quinta-feira, 29 de abril de 2010

Adoção de meninas por lésbicas

Com a decisão do STJ, de permitir adoção de duas meninas por lésbicas que moram juntas, decidi publicar mais uma vez uma postagem sobre este tema, que foi escrito no contexto do programa do governo enviado ao congresso, mas que tambem se enquadra nesta nova situação.

Homossexualismo
Continuando a nossa série sobre o 3º PNDH, este plano foi enviado ao Congresso pelo presidente Lula após o encaminhamento de Dilma Roussellff, da casa civil. nele constam 73 proposições, entre elas: a discriminalização do aborto, que já comentamos (postagem 27-01-2010); casamento de pessoas do mesmo sexo; direito de adoção por casais homoafetivos; e a retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos públicos da União.
Nesta postagem, nos dedicaremos às questões ligadas ao homossexualismo. Já de início queremos demonstrar a estes o nosso respeito e o nosso acolhimento, dizendo que a Igreja acolhe com respeito, compaixão e delicadeza as pessoas que vivenciam essa realidade.
O homossexualismo é, como diz o catecismo da Igreja, uma "Inclinação objetivamente desordenada", contraria a natureza humana. Por isso, toda tentativa de igualar esta realidade do casamento de um homem com uma mulher, com o relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é injusta, porque não se pode tratar duas realidades completamente diferente como se elas fosse iguais.
A família composta de um homem e uma mulher é defendida pela estrutura legal porque dela depende a sobrevivência de toda a sociedade, como ensina a Igreja através do documento Congregação para a Doutrina da Fé: ."Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir, de modo adequado, a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana, não alteraria minimamente essa sua inadequação".
A segunda realidade que comentaremos é a adoção de crianças por casais homoafetivos. É algo que não pode ser aceito pelo motivo que deriva primeiro pelo que já vimos acima, porque a união de duas pessoas do mesmo sexo não gera uma família e sobre isso o mesmo documento referido acima diz" Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa."
Fico pensando nessa realidade de adoção quando uma criança depois de adulto recorrer a justiça contra a sua própria adoção. Isso me faz lembrar os processos que crianças que hoje se tornaram adultas, entraram na justiça para conhecerem os seus pais que geraram através de doação de esperma - que na época era coberto pela lei do sigilo- e hoje a justiça obriga em alguns países revelarem a identidade dos doadores, criando situações extremamente complexas e difícies.
Deus criou o homem e a mulher para se complementarem, e toda realidade que fugirem a isso cria efeitos negativos por isso peçamos a Deus que ilumine as mentes e os corações que são responsáveis por criar as leis e aprovarem, para que não aprovem leis que são contra a natureza humana e consequentemente, injusta.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Reunião do Movimento em Natal

    Nesta segunda feira, 26 de abril, tive oportunidade de participar da reunião do movimento da Transfiguração em Natal. O grupo, que teve o seu inicio na primeira semana da páscoa deste ano, se reúne todas as segundas feiras as 19:30  no bairro de potilândia na comunidade de Nossa senhora da conceição que faz parte da paróquia sagrado Coração de Jesus.
    A reunião foi com o texto de joão 13,31-35 o qual será proclamado no quinto domingo da páscoa, que fala do mandamento novo “amai uns aos outros  assim como eu vos amei” . Podemos assim mergulhar no grande amor que Deus tem por cada um de nós e no chamado de amar os outros com o mesmo amor com que Deus nos ama.
    A reunião foi um momento especial de escuta da palavra de Deus, de oração e uma oportunidade para que eu pudesse ter um contato mais próximo com os membros do movimento nesta cidade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O RETIRO DE FORTALEZA

Como falamos na postagem passada nos dias 23 a 25 de abril, o movimento da transfiguração realizou um retiro na cidade de fortaleza tendo como o tema a leitura orante da pavra de Deus pelo metodo da lectio Divina.O retiro teve início com a meditação do texto da transfiguração, no evangelho de lucas, falando os treis fundamentos do movimento: a oração , liturgia e a pavra de Deus.
No sábado meditamos no texto do bom pastor, no evangelho de João, e com ele fomos introduzidos na dinâmica da lectio Divina. logo após os participantes fizeram uma experiência de lectio pessoal com texto do cego de nascença (Jo 9).No sábado a tarde ouve um momento de partilha e palestra sobre este texto e a noite assitimos um filme de são Francisco e santa Clara.
No domingo meditamos sobre o texto dos disipulos de Emaús no evangelho de lucas e concluimos o retiro com a celebração eucarística presidida pelo Padre Emilio Cesar. Todos estes momentos foram intercalados por momentos de oração, adoração ao santíssimo sacramento e momentos de convivência fraterna. 

Vejamos algumas fotos:


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Retiro do Movimento em Fortaleza


     Nesta sexta-feira, 23 de abril, tem inicio o retiro do Movimento da Transfiguração na cidade de Fortaleza, que se estenderá até domingo 25 de abril. Tem como tema : “TUA PALAVRA É LÂMPADA PARA OS MEUS PASSOS, LUZ PARA O MEU CAMINHO” (SL 118/119, 105) . Será realizado no Seminário São José (perto do Castelão) .

