande cidade, com um sistema educacional bem desenvolvido e, pelo que parece, Paulo fez bom uso do sistema educacional desta cidade. Isto fica claro nos seus escritos, percebe-se que ele tem uma boa formação, escrevia bem o grego e apresentava um bom conhecimento da filosofia e da literatura de sua época.
Ainda segundo os Atos dos Apóstolos, Paulo, na sua juventude, vai para Jerusalém para se dedicar ao conhecimento mais profundo da religião judaica e ser educado “aos pés de Gamaliel” (At 22,3), tornando-se um fariseu, conhecedor da Lei, como ele mesmo diz na Carta aos Gálatas: “avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais” (Gl 1,14).
Essa forma zelosa do jovem Paulo vivenciar sua religião tornou-o um perseguidor do cristianismo e, nesse processo de perseguição, a caminho de Damasco, ele tem um encontro com Cristo (cf. At 9,22). Esse encontro vai mudar completamente o rumo de sua vida. Não será uma mudança moral, porque ele já era um homem de comportamento reto. Mas Paulo se converte na perspectiva de que a Lei judaica deixa de ser o centro de sua vida, e sim Cristo. Como ele mesmo diz: “Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo” (Fl 3,8).
Paulo torna-se um grande evangelizador, passando de cidade em cidade, fundando comunidades cristãs.  Paulo trabalhava para o seu próprio sustento: “Vós vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e de nossa fadiga. Trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (I Ts 2,9). A profissão de Paulo era fabricante de tendas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A conversão de São Paulo

Hoje a igreja celebra a conversão de São Paulo. Ele é o apostolo dos gentios (pagãos). Sendo Judeu, do partido dos fariseus e grande perseguidor dos cristãos, teve sua conversão no caminho para a cidade de Damasco (At 9,1-19). Tornou-se um dos maiores evangelizadores de todos os tempos.Por isso rezemos Juntos com toda Igreja:

"Ó Deus, que instruistes o mundo inteiro pela pregação do apostolo São Paulo, dai-nos, celebrar hoje sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos, e ser no mundo testemunhas do evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espirito Santo".