sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Igreja na China

A Igreja na China tem uma história longa de sofrimento e perseguição, mas, de uma forma mais forte, teve seu início com a revolução comunista de Mao Tse-tung. No ano de 1950, ele instituiu os campos de concentração para fragilizar a oposição à política de partido único, que é a que vigora até os dias de hoje. Hoje, estima-se que existem 1400 campos de concentração em funcionamento, nos quais são colocados os que “não se enquadram” no regime. Entre eles estão os monges tibetanos; bispos, padres e leigos católicos; e cristãos de outras denominações.



A forma que o governo lida com as religiões é a seguinte: para que elas tenham seu funcionamento regularizado pelos órgãos públicos, essa religião deve seguir todas as normas ideológicas do partido comunista e, principalmente, romper com seus relacionamentos internacionais. Isso gera um problema especial com a Igreja Católica, que, para ser aceita, deveria romper com o Papa e com o resto da Igreja espalhada pelo resto do mundo. A consequência deste ato foi profundamente dolorosa, porque, uma parte da Igreja – para sobreviver – aceitou essa imposição, sendo denominada Igreja patriota. Contudo, outra parte dela preferiu ficar fiel ao Santo Padre, sofrendo com isso perseguições de toda sorte. Bispos e padres foram enviados para os campos de concentração, onde muitos morreram.


O Vaticano, nestes últimos anos, travou, com grande empenho, uma negociação diplomática com as autoridades chinesas para que a Igreja tenha o mínimo de liberdade necessária para sobreviver na China. A segunda linha de trabalho do Vaticano é no campo interno, para gerar um processo de reconciliação e unidade entre a Igreja patriótica e a Igreja fiel a Roma. O grande desejo e empenho de Bento XVI é que a Igreja católica da China seja uma só e tenha liberdade para cumprir sua missão.


Por isso, neste Advento, devemos nos unir numa oração cheia de esperança, para que o Espírito Santo ilumine o Papa Bento XVI para que tenha a sabedoria e coragem necessárias para enfrentar este grande desafio. E que este mesmo Espírito ilumine as autoridades chinesas, para que se abram a um diálogo sincero, e este diálogo possa prosperar e assim tenhamos as portas da China abertas para uma grande missão evangelizadora. Que a Igreja possa cumprir o mandato de Jesus ressuscitado, que enviou os seus discípulos, dizendo: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 19-20).

Um comentário:

Brenner disse...

E aí seu Cesar Augusto....Como que estão as suas férias?? Os usuários já estão com saudades de vc...
Bom, só estou deixando esse comentário para te lembrar de comprar um bom presente para seu amigo Brenner...
Um abraço pra vc e para a Marjorie, feliz natal e ano novo.
Abraços.
Brenner Carvalho.