     Será um momento de comunhão com Deus e também uma oportunidade para que eu possa conhecer melhor os membros do movimento nesta cidade. Peço assim a oração de todos para que este retiro possa produzir frutos abundantes.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Transladação do corpo de São Padre Pio

     No dia 19 de abril, data em que se comemora o quinto ano do pontificado do Papa Bento XVI, o corpo de São Padre Pio foi transferido para uma Igreja que leva o seu nome. A transferência foi feita em uma procissão que tinha à frente o Arcebispo Dom Michele Castore. Também foi ele que presidio a missa com a consagração do altar e a colocação da urna com os restos mortais do santo no pilar central da Igreja. A nova Basílica com o nome do santo, foi inaugurada pelo papa Bento XVI no dia 21 de junho de 2009, em sua visita a São Giovanni de Rotondo.

     Padre Pio, como é mais conhecido, foi um grande santo do século passado. Morreu em 23 de setembro de 1968 e sua história foi marcada por grandes fenômenos místicos, como: a da bi locação - estar em dois lugares ao mesmo tempo -, os estigmas nas mãos, nos pés e no peito, a exemplo de Jesus; sem contar as enúmeras curas milagrosas. Acompanhando tudo isso, ocorreram grandes conversões de pecadores públicos e de pessoas de outras religiões.

     Peçamos a intercessão deste grande santo para nos aproximar mais de Deus e nos auxiliar na grande tarefa da evangelização.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A eleição de Bento XVI




     O dia 19 de abril é o aniversário da eleição de Bento XVI como o Bispo de Roma. Tenho bem claro na lembrança aqueles dias da morte de João Paulo II e o conclave que, no dia 19 de abril de 2005, elegeu o nosso atual Papa. Sou de uma geração que não tinha visto - ou era muito pequeno para poder lembrar - uma eleição papal, e foi para mim uma grande emoção ver a fumaça branca saindo da Capela Sistina e a expectativa da apresentação, no balcão da Basílica de São Pedro, do novo Papa. Foi com grande alegria e emoção que vi que o novo Papa era o então cardeal Joseph Ratziger, que eu já “conhecia” pelos seus vários livros e tinha uma grande afinidade com a sua linha de pensamento.

     Cinco anos se passaram desde este dia e vejo que ele superou, em muito, as minhas expectativas, principalmente por sua coragem de enfrentar situações delicadas, e até perigosas, sem temer reações daqueles que pensam diferentes. Vendo suas atitudes e palavra é impossível não lembrar de Jesus no evangelho, e suas sérias e duras discussões com os representantes de povo. A coragem de Bento XVI é algo impressionante, especialmente aliada à sua serenidade e a seu jeito afável .

     Nesta comemoração de cinco anos de Pontificado quero primeiro agradecer a Deus por esse grande Papa e pedir que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça para esta missão de pastor supremo da Igreja.




     "Queridos amigos, neste momento eu posso dizer apenas: rezai por mim, para que eu aprenda cada vez mais a amar o Senhor. Rezai por mim, para que eu aprenda a amar cada vez mais o seu rebanho, a Santa Igreja, cada um de vós singularmente e todos vós juntos. Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos." - Homilia pelo início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bento XVI e a Liturgia


     Nesses últimos dias a Igreja tem ficado bastante exposta na mídia, especialmente em relação aos casos de pedofilia, onde as palavras do Papa, dos Cardeais e de outras figuras da Igreja têm sido usadas de diversas formas, na sua grande maioria, de forma manipulada, como é próprio do preconceito anticatólico, que domina grande parte da mídia.

     Dentro deste contexto fiquei surpreso de ver que, até um discurso do Papa dirigido a quinze Bispos do regional norte II da CNBB, na sua visita Ad Limina – visita que os Bispos fazem ao Papa em Roma a cada cinco anos – fosse noticiado no jornal de TV de maior audiência nacional.

     Esta notícia foi sobre orientações do Papa aos Bispos do Brasil foi sobre Liturgia. E como é próprio do nosso blog, comentamos e aprofundamos notícias da Igreja que saem na grande mídia. Vejamos em que consiste o discurso do Papa Bento XVI que tem como tema central a Liturgia e que, para muitos conhecedores, os chamados vaticanistas, é o tema central do pontificado de Bento XVI. É o que é chamado: reforma da reforma litúrgica.

     Esta reforma é para uma grande retomada da sacralidade da celebração litúrgica e, principalmente, para reforçar a dimensão sacrifical de Jesus na missa. E, consequentemente, a presença real de Jesus no seu corpo e sangue no altar. Para isso, deve-se evitar toda forma de “criatividade”, “shows”, sentimentalismo e a ideia de que a missa é uma simples reunião fraterna ao redor de uma mesa. Falando sobre isso, ele diz: “Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap.Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro”.

     Rezemos para que toda a Igreja possa cada dia mais crescer na compreensão da verdadeira liturgia, e assim crescer na fé.


Para aprofundar sobre a reforma litúrgica, clique aqui.